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Saudades do Rio - Luiz Darcy

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Categoria: Adulto
Postado por SAUDADES DO RIO em 05/11/2009 05:31

RUA DO PASSEIO
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Esta fotografia mostra a região da Rua do Passeio, com o Passeio Público à esquerda.

Ao fundo vê-se um bonde já com tração elétrica, dividindo espaço na rua com um solitário automóvel e dois veículos puxados por burros.

Bem ao fundo da foto são vistos os Arcos da Lapa.

À direita, o início da construção do bairro Serrador.

Uma foto desta região um pouco mais tarde pode ser vista em http://fotolog.terra.com.br/luizd:282



Comentários (33):

Em 5/11/2009, às 05:44:58, Lavra disse:
O local da foto está perfeitamente elucidado. Gostaria de me lembrar o nome dos dois burricos, mas só esperando aquele fogologueiro um tanto ou quanto aéreo, aparecer para comentar. Bela foto!
Em 5/11/2009, às 06:10:57, JBAN disse:

E lá vão eles os famosos, briosos e fogosos burricos Lulu & Dudu na sua diuturna faina em prol da Capital Federal. Não sei como nunca pensaram em erigir uma estátua em homenagem aos simpáticos muares cariocas.

O local está desvendado, mas acho que estamos vendo os restos da demolição da Convento da Ajuda. A construção do Bairro Serrador levou mais uns 10 anos. Nesse interregno (salve Dr. Pintáfona !) o terreno abrigou um parque de diversões, como pode ser visto em uma clássica fotografia aérea do centro que já rodou em vários fotologs.

Em 5/11/2009, às 06:58:57, Alex disse:
A rua (hoje) Senador Dantas está logo a direita após o desmonte do Convento, como já mencionou o JBAN.
Em 5/11/2009, às 07:33:24, Plinio disse:
O trânsito era mínimo na época e fico me perguntando como era a convivência entre os veículos puxados a burro, os primeiros automóveis e os bondes elétricos. A velocidade dos automóveis e dos bondes devia provocar muitos atropelamentos de pedestres desavisados e acostumados a um tráfego muito mais lento.
Em 5/11/2009, às 07:52:56, Alcyone disse:
Os dois homens na frente do automóvel, estariam só conversando ou tentando fazer o carro "pegar".Quanta tranquilidade!
Em 5/11/2009, às 07:58:08, Gustavo Lemos disse:

Plinio, a convivência era bem mais tranquila do que nos dias atuais. Os primeiros automóveis e bondes eram muito lentos. O próprio ritmo das pessoas era bem mais lento do que hoje. A convivências mais difícil era dos automóveis com os animais. Os primeiros carros não possuíam um bom sistema de carburação, e o resultado é que o combustível não queimado ia direto para o cano de descarga, o que produzia frequentes explosões que assustavam os animais, e também as pessoas. Além disso, os carros eram muito barulhentos, já que não tinham silenciosos. Os primeiros bondes elétricos eram pouco mais rápidos do que os puxados a burro. O aumento da velocidade no trânsito foi lento e gradual. Atropelamentos não eram comuns, mas aconteciam, como também aconteciam no tempo da tração animal.
Em 5/11/2009, às 08:04:27, Lavra disse:
Lulu e Dudu, já frequentam os fotologs há muito tempó. Não sei como fui esquecer os nomes dosm mesmos. Êta memória!
Em 5/11/2009, às 08:12:33, Alzheimer disse:
Lavra, está precisando de uma consulta? Marca uma hora com o alemão.
Em 5/11/2009, às 08:20:38, BELLETTI disse:
Época da boa convivência da tração elétrica com a animal.Um foto diferente.
Em 5/11/2009, às 08:25:27, Andre Decourt disse:
Em 1912 tinham acontecido 20 atropelamentos fatais em Copacabana, quase todos na recém inaugurada Av. Atlântica, que pelo visto era usada como pista de "racha".

