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Saudades do Rio - Luiz Darcy

Este "fotolog" não tem nenhum interesse comercial e propõe-se a divulgar imagens e fatos do Rio de Janeiro de antigamente.

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Categoria: Adulto
Postado por SAUDADES DO RIO em 05/06/2006 05:13

RAFAEL NETTO
.
Hoje estamos de luto.

Mais uma família vítima da violência que assola o Rio de Janeiro, sob a indiferença de todas as esferas de Governo.

Nosso amigo Rafael Netto e seu irmão foram baleados em assalto, ontem à noite, como pode ser lido em http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u61075.shtml

Nossa total solidariedade ao Rafael Netto, companheiro diário neste "fotolog", figura ímpar e muito querida por todos nós.



Comentários (100):

Em 5/06/2006, às 05:54:00, EDUARDO BERTONI | fotolog disse:

É Luiz...

Onde será que iremos chegar?
Quando será que chegará a nossa vez?
Estou cada dia mais aflito, desesperado mesmo, sem confiança de sair para comprar um pão do outro lado da rua. Estamos prisioneiros dentro das nossas próprias casas.
Até quando?
Em 5/06/2006, às 06:32:21, Rouen | fotolog disse:
O que fizemos para merecer tal coisa ?
Frequentemente agora estas noticias batem na nossa porta.
Estarei rezando estes dias por este rapaz que foi embora mais cedo sem necessidade, por causa deste clima sem retorno que vivemos; tenho medo não por mim mas para minhas filhas e neto que ainda tem que viver muito e viver bem, sem medos ou pavores e com algo positivo em torno.
Meu abraço e sentimentos para família do Rodrigo Netto.

Em 5/06/2006, às 07:57:08, Wagner Bahia disse:

Meu Deus! Até quando? Até quando?

Sinceros votos de pesar à família e desejos de plena recuperação.

Em 5/06/2006, às 08:32:29, Milu | fotolog disse:

Estou indignada, chocada.
O Rafael e o Rodrigo têm a idade das minhas filhas, começando a fazer sucesso na vida.
Isso não é justo.

Um beijo, Rafael, coragem.
Se pudermos ajudar, estamos aqui pensando em você.
Em 5/06/2006, às 08:54:35, Manolo Conde disse:
Já fiz meus comentários ao crime bárbaro no fotolog do Bertoni. Mais uma vez meus sentimentos para o Rafael e familia e espero uma rápida recuperação de todos eles para superar este terrível drama.
Em 5/06/2006, às 08:58:24, Vic | página pessoal disse:
Bom dia Luiz,

É muito triste e revoltante o que está acontecendo no nosso país.Não há comando, ou melhor a bandidagem está no comando.
Enquanto isso vidas são ceifadas e nada acontece...
Meus sentimentos para a família e melhoras para o Rafael.

Abraço,
Vic


Em 5/06/2006, às 09:01:38, Andre Decourt | página pessoal disse:
Como falei por email ontem à noite, será que as ong's de direitos humanos vão se manifestar, ou só quando marginais são brutalizados elas saem da toca ???

O cidadão pode ser escalpelado que elas ficam lá, quietinhas e mudinhas ....
Em 5/06/2006, às 09:20:30, JBAN | página pessoal disse:
Estou por aqui chocado e totalmente impotente, sem poder ajudar ao amigo de fotolog, por quem temos carinho. Toda a implicância com o Rafael, no fundo é uma mostra de carinho e reconhecimento dele como parte deste grupode amigos amantes desta cidade. Temos que resistir de alguma forma, por que fugir daqui não resolve. A violência se espalha neste país a uma velocidade incrível.
Toda a nossa solidariedade ao nosso "Velho Carioca".


Em 5/06/2006, às 09:40:31, CLAUDIO MAZZONI | e-mail disse:
Infelizmente minha indignação não é maior ou menor do que a maioria da população do rio.Sou carioca da gema e tive que abandonar minha cidade querida onde nasci e fui criado, por conta do estado de insegurança extremo. Hoje em dia vivo no interior de Minas Gerais,onde a violência ainda não chegou por completo,ainda dá para se viver com mais tranquilidade e sair a rua a noite.
Em 5/06/2006, às 09:55:28, Carlos disse:
Não o conhecia, mas minha indignação não é menor. Devemos contudo lembrar que todo o usuario de drogas ajudou a puxar um pouquinho o gatilho. O dia que não houver mais consumidores, esse problema se reduz e muito. Sem grana, sem armas.
Em 5/06/2006, às 10:01:45, Lua Nua | fotolog disse:
Fiz o mesmo que CLAUDIO MAZZONI. Saí do RJ depois que meu ônibus foi assaltado exatamente na rua Marechal Rondon às 2h da tarde. Isso foi há 22 anos. Nunca me arrependi.
Em 5/06/2006, às 10:02:13, Waldenir disse:
Luiz, eu coloquei o que deu para escrever no fotolog do Rafael.Mais eu não consigo.Estou chocado demais com o que aconteceu.
Em 5/06/2006, às 10:06:56, Nana | fotolog disse:
Também fiz o mesmo que o Cláudio Mazzoni, saí da "vida madrasta" e voltei aos braços maternos na cidade pequena, que você tem o direito de ir e vir. Eu sinto muito pelo Rafael. Lamento profundamente.
Em 5/06/2006, às 10:30:31, Lucia disse:
Sinto muitissimo pelo Rafael e sua familia!
Deixo aqui meu abraço.
Entretando, concordo com o que o Carlos falou:Todo usuario de drogas ajudou e ajuda a puxar um pouco o gatilho!
Mas essa briga é antiga e não vai levar a lugar nenhum.
Odeio essas Ongs de direitos humanos, que só vê o direito do bandido.
Em 5/06/2006, às 10:37:31, Celso Serqueira | página pessoal disse:

Estou profundamente triste por ter acontecido com o nosso Rafael, mas não chocado com a situação que (e porque) há décadas integra o cotidiano carioca. Não sei o que falta para o pessoal acordar e ver que não há mais condições de vida civilizada em nossa amada Guanabara. A gente vai se acostumando com tudo e finge que as coisas não são como estão, até que a violência bate na porta da nossa casa ou de amigos. Tarde demais.

Lua Nua, Cláudio, Nana, Angelina, Mauro, eu e quantos mais temos só aqui nos fotologs vivendo decentemente fora do Rio, embora com eventuais pontadas de saudades?

JBAN, você está enganado. Quando eu morava aí, também pensava que o Brasil todo era reflexo do Rio - que bobagem! A maioria das cidades, inclusive capitais, tem padrão de vida e segurança muito superior. A afirmação "é assim em todo lugar" além de mentira é conversa de quem está sem ânimo para mudar-se ou aceitar que o Rio acabou. Tem muito mais vida inteligente, culta e alegre fora daí.
Em 5/06/2006, às 10:58:15, JBAN | página pessoal disse:
Celso,

Eu não disse que "é assim em todo o lugar". Reli o meu texto o não vi esta frase em lugar algum. Também não disse que o Brasil é reflexo do Rio. Foram palavras colocadas em minha boca por você. O que eu disse é que apenas fugir não adianta, por que a violência se espalha pelo país. Basta ler e conversar com outras pessoas e ler as notícias de outros lugares. Algumas pessoas decidem sair outras decidem ficar e resistir. Não há mérito ou demérito algum em qualquer uma das afirmativas. Apenas é assim. Eu mesmo planejo sair do Rio e ir morar na serra dentro de alguns anos, depois que os filhos estiverem maiores e o trabalho o permitir.
Se as coisas continuarem como são neste país, dos altos aos baixos escalões dos governos (municipais, estaduais e federais) e se a população continuar apática, mesmo os lugares mais tranqüilos se verão envolvidos nesta espiral de violência em que estamos metidos. Veja o caso das cidades paulistas que abrigas os presídios de segurança máxima....
Em 5/06/2006, às 11:02:11, JBAN | página pessoal disse:
..., outrora pacatas cidades e onde hoje seus habitantes vivem com medo. Existem outros muitos exemplos. Mesmo cidades tranquilas, se comparadas com o Rio e São Paulo, hoje vivem assustadas com a escalada dos números ligados ao crime e a violência. Florianópolis, Porto Alegre, Fortaleza e outras...
Se olharmos para fora do Brasil... A violência e o crime aumentaram de forma alarmante em diversas capitais européias ..

