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Saudades do Rio - Luiz Darcy

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Categoria: Adulto
Postado por SAUDADES DO RIO em 02/11/2009 06:44

SÃO CONRADO - DÉCADA DE 70
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A fotografia de hoje, um "slide" do acervo de nosso amigo Manolo, mostra a região de São Conrado na década de 70.

Com o fotógrafo na Av. Prefeito Mendes de Morais, podemos ver o "green" do Gávea Golf Club ainda sem o muro alto que hoje o separa das pistas junto à orla de São Conrado.

Ao fundo a favela da Rocinha, o prédio do hotel Intercontinental e, atrás dele, a torre do hotel Nacional.

Algumas polêmicas cercam atualmente esta região:

1) A construção de um novo prédio nos terrenos do hotel Intercontinental que tiraria a vista para o mar dos moradores de um condomínio local.

2) O futuro da Rocinha.

3) O leilão, na próxima quarta-feira, do hotel Nacional.

O hotel Nacional, que já apareceu por aqui em http://fotolog.terra.com.br/luizd:712 e http://fotolog.terra.com.br/luizd:833 foi construído entre 1968 e 1972, a partir de projeto de Oscar Niemeyer.

Pertencia inicialmente à Rede Horsa, do empresário José Tjurs, e tinha 510 quartos, um grande centro de convenções e um teatro onde se apresentaram grandes artistas.

Diversos eventos aí acontecidos marcaram muitos comentaristas deste "fotolog": noite de núpcias, Prêmio Clio de propaganda, formaturas, "shows" de música, congressos médicos, local de trabalho, noitadas na Boate Mikonos, etc.

Fechado há muitos anos, espera-se que surja um comprador e que o hotel revitalize o bairro, voltando a funcionar a pleno vapor.



Comentários (28):

Em 2/11/2009, às 07:36:49, Lavra disse:
Na imagem, os dois edifícios enormes ferem a paisagem, que era linda. Hoje, já existem tantos, que os dois são irrelevantes. Com o aumento da população não era mesmo esperado que a paisagem durasse para sempre.
Em 2/11/2009, às 07:40:53, Plinio disse:
Eu acho um absurdo que um prédio como o do hotel Nacional fique abandonado tantos anos sem uma solução. Deveria haver alguma forma legal de exigir urgência na solução do problema ainda mais numa cidade tão carente de quartos de hotel.
Espero que a situação se resolva brevemente e não fique como a daquele hotel que existe na estrada das Canoas há mais de 20 anos e que está totalmente abandonado.
Em 2/11/2009, às 08:14:53, Menezes disse:

Não existiam também nesta época os prédios de apartamentos junto ao atual shoping Fashion Mall.

Lembro-me que na década de 70 houve o lançamento imobiliário destes prédios com grande pompa.

Na época, recem casado e com pouco dinheiro fui fazer um "tour" pelos stands de venda existentes só como programa.
Lembro-me de um corretor que nos atendeu e a certa altura disse: "ora esta favela aí está com os dias contados, pode acreditar... Tudo vai ser reflorestado e será um parque."

Será que aconteceu isto????????
Em 2/11/2009, às 08:27:01, Rouen | fotolog disse:
Menezes, na década de 60 fui comprar um apartamento no primeiro grande prédio erguido na área, o vendedor me informou que o Lacerda ia retirar a Rocinha e que embaixo do prédio iriamos ter a prrimeira filial do Restaurante "La Mole".
Em 2/11/2009, às 08:43:37, Alcyone disse:
Menezes e Rouen: e vocês deixaram barato assim? Trata-se de propaganda enganosa. A favela foi reflorestada com sementes bem conhecidas."É Mole"?
Em 2/11/2009, às 09:11:42, JBAN disse:

Grande baú de Don Manolo de Navarra y Alicante !

Fotos despretenciosas viram documentos da cidade depois de alguns anos. Temos tesouros em nossas casas.

Lembro-me vagamente do "green" sem muros. São Conrado era off-limits até que comecei a dirigir e comprei a minha moto.

Minha formatura no CSI foi no Hotel Nacional e a turma foi para a Mikonos depois da cerimônia.

O destino do Nacional talvez seja melhor agora, por conta da necessidade da cidade ter mais quartos de hotel para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Até então os interessados eram poucos e os projetos estranhos. Falou-se até que a Prefeitura faria um centro social no edifício. Francamente !

Corretores falam qualquer coisa para vender um imóvel. Para mim iriam todos para o paredão de fuzilamento.

Em 2/11/2009, às 09:27:21, Derani disse:

Nesta época eu trabalhava aí no Intercontinental... a maioria dos funcionários era da Rocinha.
Em 2/11/2009, às 09:42:42, Conde di Lido | fotolog disse:
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Dois eventos importantes na minha vida foram no Hotel Nacional.

