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Saudades do Rio

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Categoria: Adulto
Postado por SAUDADES DO RIO em 18/11/2006 06:18

DO FUNDO DO BAÚ - ROY ROGERS
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Hoje é sábado, dia da série "DO FUNDO DO BAÚ".

Houve uma época em que uma das grandes brincadeiras dos meninos era brincar de "mocinho e bandido".

Os "cowboys" das revistas em quadrinhos da EBAL (Editora Brasil América) e da Rio Gráfica Editora, eram o grande sucesso.

Roy Rogers (sua namorada Dale Evans e seu cavalo Trigger), Hopalong Cassidy (sempre presente nos filmes de 35mm, passados nas festas de aniversário pela Correia & Souza Filmes), Gene Autry, Rex Allen, Bill Elliott, Rocky Lane, Tom Mix, Buck Jones, Tim Holt, Audie Murphy, Tex Ritter, Monte Hale.

Bat Masterson com seu chapéu côco e sua bengala ("no velho Oeste ele nasceu, entre bravos se criou, seu nome em lenda se tornou..."), Wyatt Earp e sua pistolas de cano longo, Don Chicote, todo de negro, Zorro com seu cavalo Silver, seu amigo Tonto com o cavalo Escoteiro, o Cavaleiro Negro (Dr. Robledo na "vida civil"), Buffalo Bill, General Custer e tantos outros.

Comprávamos os rolinhos de espoletas nas Lojas Brasileiras, ali na esquina da Travessa Angrense com Av. N.S. de Copacabana, colocávamos os revólveres nas cartucheiras, dávamos tiros com pistolas de mola com dardos com borracha nas pontas, usávamos cinturões com cartucheiras, tínhamos chapéus como os americanos, pegávamos emprestado lenços para amarrar no pescoço, improvisávamos fortes e cabanas, fazíamos emboscadas e acampamentos, matávamos índios e bandidos.

Ganhávamos botas para montar os pangarés do Jardim de Alá ou do Bairro Peixoto, e improvisávamos chicotes com galhos de árvore.

A imaginação corria solta numa época em que os programas de televisão só começavam no final da tarde.

Bons tempos!



Comentários (30):

Em 18/11/2006, às 06:41:29, EDUARDO BERTONI | fotolog disse:
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Ponto falho na minha formação.

Nunca fui apreciador de nada relacionado ao "Velho Oeste". Em gibi, então, acho que jamais comprei um sequer.
Gostava muito mais de gibis do Pato Donald ou da Luluzinha.

Até hoje não gosto do barulho dos estampidos.
Em 18/11/2006, às 07:39:31, Fernando | e-mail disse:
Um belo lote de informações que fizeram parte da minha infância.
O cheirinho das espoletas é inesquecível, apesar de nunca as engrenagens dos revólveres funcionarem muito bem...O rolinho volta-e-meia encrencava. Bat Masterson com o seu jeitão "blasé" era um craque... e o Don Chicote foi o golpe de misericórdia... realmente do fundo do baú!
Em 18/11/2006, às 07:40:21, Douglas | fotolog disse:
Olá, muitoSHOW seu flog..passa lá no meu e deixe sua marquinha viu, se quiser me add, aí posso ver quando vç atualiza e comento sempre...
Doug

Em 18/11/2006, às 08:19:24, Rouen | fotolog disse:
Putz, realmente a sua pesquisa está completa e muito bem descrita. Eu também estou mais para a opinião do Eduardo Bertoni, pois nunca gostei de Farwest. Lembro que uma vez ganhei aquela fantasia que você descreve, chapéu de Cowboy, Blusa quadriculada, calça preta larga, cartucheira e revolver , Ah! Já ia esquecendo o raio do lencinho no pescoço, Hum!!! Pois bem !!!
Eu devo ter me perguntado “E agora o que faço com isto”. Lembro que meu pai fez questão de tirar uma foto minha com toda a indumentária. Se eu achar este mico coloco um dia no post Do Fundo do Baú.
Sempre preferi , por ser do meu país, as revistas em quadrinhos do Tintin e Spirou. Escolhi no lugar dos revolveres os carrinhos (Dinky toys) e as garagens que eu mesmo fazia. Lembro que o grande divertimento meu era desmontar caixotes velhos e com a madeira fazer móveis para as bonecas de minha irmã.
Até hoje na minha videoteca não tem um filme sequer com o tema Cowboy a não ser do Oscarito é claro.
Luiz não faltou nada.
Em 18/11/2006, às 08:57:52, EDUARDO BERTONI | fotolog disse:
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Na França tem (ou tinha) um gibí que parodiava o Far West, muito bom:
Lucky Luke. Alguém conhece?
Em 18/11/2006, às 09:32:18, Luiz D' | página pessoal disse:

Bertoni,

o Lucky Luke também era publicado no Brasil mas com sucesso relativo.
Em 18/11/2006, às 09:46:09, JBAN disse:
Roy Rogers não era do meu tempo... Já o Lucky Luke, lí praticamente todos ! Essa é a vantagem de ter família dona de livrarias...