Não sou profeta do apocalipse. Sou um otimista, que continua a sair sem medo e se divertir na rua. Claro que fico preocupado e tomo minhas precauções, mas continuo vivendo.

Em 5/06/2006, às 11:06:54, Lua Nua | fotolog disse:
No RIo e em São Paulo há muito não se vive, sobrevive.

Escrevi algo em http://aluanua.blogspot.com/ se alguém quiser ler...
Em 5/06/2006, às 11:22:53, RENATO disse:
Eu prevejo que após 2010 todas as atividades noturna serão extingüidas, cessarão: bares, restaurantes casas de espetáculos, transportes públicos, centro de compras, farmácias, escolas e universidades, após o por do sol, todos estarão reclusos em seus lares, não por imposição direta do crime mas sim indireta pois o medo será tal que se tornará impraticável permanecer ou sair de casa. O maior inimigo do brasileiro é o próprio brasileiro. Lamento por este jovem assim como lamento por qualquer criatura de bem deste país que sucumbe à tirania desta violência insane
Em 5/06/2006, às 11:23:22, CLAUDIO MAZZONI disse:
Sobrevive não mais, se esconde
Em 5/06/2006, às 11:23:48, AG disse:

Minha solidariedade ao Rafael e toda sua família.
Essas marcas vão ficar para sempre.
No que pudermos ajudar; no que for possível, (se é que é possivel) estaremos ao lado dos nossos companheiros, como ele, nessa guerra civil.

Só mesmo karma nos faz viver numa cidade e num país como esse.
O que esperar de um país que tem num Ministro da Justiça o principal acobertador de salafrários, ladrões e escroques.
Não, gente. Não é mais uma questão de impunidade. É conivência mesmo; da mais sórdida, da mais canalha.

Uma canalhada que tem mas de 50 por cento da aprovação do país.
Em 5/06/2006, às 11:31:02, Lua Nua | fotolog disse:
JBAN

Sei que combinamos um silêncio mútuo e tático, mas hoje me senti tentada a quebrar esse acordo, pois apesar não irmos muito com a alma um do outro, eu não quero nenhum mal a você.

E quando li o que você acabou de dizer: "Eu mesmo planejo sair do Rio e ir morar na serra dentro de alguns anos, depois que os filhos estiverem maiores e o trabalho o permitir. "

Só tenho 1 coisa a falar: Temos mania de estarmos sempre adiando algo por alguma coisa que está para acontecer. Eu não entendi porque esperar os filhos crescerem. Não sei a idade deles, mas crianças e adolescentes gostam de cidades menores, eles têm mais liberdade.

Em 1984 saí do RJ e fui morar em RO. Preciso falar que disseram que eu era louca por fazer isso? Não esperei, não adiei, apenas tomei a decisão e fui.

Nada vale nossa vida e a segurança dos nossos filhos, nem trabalho, nem vida noturna, nem amigos, nem família.

Então, se é o que quer, não pense tanto. Busque uma melhor qualidade de vida para você e s
Em 5/06/2006, às 11:35:41, Lua Nua | fotolog disse:
CLAUDIO MAZZONI

Há muitos anos, qdo saí do RJ as grades das celas já estavam sendo transferidas para as residências.

A Nana e eu já corremos na rua Marechal Rondon de um opala 4 portas azul com 4 homens, 1 nós vimos que estava armado. Isso é vida????
Em 5/06/2006, às 11:36:05, derani | fotolog disse:
Simplesmente uma guerra civil em que estamos participando como vítimas. Hoje estamos todos chocados porque trata-se de pessoa próxima à nós, mas quase todo dia tá acontecendo.. e o que fazer? O que fazer? Esperar pelo governo, ONGs não adianta .. passeatas e manifestações não sensibilizam mais nenhum governo, é capaz até deles apoiarem a manisfestação como se não tivessem nada com isso, como já vi várias vezes... E o pior é quando a gente ouve que a culpa é da sociedade... Culpa da sociedade é o cacete!!
Acho que o remedio é só rezar e rezar e rezar... Força Rafael!
Em 5/06/2006, às 11:41:09, Andre Decourt | página pessoal disse:
Concordo com o Jibam, é apenas questão de tempo para a violência, ou sua cultura, que semeará violência, se espalhar pelo resto do país.

O poder parelelo já está por todos os lugares, inclusive nas "artes" com o funk de favela, onde a ode ao crime organizado é uma constante.

Já que o pior aconteceu, vou colocar o dedo na ferida, porque não acabar com o dinheiro do poder parelelo, como ????...ora é simples é apenas nos despirmos da falsa moral judaico-cristã e legalizar as drogas, como também o jogo e cobrar pesados impostos sobre os dois.

Lembro que maconha, cocaína e morfina já foram comprados o primeiro em tabacaria e os segundos em farmácia e o jogo foi livre no Brasil...deixemos de ser hipócritas !!
Em 5/06/2006, às 11:42:17, CLAUDIO MAZZONI disse:
Cara amiga, lua nua, estou fora do rio a 14anos vou la vez por outra, e vc acredita que minha mãe ainda ta la, e morando sozinha, já fiz de tudo para ela vir morar aqui em minas, mas nada tira ela de lá, morro de medo de acontecer alguma coisa com ela, o bairro é vila isabel pertinho da marechal rondon
Em 5/06/2006, às 11:42:40, JBAN disse:
em tempo.. meus filhos não moram comigo. Moram com a mãe em Niterói.
Se eu saio, eles ficam aqui. Por isso já deixei de pegar várias oportunidades de sair do Rio e do Brasil.
Assim sendo o meu plano original continua.

Ainda assim, gosto de morar aqui.

Em 5/06/2006, às 12:06:54, Roberto Tumminelli | página pessoal disse:

Ontem soube da morte do musico por um amigo que foi seu prof de guitarra por muito tempo. Mas após de ver as noticias e receber os emails com as desconfinaças dele ser irmão do Rafael é que a "ficha caiu".

Tudo muito trágico e sei bem o quie é perder uma pessoa baleada brutalmente pois minha avó tb foi assassinada em circunstancia mais terrivel (se me permitem falar assim).

O que mais me impressiona é que atualmente não temos mais um certo parâmetro, ao estilo "não reagir para não sofrer qq coisa", mesmo não reagindo a vagabundagem mata sem dó nem piedade. A humanidade está cada dia mais indo pro fundo do poço de estrume, acabou o minimo de consideração pela vida...


Evidente que as autoridades, em especial a pm (com minuscula mesmo) vai despejar toda sua verborragia fecal na imprensa dizendo que foi fato isolado, a região está segura e coisa e tal. Qt às ONGs, me recuso a falar. Direitos Humanos são Direitos das MANO... Resta a gente se unir e mandar uma forte luz a ele.
Em 5/06/2006, às 12:36:01, Ana Lucia | página pessoal disse:
Meu comentário hoje vai ficar pequenininho.
A violência que atingiu o Rafael, com a perda de seu irmão em condições tão traumática, me deixou sem ter o que dizer.
Só que sinto muito, muito mesmo e que não tenho o que dizer.
Estou solidária com ele, na sua dor.
beijos
Em 5/06/2006, às 12:55:49, Lua Nua | fotolog disse:
Caro amigo CLAUDIO MAZZONI,

Poucas vezes voltei ao RJ depois que saí, conheço a Vila sim, estudei lá. Anos depois de já ter saído do RJ fui a uma casa de massas com a Nana & amigos, no fim da Av. 28 de setembro e achei tão bonita uma cruz iluminada em cima do morro. Qdo comentei isso todos riram de mim. Era o codigo do CV dizendo que aquele pedaço era deles. Eu vi e parece que as autoridades não. A última vez que fui ao RJ foi em 2002. Não tenho nenhum parente muito próximio lá (a não ser tios e primos) e tenho pavor até de passar pelas estradas próximas.

Andre Decourt

Agora vão ter que bater em nós 2, pq também acho que a venda legar pode ser uma solução.