O primeiro, foi a noite de núpcias do meu primeiro casamento em 1973. O hotel era um espetáculo! O casamento não foi assim tão bom...

O segundo foi ver o Chet Baker no Free Jazz. Este sim valeu a pena.
Em 2/11/2009, às 10:18:36, BELLETTI disse:
Estive em dois eventos nos anos 70 no Hotel Nacional.Difícil acreditar o rumo que tomou.Má administração?
Em 2/11/2009, às 10:39:01, Pgomes disse:

Com certeza, má administração acaba com qualquer nogócio, seja qual ramo for. E a ajuda não veio em tempo hábil.

Quanto as três polêmicas, citadas no texto, a não ser que a prefeitura impeça, ou tenha algum impedimento urbanístico,se alguns quiserem, será contruído e pronto, os outros são só os outros. A Rocinha só tende a aumentar, algum cara de pau vai querer usar os muros como alicerce de seu barraco. Já tem muita gente lá. E seria bom alguém comprar o Hotel Nacional e revitaliza-lo e não virem com a idéia de fazer outro no lugar.

Quanto ao bairro, ia bastante, com meu pai, para ver, os saltos de Asa Delta, que eram novidade nos anos 70; inclusive um amigo de mocidade de meu pai costumava a saltar da Pedra Bonita, era o Sérgo Catiá(acho que era assim).

Bom feriado à todos.
Em 2/11/2009, às 10:45:26, Menezes disse:

Bem, hoje está ótimo para "papear" no "Botequim" do Seu Luiz. Estou aqui no meu escritório (provisório) com uma ótima visão das montanhas de Friburgo. A internet sem fio funciona bem por aqui. Vamos lá então:

Rouen. Mesmo assim vc.comprou o ap. e almoçou no La Mole ?

Alcyone: Vc.hoje está de ótimo humor, o trocadilho foi fabuloso.

Tio Derani: Trabalhar num belo Hotel daquele é de lascar.e não poder aproveitar como hospede é demais. É ter o doce na mão e não poder comer.

Prezado Di Lido: Acho que vc.se empolgou demais com o Hotel...será?

JBAN: Você já reparou? O destino do Nacional está muito ligado aos acessos a ele. Pela Rocinha é complicado pois vira e mexe o pau canta por aquelas bandas e pela Niemeyer mais complicado ainda quando a galera desce do Vidigal. Complicado mesmo...

Aliás, a medida que aquelas comunidades se agigantam o futuro do Intercontinental, Nacional e outros ficam dependendo cada vez mais dos investimentos que o poder público venham fazer por ali.

Os acessos a estes hoteis em função dos dois eventos, 2014 e 2016 tem que serem restudados. Vir do Galeão até o Nacional por exemplo vai ser complicadissimo...passa-se pelo menos por duas grandes favelas e aí a coisa pode pegar...

No PAN a coisa ficou no sapatinho e deu para o gasto mas nestes dois eventos a coisa é outra.

A conferir...


Em 2/11/2009, às 10:48:41, Ciro disse:
As outras duas fotografias indicadas nos links do texto também são muito boas. Não vejo muito futuro para esses hotéis pois além dos problemas citados pelo Menezes ainda temos uma lingua negra que insiste em reaparecer em frente ao Nacional além do mar aí em frente constantemente estar com uma aspecto imundo.
Em 2/11/2009, às 11:32:04, Tânia Cox disse:
Conde di Lido vc viu Chet Baker?
Cacete ! morrendo de inveja aqui!
Em 2/11/2009, às 13:45:56, BELLETTI disse:
Alguém tem notícias da Rede Horsa em sí.Desapareceu de vez(faliu?).Lembro de ter recebido e usado uma carteira(tipo cartão de crédito)que me dava descontos de 15 a 20% no hoteis da rede.Nos anos 70 tinha bons hotéis interligados.
Em 2/11/2009, às 14:09:35, M.C disse:

Eu nunca apreciei o prédio do Hotel Nacional e seu interior. O mesmo não digo em relação ao InterContinental, que continua agradável apesar de todas as limitações que o cercam.

