Comentários (23):
Em 26/01/2007, às 08:05:13,
Rouen
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fotolog
disse:
Luiz, muito bom, este postal eu ainda não conhecia , e me surpreendeu o “divisor das águas” que era a pedra Pedra do Inhangá. Realmente não tem nada pra cá.
Certamente se virarmos a câmera vamos ver mais habitações do lado do final da praia, pois o Túnel do Leme tinha sido inaugurado em 1906, portanto uns vinte e cinco anos antes.
Em 26/01/2007, às 08:14:48,
Hermelindo Pintáfona
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fotolog
disse:
Magnífico Curador Iconográfico, Magnânimo Magnata Montenegrino, Notável e Insigne Luminar, Praiano, Serrano e Urbano Dr. D’,
Tomo proveito da fresca matina, quando o Astro-rei ainda inicia sua jornada pelo arco celeste, para escrever-lha algumas poucas linhas. Hoje terei um dia deveras azafamado e reservei este precioso momento para adentrar ao seu inigualável sítio internético de convívio virtual, morada do Saber e da Cultura Guanabarina e foco irradiador do puro Conhecimento Cidadão. À sua volta orbitam seus incontáveis e incansáveis discípulos e pupilos, como insectos à volta da luz. A eles uno-me para absorver a energia daqui irradiada, que aquece nossa breve existência.
Nobre Esculápio, a imagem ora em tela traz-me lembranças de tempos de antanho, quando íamos eu e minha investigativa assistente, a pesquisadora Mme Simmons, em muares, na busca da toca da Anta Copacabanensis. Por muitos lustros considerada extinta, foi finalmente por mim redescoberta e catalogada.
...
Em 26/01/2007, às 08:15:22,
Hermelindo Pintáfona
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fotolog
disse:
Seu habitat localiza-se exactamente no local desta bela imagem. Hoje em dia, nestes tempos modernos e trepidantes que vivemos, imagino por onde andará a bela alimária. Muito provavelmente refugiado em alguma gruta na Serra da Tijuca, onde ainda não há ocupação urbana de monta. São animais muito sensíveis as Antas e a construcção do belo Copacabana Palace, modificou muito esta região, onde acredito haverá muito progresso. Embora não seja afeito a investimentos e movimentações financeiras, vivendos dos meus estipêndios como professor e de um pequeno pecúlio deixado por meu saudoso progenitor, adquiri recentemente alguma terra por estes lados. Vamos ver se aufiro alguns tostões nisso. Ao menos terei um belo sitio para construir uma chácara de praia, ou plantar abacaxis, que muito me agradam.
Em 26/01/2007, às 08:15:47,
Hermelindo Pintáfona
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fotolog
disse:
Douto amigo, minha diligente assistente, a metódica Mme Simmons me convoca para o desjejum matinal. Teremos Chá, leite fresco comprado a um estábulo na rua Bela da Princesa, pão de centeio, queijo de minas e uma geléia de jaboticabas aqui do pomar.
Após a colação, auxílio ao Santo Cardeal Eugênio em sua encíclica semanal publicada na imprensa da capital e parto célere para o Caes da Prainha agarrar o vapor para Petrópolis, onde passarei este fim-de-semana com meus confrades e com meus amigos da família Imperial.
Aproveito para augurar a querida Nana uma viagem proveitosa pelos recantos nacionaes e ao mordaz Sr. AG pelo retorno triunfante ao seio da família D’.
Despeço-me Espraiado, Ensolarado e Semi-urbanizado.
Seu Criado,
Dr. Hermelindo Pintáfona
Em 26/01/2007, às 08:19:57,
Andre Decourt
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página pessoal
disse:
Só a área na região do Lido estava vazia, por causa de uma briga entre a Cia de Construções Civis, urbanizadora de grande parte de Copacabana e a família Sobral que reivindicava a posse dessa área como sua, por causa de um erro em um mapa militar do séc XVIII, a família dizia haver um rio, que limitava a sua propriedade, quenquanto na realidade havia uma estrada. a Pendenga começou no séc XIX e só se encerrou no final dos anos 20, quando a área foi então urbanizada. Ganhando uma ocupação diferente, já com prédios de apartamentos como construções inciais dos terrenos.