Um destes chocou a população pois foram mortos 2 filhos de um nobre comendador e a ama que acompanhava as crianças
Em 5/11/2009, às 08:58:58, Aristocrata disse:

JBAN está enganado. Os nomes dos dois burros vistos na foto são: Du Lido e Di Lido.
Em 5/11/2009, às 09:43:46, Candeias disse:
O Lavra marcou consulta com o alemão e pediu-me que lembrasse no dia. Acabei me esquecendo.
Quando os automóveis começaram a circular, por motivo de segurança, era obrigatório que alguém fosse a pé, à frente da viatura, agitando uma bandeirinha vermelha.
Em 5/11/2009, às 09:59:40, Alcyone disse:
Candeias, houve alguma vez, atropelamento do bandeirinha? Ótimo registro.
Em 5/11/2009, às 10:16:44, Candeias disse:
Não sei se houve atropelamento. Vou procurar nos poucos exemplares que me restaram da coleção Nosso Século (o finado século XX, nasci antes da metade...) e ver se encontro. Com o aumento da velocidade dos veiculos, é bem provável.
Em 5/11/2009, às 10:39:19, Menezes disse:

Bem senhores, bom dia. É melhor ajustarem seus "anti-virus" no computador pois a gripe que estou pode passar até por e-mail. De arrasar quarteirão.

Bem...observei a foto de hoje e com relação as outras já postadas sobre o mesmo local vejo que já existem 3 gerações de prédios no local.
Pena que não sabemos a data desta foto.
Em 5/11/2009, às 10:57:01, RENATO disse:

Esta foto seria antes de 1900?

Tapumes feitos de ripas de madeira ou de bambus?

Essa foto deve ter sido feita entre 13-14 hs num dia de muito sol.

Minha avó, costumava juntar os netos e netas na sala escura pelas constantes falta de energia elétrica naqueles duros meados dos anos 60 e contava-nos estórias a cerca do Centro em sua infância e mocidade. Ela dizia que a farra maior dos pequenos era infernizar a vida dos acendedores de lampiões a óleo de baleia, chamando-os de figura do diabo! por causa da sombra da parca iluminação em seus rostos. Xingavam-os disso e saiam correndo e rindo, hoje em dia... Lembro-me também que quando mocinha adorava passear com primas e amigas pela rua do Ouvidor. Uma vez na minha adolescencia disse-lhe que odiava teatro (nunca tinha ida até então), ela me respondia com desdém: isso até o dia que você ir ao Municipal, ver peças mambembes realmente não te acrescenta em nada e nem sempre pode ser considerado teatro. Devo isso a memória dela, nunca fui ao Municipal mas tão logo abra a temporada, essa eu vou! Era gostoso ouvi-la falar de sua infância, da rigidez com que foi criada na ausência dos pais e irmãos dizimados pela espanhola na travessia do Atlântico. Conheci só uma prima dela a única sobrevivente das trevas das pestes do início do século XX, passava horas, já adulto, ouvindo suas estórias nos chás da tarde em família. Dias de chás da velha guarda era tudo de bom, toda a gastronomia portuguesa de comidinhas, folheados e gema muito doce a base de gemas vinha à mesa. Rabanada sfora do Natal, pastel de Sta Clara, folheados, compotas e geléias de frutas cítricas, mamão e cidra, queijos brancos, frios, pães caseiros, chocolate, café com leite, laranjada e chá preto. Era tudo de muito bom!

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Hoje o Jornal da Band hoje mostrará uma reportagem onde escolas cariocas estão ensinando as crianças a distinguir sons de bombinhas de balas e como proceder em caso de tiroteio. Barbaridade!!!!


Em 5/11/2009, às 11:20:09, Derani disse:

Segundo o historiador especializado em automóveis, John Ford Chevrolet Gordini, a luz vermelha na traseira dos automóveis é uma tradição que vem dos tempos dos bandeirinhas vermelhas que corriam na frente dos antigos automóveis.

A explicação dele é que, como o automóvel se locomovia, por sua própria razão de ser, mais rápido que um homem andando ou mesmo correndo, os "bandeirinhas" acabavam atropelados pelo veículo, que por seu desenho aerodinâmico, passavam por cima do infeliz, acabando por enganchá-lo (o que sobrava depois de trucidado), no pára-choque traseiro, arrastando seus restos e, gloriosamente em destaque sua bandeirinha vermelha balançando ao vento.