Na TV era fã do Bat Masterson, Bonanza, Daniel Boone, Zorro (Lone Ranger) e Tonto e Rin Tin Tin ...


Em 18/11/2006, às 10:20:32, Martinha disse:
Luiz,
eu também lia muito o Pato Donald e a Luluzinha. E nós brincávamos com as bonecas e com os aparelhos de chá.
Em 18/11/2006, às 10:29:28, EDUARDO BERTONI | fotolog disse:
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Interessante que a cultura européia, nesta área, não faz muito sucesso no Brasil.
O Lucky Luke, o Tim Tim, O Asterix e outros fazem, como disse o Luiz, um sucesso relativo.
Por outro lado é difícil para um francês curtir a turma do Mickey e do Pato Donald (que fazem muito sucesso na Itália). Talvez por isso a Eurodisney está às moscas.Deveria ter sido construída em Roma.
Em 18/11/2006, às 11:23:15, Luiz D' | página pessoal disse:

A Eurodisney está deserta porque não deixam entrar cachorros.

E francês que se preze não vai a lugar nenhum sem seu cãozinho...
Em 18/11/2006, às 11:41:50, Jose carlos disse:
Eu vivi todo este tempo bateu dentro de mim uma grande saudade da minha infancia anos 50 em diante.
Em 18/11/2006, às 11:48:57, ana lucia | página pessoal disse:
E eu que pensei que o Bertoni tivesse ascendência italiana.
Mas pelo visto, há sangue francês correndo em suas reais artérias!
Se a Eurodisney franquear a entrada aos cãezinhos, aposto que o Vittorio será o primeiro canino a visitar! (De patas dadas com a Mina!)

Luiz,

Eu não tive irmã, só um irmão. Participava, portanto, das brincadeiras de cowboy, onde a briga era para saber quem era o mocinho e quem "não era" o bandido.
Acabava recaindo sobre a empregada esse papel, mas sem que ela soubesse o porquê de receber flechadas de flechas de plástico com a ponta de borracha, dessas que grudam no azulejo.

Líamos tanto as Luluzinhas/Bolinhas, quanto as revistas que você citou acima, acrescidas de um outro tipo que adorávamos: as de terror.

Víamos Bat Masterson na TV, a família toda acomodada nos sofás e poltronas da sala.

Bons tempos em que a família curtia os cowboys unida!

Vou esporear meu cavalo, neste exato momento, para subir a serra: Aiouuuu, Silver!!!

beijos
Em 18/11/2006, às 11:50:32, ana lucia | página pessoal disse:
Bertoni,

Eu adoro ler o Toppolino, em italiano!


Em 18/11/2006, às 12:39:09, EDUARDO BERTONI | fotolog disse:
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Eu também!

Quando era solteiro tinha uma banca de jornais na Hilário de Gouveia que recebia o Topolino em italiano às terças-feiras de madrugada. Eu voltava das baladas e fazia plantão na banca até chegar a revista.Uma delícia!
Em 18/11/2006, às 15:36:41, Wilson disse:
Sem querer distoar e reconhecendo o mérito da pesquisa que me fez lembrar as deliciosas matinês no cinema Guanabara (pensavam que eu tinha esquecido dele?), vendo esta relação de heróis fico pensando em quanto fomos (e ainda somos!) bombardeados pela cultura dos "nossos irmãos do norte".
Em 18/11/2006, às 15:52:35, Luiz D' | página pessoal disse:

Wilson,
será um dia de festa se conseguir uma foto do Cinema Guanabara para publicar aqui.

Acho que o bombardeamento atual é muito maior do que naquele tempo, quando a cultura francesa ainda tinha uma grande expressão no Brasil.
Em 18/11/2006, às 16:40:01, Wilson disse:
É. Felizmente (a cultura francesa) e infelizmente (para os dias atuais). Mas nem tudo está perdido. Roma tambem caiu e, analisando do ponto de diversos pontos de vista (político, sociológico, cultural e até militar) há esperanças para o mundo. Estas décadas de hegemonia custaram caro ao mundo, principalmente, aos pobres do mundo.
Em 18/11/2006, às 18:56:26, Malú Auler | página pessoal disse:
ROY ROGERS !!!!!!!!!
O mnáximo!!!!!!!!!! rsrss
Grande carreira esse personagem fez!