Que acabe a hipocrisia e o paternalismo, e que cada um faça com sua vida o que quiser. Por mim, prefiro os que morrem por overdose, do que os de bala (perdidas ou achadas).

JiBÃO
Sinto muito.
Em 5/06/2006, às 13:15:19, RENATO disse:
Violência não é só no Rio não!!! viajo de 15 em 15c dias para uma cidadezinha no noroeste fluminense a 260 km sem atrativo de espécie alguma (leia-se praias) que atrai a violência, uma cidade de 10 mil habitantes e os assaltos a noite já começaram inclusive por motoqueiros. A mídia esta ajudando de uma certa forma que as pessoas de má índole de QUALQUER lugar obtenha pos graduação em bandidagem, com intercâmbio de tecnología ou será que ninguém observou o tratamento hollywoodiano dado aos fatos na pacata entre aspas capital de SP.Outra coisa que sempre digo, condição social não é pré-requisito para delinqüência pois se assim o fosse TODOS os pobres seriam bandidos e sabemos que isso não é verdade, apenas estatísticamente num país de milhões de miseráveis, estes sobressaem em relação aos bandidões quotrocentões. Alguém aqui disse da liberação das drogas, me abstenho deste assunto mas se liberassem eu não me tornaria um usuário por conta disso afinal cigarros é liberado e NUNCA fumei.
Em 5/06/2006, às 13:22:33, FlavioM | página pessoal disse:
Infelizmente, este foi só mais um caso. Para o Rafael e para nós, não. Sentimos o frio na espinha da dor que passa tão perto. Mas, na verdade, foi só mais um. Em uma estatística que ninguém faz, em uma conta que ninguém tem, mas que todos sentem, foi só mais um. É triste, tão triste...

E a própria violência é só mais um dos crimes que se alatram. Não preciso detalhar, acho que todos entendem. E o outros crimes talvez sejam mais nocivos. Por falta das verbas não existentes, quanto estão no desemporego? Quantos morrem de fome, ou de falta de tratamento, ou de falta de saneamento, ou de falta de prevenção?

A impunidade é o grande diferencial do Brasil. E esse país, que recebeu tanto de Deus, só sabe ficar sentado, neste berço explêndido, tornando-se cúmplice por omissão. Esse país está para dar ao mundo a mais completa prova de que, aqui, o crime compensa.

Precisamos é buscar formas de transformar a indignação em resultado. O que podemos fazer? (continua)
Em 5/06/2006, às 13:29:00, FlavioM | página pessoal disse:
Proponho nos unirmos, na Internet, a princípio, para criarmos um forum de discussão. O objetivo é justamente este: "brain storming" para descobrirmos o que fazer. Várias idéias existem por aí:
- boicotar os meios de comunicação omissos;
- não reeleger ninguém que já tenha tido mandato;
- tratar como cúmplices os eleitores de criminosos, até dentros de nossas casas;

O que proponho, por enquanto é a dicussão, avaliação. Quem topa? Quem pode "bolar" um forum? A hora é essa!
Em 5/06/2006, às 13:38:32, FlavioM | página pessoal disse:
Algumas considerações a mais...

Só para começar, também acho que a única solução para a droga é a descriminalização. Foi a única solução para o álcool nos EUA. A Máfia não seria o que é hoje se o álcool não tivesse sido proibido. A "Prohibição" corrompeu a polícia, organizou o crime, aumentou o contrabando, de forma geral, e criou uma organização tão grande e forte que precisou diversificar para sobreviver, aumentando o elenco de crimes. Não parece familiar?


Em 5/06/2006, às 13:43:42, FlavioM | página pessoal disse:
Quanto a sair do Rio, isto é absolutamente necessário, mas não por causa da violência. As grandes cidades estão crescendo mais do que podem absorver. Com a comunicação virtual, esta concentração não é mais necessária.

Lua Nua, morei 5 anos na nossa querida Rondônia. Só que, aparentemente, você mora no interior de RO. Porque, em Porto Velho, a sensação de insegurança e de anarquia é geral. Há uma PM extremamente bem educada, é verdade. Mas os presídios têm as portas abertas...

Quando cheguei a Porto Velho, um dos meus primeiros espantos foi com a quantidade de grades nas casas.

Aquele indigenista (Apoena Meireles?) foi morto sacando dinheiro no caixa automático.
Qualquer preso podia passara a noite fora por 70 reais. Saía, roubava uma bicicleta para voltar e dava a bicicleta para a guarda. E toda a população sabia disso.


Em 5/06/2006, às 13:49:07, Luiz D' | página pessoal disse:
Se formos ver bem, a maioria é do "bem".

Como é possível que esta maioria não imponha sua vontade?

Quais seriam os canais para isto?

Se, como já discutimos, não há mais estudantes ou sindicatos, se os políticos são o que são, se da igreja pouco se pode esperar, se os militares já quase não existem, de onde virá a saída?


Em 5/06/2006, às 13:49:32, FlavioM | página pessoal disse:
Eu também planejo o mesmo que o JBAN. Já estou longe dos meus filhos, mas ainda preciso da renda da cidade maior para poder ajudá-los a começar a vida. Depois disso, é paz e vida pequena em cidade pequena.

Por isso dou razão aos 2, à Lua Nova e ao JBAN. Cada um tem seus motivos. Mas nenhum tem a solução, infelizmente.

Volto ao ponto. O que precisa acabar é essa impunidade, esse "laisser faire" do brasileiro. Outros interesses, um pouco mais organizados, estão sempre tomando as decisões por nós.

Agora, por exemplo, tanto faz metalúrgico como picolé de xuxú, é tudo a "lema lerda". Quem está por trás vai continuar estando. Mas sem o apoio tão fácil deste congresso "mensalizado". Depende de nós.

E chega, que estou pior que a Evelyn (coitada)
Em 5/06/2006, às 13:53:17, FlavioM | página pessoal disse:
"lesma lerda", pôxa. A pressa é inimiga...
Em 5/06/2006, às 13:53:30, AG disse:

Tenho uma profunda admiração de pessoas como o Flávio; ele tem a coragem de fazer alguma coisa.
Eu, confesso, me sinto absolutamente derrotado. Minha única arma é a minha palavra que sei não serve para nada.
Não gostaria de me sentir assim. Não tenho prazer nenhum em me sentir tão deprimido.

O que podemos fazer num país em que um notório ladrão, que chefia um bando de ladrões aparece na capa do Globo, vestindo uma camisa da seleção brasileira dando uma risada de bêbado ?
O que fazer quando vemos um Ministro da Justiça (que deveria ser o guardião da lei) acobertar com os mais inescrupulosos estratagemas bandidos que chegam a matar prefeitos. Fazer o que ? Insurgir-se contra os bandidos das favelas quando os bandidos de terno e gravata como um Zé Dirceu, riem na nossa cara? Uma bandida gorda, outro dia, sambou na câmara e está aí, livre, pesada e solta.
Somos um país que aceitou ser governado por um ladrão e pior: vai reelegê-lo.
A saída ?
Aeroporto Tom Jobim.

Em 5/06/2006, às 13:56:04, Manolo Conde disse:
Realmente quando acontece um crime com pessoas conhecidas, então todos ficamos chocados, más até hoje, salvo erro da minha parte, nunca lí sobre os 6000 homicidios que se cometem cada ano no nosso Estado. È uma coisa terrível, 6000, segundo estadísticas da própria Secretaria de Segurança Pública.
E todos vocês que me conhecem pelos meus comentários, deverão pensar que estou louco por decidir morar no Rio, tendo casa em Madrid, aposentaduria em euros, etc. A razão principal, são, primeiro os amigos, segundo meu amor pelo Brasil e pelo Rio em particular, sem influir para nada na minha decisão o de que minha mulher é gaucha, sendo que ela também adora Espanha.
Estou ficando cada dia mais preocupado, más como JBAN continuo saindo a noite, indo a praia e clube, más cada dia com o coração apertado cada vez que por qualquer motivo a Rita se atrasa ou minhas afilhadas não dão notícias.Estamos nos recluindo em guetos e cada dia os bandidos tomam conta de mais uma zona da cidade.
Em 5/06/2006, às 14:13:13, AG disse:

Não há como esconder.
A bala que matou o Netinho e feriu o Rafael é a mesma que matou o Prefeito de Santo André.
Um crime que todo Brasil conhece os mandantes e até hoje, por meio de artimanhas políticas, usando os mais altos poderes do governo, tem a sua solução e punição dos culpados adiados eternamente.