Por este motivo a luz vermelha dos carros, que é da mesma cor das antigas bandeirinhas, ficam atrás do carro e não na frente.

Fonte: Wikimérdia.
Em 5/11/2009, às 11:42:10, NALU disse:
Muito boa a explicação de Gustavo Lemos. Os tapumes são sensacionais, verdadeira obra de arte(ou seria uma "instalação"?). Concordo que já é hora de homenagear nossos heróicos burricos Lulu & Dudu.
Em 5/11/2009, às 11:50:52, Menezes disse:

Renato, meu amigo. Parabéns, você tem muito que falar para seus netos.

Viajei pelo seu relato.
Em 5/11/2009, às 11:53:33, Gustavo Lemos disse:

A explicação do Candeias sobre a bandeira vermelha está correta, mas nunca foi adotada no Brasil. A Red Flag Law foi a primeira lei de trânsito da História (1862 - Inglaterra).
Em 5/11/2009, às 12:42:47, Alcyone disse:
Derani, mais uma vez brilhante em sua explanação sobre o homem da bandeirinha vermelha. Quase me mata de rir. Derani, você é fantástico nos seus comentários.
Em 5/11/2009, às 13:06:03, Senna disse:
Esse veículo à esquerda parece o mesmo da foto de ontem, não é um bonde, mas seria também um transporte coletivo?
Meu monitor está com problemas, pois não consigo ver os dois homens na frente de um automóvel, conforme citado pela Alcyone.
Em 5/11/2009, às 13:14:59, Cupido disse:

Alcyone está de olho no Derani. O homem é um azougue !
Em 5/11/2009, às 13:34:32, Andre Decourt | página pessoal disse:
Renato, essa foto é de 1912 aproximadamente, em boa resolução há até uma luminária elétrica junto aos tapumes do convento.
Em 5/11/2009, às 13:42:16, Luiz D´ | página pessoal disse:

O primeiro bonde elétrico circulou em 8/10/1892 e fez o trajeto do Teatro Lírico à Rua Dois de Dezembro, via Senador Dantas, Rua do Passeio, cais da Lapa, praias do Russel e do Flamengo, em 12 minutos.

Havia um aviso da Companhia Ferro-Carril do Jardim Botânico no bonde: "A corrente elétrica nenhum perigo oferece aos senhores passageiros"!
Em 5/11/2009, às 14:36:20, Alcyone disse:
Senna, mantenha sempre a lupa ao lado do monitor. As coisas que você encontra nas fotos, são ótimas. Como sou totalmente ignorante no que diz respeito à ruas, tenho que encontrar alguma coisa para comentar. Esta é a minha saida.
Em 5/11/2009, às 15:21:52, Óticas do Povo disse:

Temos excelentes descontos para a Terceira Idade. Aproveitem !

Morou ? Ahai !
Em 5/11/2009, às 15:31:21, Alcyone disse:
Óticas do Povo, que audácia. Quem falou em terceira idade? Enxergo muito bem. Só o que preciso é alterar o nivel do zoom para 150%, usar a lupa e pronto! Vejo tudo o que quero.
Terceira idade, xô, xô.
Em 5/11/2009, às 15:57:33, Comentarista Arquitetônico Frustado disse:
O tapume era de tábuas vagabundas, velhas,das demolições.Tudo Peroba do Campo,Jatobá,Massaranduba,Vinhatico etc.Depois ia tudo para a fogueira.
Em 5/11/2009, às 15:59:53, Funério disse:

Alcyone, Não se preocupe. Lá do outro lado ninguém precisa de óculos.

Em 5/11/2009, às 16:00:29, Observador Ortográfico disse:

Frustrado e analfabeto.
Em 5/11/2009, às 16:38:58, Alcyone disse:
Funério, mesmo porque para onde vou, os óculos derreteriam.
Em 5/11/2009, às 21:36:08, Barão de Mafagalfo disse:
Tempo hilariante a década de 1910 ...
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