Em 18/11/2006, às 19:47:06, Upanakashad disse:
Internauta bissexto, só agora tomei conhecimento dos mal-entendidos suscitados por observações que eu julgara pertinentes, e por isso vou tentar ser mais didático.
Até os paralelepípedos sabem que a crase representa a contração da preposição com o artigo.Mesmo sem ser um, também eu sempre soube.Se optei por desprezar o rigor técnico, foi simplesmente por amor à concisão, mais ou menos na base do "pra bom enten me pa ba".Um tiro n'água, óbvio.(Seja como for, estou apreensivo com o que possa suceder ao poeta Ferreira Gullar, que, inadvertidamente, cunhou a famosa frase:A crase não foi feita para humilhar ninguém.)Sinceramente, não entendi o motivo da "aula".Afinal, eu me limitara a afirmar que a forma correta era "metido a besta", sem (vá lá, eu me rendo ao academicismo) o sinal indicativo da referida contração, e não, como dissera Evelyn,saindo do certo para o errado, "metido à besta".Quanto a um outro equívoco que eu teria cometido, uma correção:são sete.O autor? Aguardem.
Em 18/11/2006, às 20:07:26, Luiz D' | página pessoal disse:

A professora subiu a serra, a cavalo, e só volta na 3ª feira...
Em 18/11/2006, às 20:33:31, Rafael Netto | fotolog disse:
Falando nas armas de brinquedo... elas ainda existiam no meu tempo. A Estrela fabricava diversos modelos, desde os revólveres do Velho Oeste até "pistolas automáticas" modernas. As mais simples usavam espoletas de fita, que ficava saindo da arma, as melhores usavam anéis de espoletas que ficavam no mesmo lugar que as balas do revólver de verdade.

Tudo isso é proibido pela legislação atual. Não se pode mais comercializar brinquedos que tenham aparência de armas de verdade.
Em 18/11/2006, às 20:50:45, Celso Serqueira disse:

Roy Rogers era o máximo! Quantas lutas e aventuras imaginei ao seu lado!

Sobre a insistente besta anônima, eis o link de uma musiquinha apropriada para acalmar o onagro:
http://snipurl.com/12ips
(mp3, 1 Mb)
Bom domingo a todos!

Em 18/11/2006, às 20:51:46, RENATO disse:
BERTONI

Eu gostava de ouvir aqueles estampidos e não os atuais ao vivo!

Criançinhas hoje em dia preferem as magnuns, winchester, ak-47 e ar-15

Deus nos livre!
Em 18/11/2006, às 20:59:21, RENATO disse:
criançinhas = criancinhas
Em 19/11/2006, às 01:09:28, Evelyn disse:
Que polêmica esta besta causou!
Acho que meu pc é protegido contra as mesmas, porque este link da musiquinha que o Celso indicou não pode ser executado(?)
Onagro?Chique para um sábado à noite!
O que seria um internauta bissexto? Só acessa o fotolog de 4 em 4 anos? ))
Bom domingo e feriado a todos!

Em 19/11/2006, às 01:23:29, JBAN disse:
Upanakashad = AG
Em 19/11/2006, às 01:49:37, FlavioM | página pessoal disse:

Quem lembra do cantor (brasileiro) Bob Nelson? Yole-riiiii-hiii!
Em 19/11/2006, às 01:51:02, JBAN disse:
Bob Nelson ????

Cara, você é velho....

:-))
Em 19/11/2006, às 09:22:32, Wilson disse:
Nelson Roberto Perez, nasceu em Campinas, SP, em 1918. Ex caixeiro-viajante, começou sua carreira artística na década de 30 na Rádio Educadora de Campinas.

Na década de 40, gravou "Oh Suzana!", versão de uma música folclórica americana que vendeu 300.000 cópias, uma cifra espetacular para a época. Daí em diante, passou a gravar músicas do estilo country. Tornou-se atração do Cassino Atlântico cantando ao lado de Libertad Lamarque, acompanhado ao acordeon por Luiz Gonzaga, em começo de carreira. Ficou, então, conhecido como o primeiro cowboy brasileiro. Foi para o cinema pelas mãos de Watson Macedo no filme Segura Esta Mulher (1946).

Depois fez;

1946 - Segura Esta Mulher
1947 - Este Mundo É um Pandeiro
1948 - É com Este Que Eu Vou
1949 - Estou Aí
1954 - Malandros em Quarta Dimensão
1970 - O Vale do Canaã
1971 - Os Herdeiros
Em 19/11/2006, às 09:23:37, Wilson disse:
Pode ser que alguém ai ainda se lembre destes versos que o Brasil inteiro cantou com o Nelson Roberto:

“Na minha fazenda tem um boi,
Esse boi se chama barnabé,
Sabe moço ele anda se babando,
Pela minha linda vaca salomé.

O barnabé anda muito satisfeito,
Por ter feito uma boa escolha,
Pois esta vaca que ele anda apaixonado,
Dá leite engarrafado com tampinha e com rolha,
E essa vaca minha linda salomé,
Dá leite açucarado misturado com café.”

Aplausos e Saudades, Bob.
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