Sei que isso não ajuda nada. Sei que nada vai aplacar a dor do Rafael e da sua família.
Sei que a bandidagem, seja do morro, seja das mansões de Brasília vão continuar roubando e matando quem se opuser.
Não podemos reagir nem ao bandidão do Borel que nos ameaça com um trezoitão nem ao Ministro Márcio que nos intimida com a máquina do govêrno engordada pela escória corrupta do PT.
Se eu gritar com o bandidão ele me mata.
Se eu gritar com um ministro do Lulla ele me mata da mesma maneira.
Não temos saída. Estamos reféns de uma guerra de gangues.
A justiça é dos mais espertos ou mais audaciosos ou mais ricos.

A Suzane corre o risco de sair solta. Quem duvida ?
Em 5/06/2006, às 14:27:14, FlavioM | página pessoal disse:
AG, estou me sentindo exatamente como você. E, por enquanto, não estou fazendo mais do que você. Nunca fui ativista político, nem pretendo ser. Mas não quero viver os próximos anos acusando a mim mesmo de não ter tentado nada. O que sei fazer de melhor, estou começando a fazer. É, justamente, discutir, buscar idéias novas, usar a Internet. E isso, você pode fazer também, AG. Nós todos podemos. Aceitemos ou não, somos um grupo de formadores de opinião. Temos que buscar modos de potencializar isto.

Temos publicitários competentes, professores, organizadores de eventos. Nós podemos. Não estou falando em ir para a rua fazer passeatas, em criar partidos, em nada tão grande. Mas em fazer uma onda de "correntes milionárias" que mostre o que o povo brasileiro pensa disto tudo. Cada um de nós já sabe o voto de todos os seus parentes, colegas de trabalho ou de patota, vizinhos, companheiros de sala de espera? Precisamos achar estes 50&25 de re-eleitores e mudar o voto deles.
Em 5/06/2006, às 14:37:43, FlavioM | página pessoal disse:
A primeira coisa a fazer é buscar o melhor local e formato para a troca e criação de idéias. Certamente não devia ser aqui. O Boteco do Luiz tem que ser o nosso lugar de "relax", e não de tensão.

Não sei qual o melhor formato para isso. Alguma idéia de alguém?
Em 5/06/2006, às 14:57:12, Lua Nua | fotolog disse:
FlavioM

Morei quase 7 anos em Ariquemes e foram os melhores da minha vida, mas a Porto Velho eu só ia no aeroporto. Agora moramos em Blumenau.

Sei que existe violência em todos os lugares, mas em Floripa um braço do CV foi preso, estavam querendo se estabelecer lá e parece que não conseguiram.

Quem está no RJ acha que tudo é igual, mas não é não.

Enquanto aí no RJ o irmão de amigo nosso é morto, aqui, o ex-namorado de amiga da minha filha é preso. O cara é de boa família, poderia estar fora das grades. Eram 2 traficantes que frequentavam a alta roda, as melhores boates e lá vendiam seus papelotes e comprimidos, ele foi preso e o irmão morto. Tenho pena, mas prefiro o traficante morto do que o cidadão.

Se quiser posso criar um blog onde, quem quiser, seria co-autor. Onde escreveríamos textos e deixaríamos recados também.

Fica aí minha sugestão as respostas podem ser dadas aqui no bar mesmo.
Em 5/06/2006, às 15:24:14, RENATO disse:
Cada cm2 em que vivemos estah sitiado e tem um "dono". Um amigo bem informado me disse que a bandidagem loteou a cidade, tal zona pertence a um bandido, outra zona a outro, não falo das favelas e sim do "asfalto", até os cemitérios estão loteados. Disse-lhe que isso era coisa de bandidinho analfabeto que pensa que por carregar uma arma seja ela de qual calibre, lhe dá crédito para crer em ser dono do mundo mas ele novamente me afirma que a cidade é toda loteada pelo crime e que nós sequer sabemos que estamos sendo vigiados. Eles sabem quem somos, onde moramos e até o que fazemos no dia-a-dia. Somos vigiados 24 hs por dia. Daí comecei a suspeitar de certos "mendigos", "flanelinhas" e "vendedores" que ocupam as calçadas mas que não se enquadram no "perfil biotípico" do homeless. Realmente e silenciosamente nos acompaanham com os olhos vendo de onde saímos onde entramos. Até onde os seguranças de ruas são realmente seguranças ou há algo de mais profundo oculto. Não é paranóia é observaç
Em 5/06/2006, às 15:52:11, Roberto Tumminelli | página pessoal disse:

Um vagabundo foi pra vala hj pela manhã. Se estava envolvido na morte do irmão do Rafael a mim não interessa. Era bandido, morreu e ja foi tarde.

Um outro ta inernado no Hosp do Andarai às custas do dinheiro do contribuinte, que além de pagar, em sua maioria os altos preços desses mafiosos planos médicos, ainda tem que pagar a internação de vagabundo que nem devia ter nascido.

Controle da natalidade JÁ!
Em 5/06/2006, às 16:01:04, EDUARDO BERTONI | fotolog disse:

Os comentários feitos no meu flog e neste aqui do Luiz, deixam claro a indignação, o medo, o sentimento de impotência, a vergonha e a tristeza.
Daqui a 10 minutos o Rodrigo, irmão do "menino Rafael" como a gente carinhosamente o chama, será enterrado levando consigo os seus 28 anos, seus sonhos, seus planos, seu sucesso. E do lado de cá estarão o Rafael, ferido no corpo e na alma, sua avó (quem viu a foto dela pode imaginar o trauma que está vivendo), certamente uma namorada, pais, amigos, fans enfim, toda uma sociedade revoltada contra este estado de coisas.
As soluções propostas variam da reza defendida pelo Derani até luta armada da Lúcia. Eu acho tudo válido porém não tenho muitas esperanças.
A célula-mater do problema é a droga.
O traficante ( que existe por haver a droga) é o braço armado do problema.
O Governo e as ONGS são seus defensores.
Ou se acaba com o tráfico legalizando
as drogas ou em pouco tempo será impossível viver nesta cidade.
Em 5/06/2006, às 16:08:45, CLAUDIO MAZZONI disse:
Sugiro a volta da lei marcial
Em 5/06/2006, às 16:09:40, EDUARDO BERTONI | fotolog disse:

Tutu,

Você que viveu de perto a violência sente mais do que a gente o impacto de coisas assim.
O traficante é quese um homem-bomba. Eles, sabedores de que suas vidas nada valem e que serão curtas, não estão nem aí para morrer. Realmente não temem a morte, motivo pelo qual a pena de morte, para estas pessoas, não seria de grande ajuda.Então é o que vc. disse: vagabundo fica sendo sustentado por nós nos hspitais, se curam com o nosso dinheiro e tem alta para voltar às ruas e nos matar.
Não é que eu faça apologia ao extermínio mas...neguinho não pode continuar por aí matando as nossas famílias com o aval do governo e destas ONGS de merda que defendem os "direitos humanos". Estes direitos são para seres humanos o que, definitivamente, não é o caso destes bandidos.
Em 5/06/2006, às 16:18:59, Derani disse:
Noticias do Rafael no Globo On Line, link:
http://oglobo.globo.com/online/rio/plantao/2006/06/05/284111907.asp
Em 5/06/2006, às 16:22:23, Renato disse:
Os viciados sustentam este círculo vicioso, lhes interessam receber em casa na bandejinha o entorpecente já que podem pagar por ele.
A mídia nos mostra que a grife X, o tênis Y, o carro Z, etc... nos coloca em primeiro lugar na sociedade.
O governo faz e defaz e ainda posa de Sassá Mutema.
As famílias destroçadas.
A religião seja ela qual for perdeu o poder de nos oprimir e nos mandar para o inferno.
O pobre em sua minoria sem referencial, auto estima derrotada, taxado de burro e incompetente, sem lar, sem identidade (documental e social), baixíssima escolaridade quando muito articulam um vocábulo com 100 palavras e mais umas 50 onomatopéias, se vê perdido no meio desse bombardeio de informações, afinal o que sou? se pergunta, e perdido, sem referencial parte para o caminho mais fácil: o medo alheio, a força bruta sobre a racionalidade, o ganho fácil pois ele não consegue abstrar aquilo que vê ao seu redor e interpreta como sendo normal. Estamos mesmo num beco sem saída.