Assisti algumas apresentações no Hotel Nacional (Nina Simone, Ray Charles, Pepino de Capri etc), mas o show do Chet Baker é inesquecível, sobretudo porque na época eu não imaginava que ele morreria pouco tempo depois.
Em 2/11/2009, às 14:13:55, Gustavo Lemos disse:

PGomes, o amigo do seu pai e também do meu chamava-se Sérgio Cathiard. Ele era uma espécie de prof. Pardal.Na época ele adaptou um motor de moto Suzuki em uma asa delta e sofreu um grave acidente e veio a falecer algum tempo depois. O pai dele foi o preparador do carro de Irineu Correa, que venceu a Gávea de 34. Ele deixou uma filha chamada Florence.
Em 2/11/2009, às 14:24:49, Gustavo Lemos disse:
A propósito, PGomes: o primeiro brasileiro a voar de asa delta da Pedra Bonita, também era amigo dos nossos pais. Seu nome é Luiz Claudio Mattos, e foi ele quem levou o francês Stephane ao local para a realização do primeiro voo livre no Brasil em 1970.
Em 2/11/2009, às 14:49:48, Ramos disse:
A primeira vez que vi um voo de asa delta foi no Fantástico e aparecia um voo do Corcovado até o Joquei. Achei que era uma montagem pois me parecia impossível aquilo.
Em 2/11/2009, às 14:55:58, NALU disse:
Os problemas levantados por Menezes procedem. O acesso só por helicóptero blindado e sobrevoando o mar.
Minha formatura foi no HN.
Em 2/11/2009, às 17:06:46, JBAN disse:

Essa noite de núpcias do Conde di Lido foi com o Ahmad ? Ou será que essa foi em Paris ? A conferir.

Apesar de tudo o HN tem tudo para renascer.

Esse fotolog parece novela da Globo. Todo mundo se conhece ou está interligado. Tem o núcleo rico (Barão de Montenegro) e o núcleo pobre (JBAN). Tem ainda um conde italiano falido que só anda de robe de chambre de veludo pela sua mansão (Conde di Lido).


Em 2/11/2009, às 18:06:48, Richard disse:
Menezes, acho que você está exagerando um pouco no que diz respeito aos acessos aos hotéis. Os dois caminhos a que você se refere são os mesmos para a Barra da Tijuca e não há problemas maiores do que em outras partes da cidade.
Em 2/11/2009, às 18:17:40, Pgomes | página pessoal disse:

Gustavo, Eu e meu pai estavamos presente quando o Sérgio Cathiard(obrigado)sofreu um acidente com uma espécie de veiculo motorizado para testar asa delta. É daquelas cenas que não se apagam da memória. Foi ao lado do autódromo e ele foi socorrido no carro de papai. Depois disso perdemos o contato e alguma notícia vinha de seu pai. Ele era realmente Prof. Pardal, adorava inventar coisas.
Em 2/11/2009, às 19:01:49, M.Lobo disse:
 
Espero que o Nacional volte a ter a mesma importância que sempre teve, o bairro e a cidade merecem.

Quanto ao fato de uma possível construção "tirar a vista" de outros edifícios, tenho a impressão que "vista" não é direito adquirido quando se compra um imóvel, senão ...
Em 2/11/2009, às 19:33:28, Luiz D´ | página pessoal disse:

A propósito do comentário do M. Lobo, há dois anos tivemos um caso curioso em Ipanema, na Rua Joana Angélica.
Uma construtora comprou o espaço "aéreo" sobre uma casa de dois andares e construiu um edifício no terreno dos fundos. Desta forma garantiu que a casa ou o que fosse construído em lugar dela tivesse mais de dois andares.
Não sei como foi possível registrar isso em contrato mas foi o que aconteceu.
Em 2/11/2009, às 19:58:28, Menezes disse:

Richard meu amigo ( pobre ou rico como diz o JBAN acima ?), estou falando de acesso para dois eventos, quando tudo é anormal. Lembra-se no PAN quando tínhamos de andar pelas linhas Amarelas/Vermelha somente em duas pistas? A outra era do evento, estivesse acontecendo ou não.
Copa do Mundo( ainda mais no Brasil) e Olimpíadas dão um toque especial ao momento. Talvez tenha carregado nas tintas do meu comentário, mas de vez em quando o acesso a Barra fica complicado se algum carro enguiçar no interior do túnel ou mesmo na estrada do Vidigal.
Bem, tomara que esteja enganado...

Em tempo: Sou da classe desclassificada.
Em 2/11/2009, às 21:22:43, JBAN disse:

Richaaard é do núcleo rico.

Em 5/11/2009, às 17:12:51, Consultor jurídico de fotologs disse:
Caro Luiz D', isso se chama direito de superfície, inovação do Estatuto da Cidade. Deve ser registrado no RGI, para ser eficaz perante terceiros.
Em 23/11/2009, às 16:19:09, Arthur Cathiard | e-mail disse:
Hei vcs estão eaquecendo de mim, tô vivo, sou filho do Sergio. Gustavo vc deve ser filho do Aluisio, sobrinho do Afranio, Gomes, vc deve ser filho do Milton Gomes, eu conheci seu avo, no jardim botanico, e seu pai em SP. Um dia fazendo uma lenhazinha, no molhado com meu ele disse " porra vc dirige igual ao Milton Gomes".
Quanto ao Aluisio me lembro bem dele tivemos muito mais contato, na LB Puma e na oficina antiga que depos foi pro Fernando Feiticeiro.
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