Em 5/06/2006, às 16:28:51, EDUARDO BERTONI | fotolog disse:

Mais essa agora!
O caso do Rafael não era assim tão simples. Um tiro que perfura um pulmão não é brincadeira.
E lá está o nosso amigo no CTI sem previsão de alta.
É revoltante, porra!
Em 5/06/2006, às 16:29:27, Renato disse:
Quero concluir com a síndrome da zebra que em bandos pastam tranqüilas na selva. Daí vem o predador, e elas correm apavoradas, a caçada prossegue até que uma infeliz do bando é abatida e morta pelo predador. E o que fazem as demais zebras? voltam pastar tranqüilamente pois o problema de cada uma já foi resolvido afinal os predadores estão temporariamente devorando sua presa. É A LEI DA SELVA mas isso não nos lembra algo?
Em 5/06/2006, às 16:35:23, EDUARDO BERTONI | fotolog disse:

Mais outra!

Adiaram para 17 de julho o julgamento da Suzane Von sei lá o que...
Ela não aceitou alguma coisa e o juiz resolveu adiar.
Que direito esta vaca tem de "não aceitar" algo?
Em 5/06/2006, às 16:35:32, Derani disse:
Bertoni, Flavio
Vi uma entrevista com aquele que filmou os garotos do tráfico (MV Bill, acho) na TVE.
Não gosto da musica dele, nem do modo como aborda os temas sobre esta verdadeira desgraça que é o modo como o Estado abandona todos, inclusive quem mais precisa do seviço social (digo Estado - não Sociedade, porque nada temos a ver com isso, pois já pagamos ao "síndico"- Estado- para ele cuidar das coisas).
Bom ele diz uma coisa de muito bom senso (até porque é na TVE):
- Se legalizarem as drogas, eles vão achar outra coisa ilegal para fazer, porque o problema deles não é a droga, mas ganhar dinheiro... e tem que ser com algo ilegal porque eles tem armas e são bandidos (não exatamente assim, mas o sentido foi esse..).
A solução não é legalizar o que é crime, mas punir o criminoso. Essa é minha modesta opinião.
Claro que também urge dar oportunidades e principalmente educação pois quem tem educação tem capacidade de análise e reflexão, ética e outras coisas..
Em 5/06/2006, às 16:44:28, CLAUDIO MAZZONI disse:
Que Deus me perdoe, mais os grupos de exterminio, tão comuns na decada de 70 resolviam tudo isso hoje como antigamente
Em 5/06/2006, às 16:48:52, Ana Lucia disse:
Ir morar em outra cidade não resolve o problema, apenas fugimos dele, individualmente.
E deixamos aqui, impotentes, aqueles amigos e parentes, que, por motivos vários, não podem fazer o mesmo.
Fugindo, estaremos entregando a cidade aos bandidos.
E, ao mesmo tempo, uma fuga massiva vai acabar levando essa violência para outros locais, ainda que pulverizada.

Antes de vir aqui, voltei a ler nossos comentários de novembro do ano passado.

Dizem os sociólogos que a violência é decorrente da subvida que levam as camadas mais pobres da sociedade.

Se isso é verdade, a melhor tática é mesmo o Controle da Natalidade.

Se não exterminarmos a violência na raiz, ela extermina com a gente.

Fugindo para outra cidade, apenas assumirei minha impotência.

Pensem em quem nem tem mais como fugir, porque já foi atingido na carne, como o nosso amigo Rafael e seus familiares.

continua...
Em 5/06/2006, às 16:52:50, EDUARDO BERTONI | fotolog disse:

Derani,

Punir como? Colocá-los nestas nossas cadeias onde não cabe mais um alfinete, deixando se agruparem e comandarem rebeliões pelo celular?

Só vejo uma saída: algo que eles realmente temam. A morte não serve pois eles não têm medo de morrer.
Minha proposta era uma enorme penitenciária no meio da selva amazônica onde somente o acesso por via aérea seria possível. Trabalhos forçados o dia todo.
Nem precisava de muros. Quem se atrevesse a fugir não sobreviveria à selva. Isto sim daria medo ...

Em 5/06/2006, às 16:54:02, Ana Lucia disse:
Fugindo para Teresópolis, por exemplo, resolveria meu problema, em parte, mas não o deles.

Ter seu irmão de volta não é possível, mas creio que o Rafael gostaria de que houvesse punição para os responsáveis pelo vil assassinato.

Que tal mandar emails em massa ao Secretario de Segurança Pública?

Estou sem idéias, por enquanto estou mais abalada do que revoltada.

Mas acho que nós estamos nos encolhendo cada vez mais, atrás de condomínios gradeados e carros blindados enquanto a criminalidade só cresce.

Sinceramente? Nessas horas eu sou até a favor de extermínio de bandido. O problema é que os exterminadores também são bandidos.

Nem sei de nada.
Só sei que ficar aqui quieta com o computador desligado estava sendo pior do que qualquer coisa...

beijos


Em 5/06/2006, às 16:56:22, Ana Lucia disse:
Bertoni,

Prisões agrícolas, como as que existem nos Estados Unidos, com pena de trabalhos forçados para todos os assaltantes e sequestradores e todo tipo de agente de violência contra o próximo.

Trabalhar eles não querem mesmo.

E sustentar vagabundo na prisão sem fazer nada, jogando futebol, vendo TV e tomando banho de sol eu não quero mais.


Em 5/06/2006, às 17:02:08, Derani disse:
Bertoni,
Não sei como fazer, mas isso é trabalho pro Síndico!
Para isso é que pagamos ele.. não adianta a gente saber o que tem que fazer e não ter meios legais nem recursos materiais para isso!
Quem tem isso é o Síndico ..
Agora, não tenho a mínima idéia de como cobrar dele atitudes, parece que nada funciona...
Em 5/06/2006, às 17:03:06, Ana Lucia | página pessoal disse:
Para enviar mensagem cobrando atitude em relação aos assassinos do Rodrigo Netto:

http://www.ssp.rj.gov.br/faleconosco.asp
Em 5/06/2006, às 17:08:25, Andre Decourt | página pessoal disse:
A solução a curto prazo ao meu ver é ressucitar o Lacerda, o Pereira Passos, o Negrão de Lima e também o Churchil como secretário de segurança...

Alguém conhece um bom feiticeiro ???
Em 5/06/2006, às 17:22:19, Lua Nua | fotolog disse:
BERTONI

Não foi a vaca da suzane que não aceitou algo, foi o corno de um dos 4 advogados dela.

"O advogado Mauro Otávio Nacif abandonou o julgamento alegando que Suzane seria prejudicada com a ausência de uma das testemunhas"

Eu me pergunto como a vaca ainda tem 4 advogados e testemunhas de defesa num caso de assassinato confesso.
Em 5/06/2006, às 17:23:46, Lua Nua | fotolog disse:
CLAUDIO MAZZONI

Um dia fui pedir a volta deles e quase me bateram. Acho que nem grupos de extermínio se faz mais como antigamente.
Em 5/06/2006, às 17:28:04, Lua Nua | fotolog disse:
DOR DAS MORTES INÚTEIS

Nesta corrente temos um sem-número de classes sociais e de poder. Os donos podem mais, os entregadores, menos. Mas pouco se fala da responsabilidade do usuário. Este sim o grande responsável por toda a violência que existe nos grandes centros.

Temos jornalistas, profissionais liberais, artistas, profissionais da comunicação que só dão "um tapinha" num cigarro de maconha de vez em quando. Que só "batem uma trilha" em dias especiais, para "ficarem legal" em alguma festinha, ou show. Mas se não tivéssemos esses homens adultos, profissionais, responsáveis, como usuários, para quem seria vendida essa droga toda?

É a droga que alimenta a grana do PCC, do CV, que alimenta a guerrilha urbana que vemos nas cidades.

É a droga que deixou Marcelo Yuka - do grupo O Rappa - paraplégico, que matou Rodrigo Netto - do grupo Detonautas - e botou seu irmão Rafael no hospital, sendo operado.
Em 5/06/2006, às 17:28:42, Lua Nua | fotolog disse:
(continuação)

É a droga que deixou várias mães chorando, em cima dos caixões de seus filhos mortos no último dia das mães em São Paulo.

É a droga que alimenta essa violência covarde.

É a droga que paga os juízes corruptos, para que deixem em liberdade os "soldados do tráfico", para que roubem mais, para que matem mais.

Pense nisso enquanto você estiver aí, fumando seu cigarrinho de maconha e relaxando...

Você pode até não ter um revólver, mas também aciona o gatilho.

Melanie
Em 5/06/2006, às 17:38:46, Manolo Conde disse:
Vou polemizar com os colegas. Vocês não acham que um dos grandes problemas é a mã distribuição da renda. Brasil somente e superado no Continente pelo Haití. Outro grande problema, 85% da população brasileira, segundo o IBGE, são analfabetos funcionais. Outro grande problema, mais de 60% das residências não tem esgotos nem tratamento de água. Nós comentaristas destes flogs, somos a minoria da classe que ainda desfrutamos do bem estar da sociedade de consumol. Há uma injustiça social tremenda e como consequência uma revolta também das classes desfavorecidas. Se a tudo isto somamos a falta de valores que impera nos meios políticos e guvernamentais, os bandidos se acham com direito a cometer tudo ato de barbarie pois estão acobertados pelo sistema corrupto vigente. Esta é a triste realidade, e nós, classe em parte favorecida também temos nossa parte de culpa. Não basta somente em pagar os impostos (que a maioria sonega). Temos que ser conscientes, que dado somos uma classe (continua)
Em 5/06/2006, às 17:45:40, Manolo Conde disse:
(continuação).. pensante, como diz o Flavio tenemos que ter o dever de fazer ouvir massivamente nossa protesta as classes dirigentes, aos meios de comunicação, etc. E não estou defendendo aos bandidos, os quais deverão ser punidos exemplarmente, más não criando esquadrões de exterminio (já fomos testemunhas do que aconteceu com o célebre esquadrão da morte nos tempos da ditadura). Há que aplicar a lei, más se a lei não é aplicada para os poderosos e políticos, que moral temos para que se aplique aos bandidos?.
O Pais está num processo de degradação ética e moral em quase todas as camadas da população que sinceramente dá pánico, e como diz o nosso estimado AG, a solução para alguns, e a porta de saida do Ton Jobin.
Desculpem meu desabafo.
Em 5/06/2006, às 17:50:43, Andre Decourt | página pessoal disse:
A má distribuição de renda é um argumento plauzível, mas porque os desposuídos não vão atacar os que são os grandes concetradores de renda, porque nõa invadem o Jardim Pernambuco ou os condomínios da Barra, ora porque deles eles não tem raiva, são ídolos dessa patuléia, que em sua vida de novela global acalenta os sonhos dos pobres, eles são o que os outros gostariam de ser amanhã.
Nos da classe média, que pagamos nosso impostos, que nos sacrificamos, que doamos para a caridade dinheiro que poderíamos estar gastando, que nos apertamops para comprar um carro medíocre em termos globais em sofridas prestações que somos os inimigos dessa turba.
O que falar de um estado que é governado por um casal que é de uma religião que na realdade é um grande negócio às custas dos otários, e que o maior organizador de eventos de funk, nas favelas, contradados por traficantes para dar uma "moral"em seus negócios é de uma dessas seitas....
Em 5/06/2006, às 17:51:32, Andre Decourt | página pessoal disse:
...olha acredito muito em teorias conspiratórias e acho que o estado do Rio faz parte de uma bela toria, que na minha opinião é verda
Em 5/06/2006, às 17:54:29, Ana Lucia disse:
Não.
Não aceito a porta do aeroporto como solução.
Não aceito a "síndrome da zebra".
Não quero assinar meu atestado de impotência face à violência.

Nâo quero abandonar minha cidade, entregando-a de bandeja aos bandidos.

Não podemos nos encolher e só fugir, como animaizinhos trêmulos.

Temos que encontrar soluções para o problema geral, já que em relação ao Rafael, só podemos torcer para que se recupere físicamente e que tenha força interior para superar o trauma.


Em 5/06/2006, às 17:56:47, Manolo Conde disse:
E na minha opinião não é o problema da droga o culpable pelo que está acontecendo. Espanha é o pais de maior consumo de cocaina da Europa, e não entanto os bandidos estão bem escondidos e não dominam a rua, e quando são pegos, a justiça é aplicada com rigor. O problema principal aquí no Rio e outras cidades do Brasil, independentemente do exposto anteriormente, é a impunidade pela não aplicação das leis com pleno rigor. È revoltante como as autoridades tratam de forma tão amavel aos chefões das bandas de criminosos que estão em prisão desfrutando de todas as mordomias possíveis e ainda negociando com eles.
Em 5/06/2006, às 18:17:12, André Petry na VEJA disse:
(...)
O espantoso é que uma parcela ponderável da sociedade ainda não conseguiu entender que bicho enjaulado age e reage como bicho enjaulado e não como preso disciplinado.
É espantoso que essa parte da sociedade ainda se pergunte: por que respeitar os direitos humanos do homicida se ele não respeitou os direitos humanos da vítima? A resposta é simples: o homicida viola os direitos humanos porque é bandido, criminoso, mas o Estado respeita os direitos humanos porque não é (ou não deveria ser) nada disso.
O que realmente ajuda a combater a criminalidade não é tratar os criminosos como lixo humano. É dar-lhes a CERTEZA DA PUNIÇÃO. Pena maior não resolve nada. O que resolve é a certeza da punição, rigorosa, justa e decente.
Os defensores da consciência civilizatória do homem dão a esperança de um horizonte moral.
Em 5/06/2006, às 18:35:44, Celso Serqueira | página pessoal disse:

Para resolver todos os problemas inerentes à violência e miséria, nem que Jesus baixasse no Outeiro da Glória ou na Esplanada dos Ministérios. Meu caros, todos os políticos e governantes que estão levando este país ao caos foram eleitos, foram votados. Como se pode, então, pensar que o voto é a solução?! Isso é conversa de partidos, de TV Globo e dos milionários.

Conforme explanei mais amplamente ainda há pouco lá no Bertoni, só vejo como solução um movimento na internet pela intervenção militar federal e estadual (golpe, mesmo!). Só uma ditadura militar nacionalista poderá fechar o covil do congresso, prender e matar a bandidagem, tirar os poderes dos políticos corruptos, etc, sem ficar tolhido por uma legislação que privilegia os criminosos. A ideologia de esquerda e a bobagem "politicamente correta" das últimas décadas do século 20 deram nisso aí, esse Brasil decadente em que vivemos.
Em 5/06/2006, às 18:45:46, Andre Decourt | página pessoal disse:
Já discordo do Celso em relação à ditadura, o que temos hoje é resultado acumulado da última.

A praga é o PC que impede que favelas e todo o podre que as acompanham, do político assistencialista, passando pelo pastor faminto por dízimos e terminando no chefão do tráfico, sumam ou tenhma em muito a sua influência diminuída.

Um passa fora na igreja católica, controle da natalidade, já e obrigatório.

Uma ampla reforma do judiciário e do legislativo, mas feita por terceiros para acabar com o corporativismo.

Polícia bem paga e auditada pelo ministério público, delegados só os novos, concursados.

Legalização do jogo e das drogas "leves", investigação dessas ong's, e saneamento das mesmas.

E pena de trabalhos forçados, acabando com esses depósitos de gente, ficou preso vai contribuir com o que "causou a criminalidade" dele ( jargão PF) vai fazer carteira de escola e plantar vegetais para a merenda !!!


Em 5/06/2006, às 19:08:31, FlavioM | página pessoal disse:
Saí para tentar ganhar a vida. Volto

Em primeiro lugar, para o Celso: mesmo com as melhores intenções e motivos, todo regime de força acaba sendo fonte de corrupção. Na década de 70, não poderíamos nem pensar em estar aqui discutindo estas coisas. Tem que ter outra solução.

Esquadrão de extermínio: acabam sendo mais um negócio como tantos outros - venda de "segurança". Cobram das vítimas para serem protegidas e dos bandidos para não serem mortos.

Concentração de renda: é a razão para quase todos os problemas do Brasil, na área economica. Miserável não paga imposto e gasta muito mais do Estado. Não pode funcionar um país de 180 milhões com só 15 milhões de declarações de renda. Mas NÃO É A RAZÃO para a violência. Se fosse, o Brasil dos séculos XVIII e XIX seria a mais pura violência. E não era.

Nossa violência é, como nossa corrupção, são fruto da impunidade. As leis brasileiras são ótimas, talvez até mais duras que o necessário. Mas não são aplicadas. Este é o problema.


Em 5/06/2006, às 19:08:34, Celso Serqueira disse:

JBAN,
Não pretendi ofendê-lo ou chateá-lo, com o seu novo comentário entendi melhor o que você havia dito. Anda assim, posso lhe assegurar que a violência do Rio é daquelas cruéis, malvadas, covardes, que atingem a população mais indefesa e pacífica, diferente da de São Paulo, por exemplo, que ainda é orientada pela busca de lucro e não prioritariamente pela barbárie, pelo esculacho, pela maldade.
Em 5/06/2006, às 19:11:13, LUCIA disse:
Ah,concordo plenamente com quem falou aí em cima pedindo a volta dos GRUPOS DE EXTERMINIO. Não queira nem que Deus me perdoasse....
E que venham as pedras.
Também concordo com a Ana Lucia, sem essa de abandonar o navio!
Em 5/06/2006, às 19:20:49, FlavioM | página pessoal disse:
Impunidade inclui falta de presídio e/ou presídios ineficazes. Por que a revolta toda em SP? Por que SP está preparando presídios que são verdadeiros. E o PCC não quer saber disso.

Trabalhos forçados? Deviam voltar. A prisão tem 4 funções:
1 - retirar o bandido de circulação e proteger a sociedade;
2 - servir de exemplo para coibir os que estão fora (assustar, amedrontar);
3 - punir;
4 - regenerar.
Nesta seqüência de prioridade.

Não está cumprindo bem nenhuma destas funções. E custando caro.

Já ouvi falar de um país da África que tem a pena de "morte legal". O condenado é dado com morto, é feito o equivalente ao atestado de óbito, mas ele fica preso. Não fere certos pruridos éticos e não elimina a possibilidade de corrigir erros. Excelente idéia.

Mas, voltando a nossa terra, parece óbvio que os presos de certos crimes têm que ser isolados. E todos devem contribuir para a sociedade, de algum modo. Nem que seja fazendo a ponta do lápis dos alunos. Colando cadernos, etc
Em 5/06/2006, às 19:22:01, CLAUDIO MAZZONI disse:
Opa também sou a favor de um braço forte para comandar os destinos da nação. Na época da ditadura bandido tinha medo de polícia, quando um policial era morto, caia quatro bandidos. O brasil já provou que não é merecedor da Democracia. A maioria que lutou por ela, so queria realmente trocar de lugar com os militares no bom gozo do roubo e da corrupção.
Em 5/06/2006, às 19:28:17, FlavioM | página pessoal disse:
JBAN
Concordo e discordo de você. A violência do Rio é tudo aquilo que você falou: barbárie, esculacho, inconseqüência, maldade.

Mas a de São Paulo tem um componente pior. É feita com RAIVA. No Rio, o bandido não tem medo do cidadão. Em SP, o bandido tem RAIVA. É um caldeirão de pólvora, aquilo lá. Tenho muito mais medo em SP que no RJ.
Em 5/06/2006, às 19:38:51, Luiz D' | página pessoal disse:
Ditador bom é sonho de noite de verão!
Em 5/06/2006, às 19:42:42, FlavioM | página pessoal disse:
Caro Claudio Mazzoni. Não seja ingênuo. Pode ter certeza que, mesmo hoje, caem até mais de 4 bandidos para cada policial morto. Não se trata disso. Trata-se do que a polícia QUER o PODE fazer, para defender o cidadão comum. A cada situação, cada policial escolhe de que lado da lei quer ficar. Este é o erro. Polícia não devia nem PENSAR em escolher o lado.

Em um regime de força, a miséria vai continuar, a falta de ensino vai continuar, a natalidade vai explodir, para criar mais trabalhadores baratos, uma pequena elite vai continuar se formando nos EUA (USA é mais apropriado) para trabalhar nas multis e otimizar a geração de lucros. Você tem alguma dúvida de que é muito mais fácil controlar uma ditadura do que uma democracia?

O nosso erro é que caímos em um Democracia sem vontade, sem oposição, pífia por que não se leva a sério. (continua)
Em 5/06/2006, às 19:43:08, CLAUDIO MAZZONI disse:
Bandido bom é bandido morto
Em 5/06/2006, às 19:46:44, Celso Serqueira disse:
Caro Flavio,

A corrupção nos governos democráticos de Sarney, Collor, FHC e Lula atingiu níveis inimagináveis, e eles não eram "regimes de força". Respeitosamente, sua premissa não tem fundamento. Nenhuma corrupção havida durante a Ditadura chegou ao pés dos esquemas de Collor/PC Farias e Lula/Delúbio Soares.

O problema não é apenas a impunidade, é que todos ficam discutindo e se reunindo muito para analisar as causas e soluções e não chegam a lugar nenhum. É muita opinião e nenhuma ação. Vou abraçar a Lagoa em desagravo e fazer um abaixo-assinado pedindo ao papa o fim da violência no Brasil. Se der espaço, vou reivindicar a paz mundial, também.

Desculpe-me pela ironia, mas é que não digiro mais os discursos prontos e "corretos" que só ajudaram a nos levar para a situação atual. Quando o mal é grave, a gente toma injeção e remédio amargo, meu amigo. Prefiro um general sério com o Rafael inteiro e o Rodrigo vivo a um Lula risonho roubando bilhões e matando milhares. Abraço.
Em 5/06/2006, às 19:47:21, JBAN disse:
Flavio,

Quem fez o comentário acima foi o Celso, não eu. Concordo com você em relação à Rio x SP.

Celso, não fiquei ofendido nem chateado, apenas me defendi, explicando o meu ponto de vista.

Esquadrão de extermínio, Ditadura, Matar o preso, braço forte, NÂO SÃO SOLUÇÔES. É apenas a reação dos desesperados. A médio e longo prazo, trazem conseqüência terríveis para a sociedade. Somos prova disso. Essa história de bandido temer polícia no passado, foi no passado. A policia é corrupta, está envolvida em todos os tipos de crime. Em qualquer grande esquema criminoso, aí está a policia com a sua pata enfiada. É fato. Os bandidos sabem disso é não têm o menor respeito por ela. Os bandidos vêem TV e sabem que a roubalheira é generalizada. Na cabeça deles estão legitimados pelo que acontece aí fora.

A solução é dura e ninguém quer meter a mão na cumbuca.
Reforma das prisões
Reforma das policias
Reforma do Judiciário
Combate implacavel à corrupção

...
Em 5/06/2006, às 19:48:39, JBAN disse:
...
Investimento maciço em educação
Mudar o modelo concentrador de renda

Trinta anos de trabalho pela frente...

Qual governo vai encarar isso ?
Em 5/06/2006, às 19:51:01, FlavioM | página pessoal disse:
Estamos sendo manobrados por propaganda e não percebemos. Quem vocês acham que cria "Verdades Absolutas" como "globalização é necessária", "brasileiro não sabe fazer ecologia", "exportar é a solução", "baixar inflação, só com recessão", etc, etc...

Brasileiro não acredita mais em voto por que a massa tem sido levada pela Propaganda. A Propaganda gerou os genocídios da II Guerra. Esta é a melhor arma de quem controla os controladores.

O que podemos fazer? Contra-propaganda. Isso está ao nosso alcance. A melhor arma deles está, também, ao nosso alcance. Quero dizer nosso, mesmo, de grupos como este nosso, que tem olhos para enxergar, neurônios para pensar e coração para se exaltar!

Não se iludam. Ditadura é o que eles mais querem. Pode reduzir um tipo de violência, mas gera outro, mais sutil e mais mortal.
Em 5/06/2006, às 19:58:59, Luiz D' | página pessoal disse:
Quem vai escolher o "general sério" proposto pelo Celso?

"Olho por olho" é reação individual não da sociedade.

É óbvio que há medidas de repressão que devem ser implantadas o quanto antes mas a situação é complexa.

A desigualdade de distribuição de renda, que se perpetua, é outro grande problema, ao lado da corrupção em todas as esferas, das drogas, da falta de verdadeiras políticas sociais, etc, etc.

Estamos mal!
Em 5/06/2006, às 20:05:57, FlavioM | página pessoal disse:
Caro Celso. Não adianta você se exaltar com que está do mesmo lado que você. É claro que ninguém aqui está defendendo esta corja que está aí. Mas não se iluda com ditaduras. Nem com democracias sem oposição. Na nossa última ditadura havia um grupo de empresas e pessoas que controlavam o governo. Não havia obra sem comissão, sem resultado pré-combinado, os ministros estavam a soldo das empresas e acabavam diretores delas (como Golbery e Geisel), sumiram com o patrimonio dos IAPIs e IAPETECs da vida, esfacelaram a política brasileira transformando partidos autênticos em empresas corporativistas, acabaram com a classe estudantil criando o regime de créditos, com o sindicalismo, criando monopólios sindicais, etc.

Vocês sabem o que acontece com os países vizinhos quando o tráfico começa a crescer além da conta? Fica justificada a intervenção militar americana, em nome da velha Doutrina Monroe.

Nossa solução tem que ser de uma linha dura, sim. "Pau neles". Mas na democracia.
Em 5/06/2006, às 20:08:42, Marcelo Almirante disse:
Flavio,

Tenho ponto de vista bem semelhante. Existe uma incitação à violência propagandeada pela midia, que como o sistema político também é falsa e corrupta.

Assistimos a banalização de atos de "violência" através da massificação de filmes de sangue, músicas de ritmos toscos e muito funk, promovendo a revolta ainda maior dos ditos "esquecidos". Sem falar do repeteco das páginas policiais na midia. Quem aqui assina O Globo, por exemplo ?

Para eles (a midia) o Brasil não passa de uma país de batucadas e bananas, assim como na época da Carmem Miranda quando era comandada pelos ditos "americanos" ridicularizando a cultura nacional.

Hoje assistimios a favelização ainda mais crônica da cultura nacional. Basta ligar a Tv e veremos quem recebe destaque na midia. Estão querendo nivelar o país por baixo.

Caminhamos para um ESTADO DE SÍTIO forçado pelo PODER CENTRAL que contrla as rédeas do planeta há eras.


Em 5/06/2006, às 20:14:07, FlavioM | página pessoal disse:
Voltamos, assim, à origem:

O eleitor é que pode consertar isso aí. Na eleição e depois. Manifestando sua vontade no voto e na mídia.

E como podemos chegar ao eleitor? Essa é a questão.

E, agora, sabemos que tem que ser um tratamento de choque para reverter a situação.

Não vejo alternativa decente, por enquanto, para a Presidência. Mas o presidente eleito tem que saber que a "mamata" acabou. O congresso tem que ser outro. Que tenha vontade própria, discurso próprio. Não este congresso com minúsculas que nós tivemos, que não passa das CPI's e das MP's, por que recebe "mensalmente" para isso.

Acho que alguma coisa por aí.

Vingar o Rodrigo é outra coisa. Talvez já tenha até sido feito. Pelos próprios bandidos.
Em 5/06/2006, às 20:30:17, FlavioM | página pessoal disse:
Lá venho eu de novo.

Não podemos é relaxar e cair naquela história sociológica que a violência é conseqüência da miséria, cuilpa da sociedade, ou coisa parecida.

A violência, como a corrupção, é falta de vergonha na cara. E vergonha na cara não se adquire assistindo à aula de português, de religião ou de moral e cívica. Se adquire perdendo o recreio, sendo suspenso ou vendo o colega ser expulso. E por aí adiante. Causa e conseqüência. Crime e castigo.

É urgente, talvez mais urgente que as próximas eleições, uma mobilização popular pelo fim da impunidade, de modo geral. Exigir estatísticas abertas de números de crimes, de inquéritos abertos, de inquéritos concluídos, de prisões, de evasões.

E tem que ser punida, também, a autoridade conivente. Como e para que bloquear os celulares nas prisões? Basta tirar as tomadas das celas. Como eles carregariam as baterias, ora?

Se tem celular, é por que deixam. Se gravam as conversas, é porque sabem. Cadeia para eles também.
Em 5/06/2006, às 20:52:44, Celso Serqueira disse:

Flávio, Flávio, você ainda não me viu exaltado e, além disso, você não está do meu lado: 4 mil quilômetros nos separam!

Acho engraçado o seu jeito de "debater" lançando premissas absolutamente artificiais. Depois da corrupção, agora é a questão do voto como solução. Ora, foi o voto que colocou o Lula lá (2 vezes?), o Collor lá, o FHC lá (2 vezes!), a Benedita, o Garotinho e a Rosinha no Rio, todos os vereadores, senadores e deputados estaduais e federais, inclusive os do mensalão, das ambulâncias, etc, etc.

Foi o voto que permitiu a dominação da estrutura dos três poderes por quadrilhas, e você ainda insiste em dizer que o voto vai salvar alguma coisa? Só se for a conta bancária deles.

Manifestar a vontade? Existe alguma dúvida sobre a vontade do povo, Flávio? Essa conversa de voto como solução é roteiro escrito pelos partidos da esquerda, companheiro! E eleição no Brasil nunca foi "tratamento de choque", isso é delírio. E afinal isto é um debate ou mobilização eleitoral?
Em 5/06/2006, às 21:03:43, CLAUDIO MAZZONI disse:
O problema não é voto e sim a falta de em quem votar. Qual a diferença entre escolher,e,não escolher quem vai nos roubar?
Em 5/06/2006, às 21:25:14, Lua Nua | fotolog disse:
.
AGORA O CLUBE DO BOLINHA VAI EXECRAR A POBRE LULUZINHA SOLITÁRIA AQUI NESTE BUTECO...

Mesmo que vocês vão contra o que vou falar, eu vou falar.

A culpa não é dos políticos atuais, nem da falta de escola, saúde, saneamento básico, distribuição de renda, ou outra coisa desse gênero.

Acho que aqui somos todos mais ou menos de idade próxima, então, acredido que todos se lembrarão das suas infâncias.

Por favor, me respondam uma coisa: "SEUS PAPAIS IAM TRABALHAR, CERTO? E QUEM FICAVA EM CASA CUIDANDO DAS TRAQUINAGENS QUE OS MENINOS FAZIAM?

QUEM OS BOTAVA DE CASTIGO?

QUEM ENSINAVAM A VOCÊS O BEM E O MAL, O QUE ERA BOM E O QUE ERA RUIM PARA AS SUAS VIDAS?

QUEM OS LEVAVA E BUSCAVA NA ESCOLA?

QUEM OS LEVAVA PARA O CATECISMO?"

Lembram?

Não era a mamãe?

Mas as mamães foram para a rua trabalhar, dividir o pão de cada dia com o papai e quem ficou no lugar delas na chefia e condução da educação dos futuros brasileiros?

NINGUÉM ! ! ! ! !

GARÇON, 1 BRAHMA DA AN
Em 5/06/2006, às 21:30:10, CLAUDIO MAZZONI disse:
Cara amiga lua, foi a coisa mais certa que escutei nesta honrada lavanderia.
Que saudades desse tempo
Em 5/06/2006, às 21:32:02, CLAUDIO MAZZONI disse:
Em tempo: eu devo ser o mais novo aqui vou fazer 40 este mes
Em 5/06/2006, às 21:33:55, Lua Nua | fotolog disse:
CLAUDIO MAZZONI então vamos festejar os "anos redondos" eu faço 50 em dezembro.

GARÇON, 1 BRAHMA DA ANTÁRTICA PARA 2, POR FAVOR
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