Em 26/01/2007, às 08:40:39,
EDUARDO BERTONI
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fotolog
disse:
.
Belo postal!
Colorizar estes postais à mão dava um trabalho insano.
Em 26/01/2007, às 08:52:44,
Rafael Netto
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fotolog
disse:
Quando vi a imagem lembrei logo dessa questão fundiária que o Decourt explicou. É interessante como a divisão original das terras do bairro criou peculiaridades visíveis até hoje, como o diferente urbanismo da Barata Ribeiro até a Siqueira Campos, e as ruas Raimundo Correa e Dias da Rocha começando no meio do bairro.
Em 26/01/2007, às 09:31:10,
Wagner Bahia
disse:
Agora vejam só: o Dr. Hermelindo queria plantar abacaxis em Copacabana... Não imaginava que estas terras iriam se valorizar numa escala exponencial...
Pode-se dizar que Copa foi "fundada" em Julho de 1892, quando foi inaugurado o Túnel Alaor Prata. Trinta anos depois a disputa por uma glebazinha aí já era acirrada. Nos dias atuais fenômeno semelhante ocorre na Barra da Tijuca. A diferença é que a primeira foi urbanizada para depois ser ocupada e, na segunda, foi o contrário. Apesar de tudo, acho que o colar litorâneo da Barra acabou ficando melhor (fora o problema da sombra dos prédios na praia), pois as construções não "tampam" a brisa do mar para o bairro.
Em 26/01/2007, às 09:44:14,
Marcelo Almirante
disse:
COPACABANA, jóia da civilização mediterrânea encravada na américa do sul, que se perdeu com a "brasileirização" da ex-capital.
Em 26/01/2007, às 11:58:31,
derani
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fotolog
disse:
Nessa época isso aí devia ser um sossego só...
Como o Rafa, também lembrei, quando vi a foto, das "aulas" do Decourt sobre o descampado do primeiro plano, gerado pela pendenga judicial.
Em 26/01/2007, às 13:35:47,
Roberto Tumminelli
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fotolog
disse:
Em fins da década de 40 inicio da década de 50 a Figueredo Magalhães era asfaltada até a altura da Toneleiros. Lá pra cima era terra, como conta minha mãe e sua prima, que morava lá.
:-))
Em 26/01/2007, às 13:44:34,
Luiz D'
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página pessoal
disse:
Nosso Professor Pintáfona acordou cedo hoje!
Em 26/01/2007, às 14:38:33,
AG
disse:
Essas tintas eram alemãs; duravam décadas sem desbotar.
Tenho em algum lugar fotos pintadas à mão por meu pai que até hoje guardam uma permanência que nenhuma De Plá de hoje consegue hoje.
O que prova que o tal desenvolvimento tecnológico fala mais ao bolso das grandes empresas do que à satisfação dos usuários.
Quanto ao Prof. Pintáfona que me chamou de "mordaz" (ou aquele que morde), desejo-lhe uma profícua parceria com o Sr. Eugênio, ex-gerente da filial Rio da empresa romana, apóstolica, católica.
Essa sim pode-se considerar "mordaz" de tanto que ela morde seus lucros de maior propritária de imóveis e terrenos no Brasil, sem pagar um cêntimo de impostos.
E ficam exultantres quando "bispos" de outras agremiações do mesmo ramo são presos por tentar lavar míseros cinquenta mil dólares em Miami.
Aliás seria um bom tema para a panfletagem de sua eminência para amanhã: "O Respeito à Lei é a base da Fé"
Desejo que a geléia de jaboticaba não tenha enegrecido a língua do Prof.
Em 26/01/2007, às 15:39:20,
derani
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fotolog
disse:
Só hoje, quando estava lendo os comentários de ontem postados fora do horário comercial, vi o comentário do Manolo sobre meu comentário e gostaria de esclarecer:
Caro Manolo,
Tenho tudo contra economistas (à profissão, não às pessoas que o são).
Porém sou sou só contra aqueles economistas que:
1- Aparecem de terno elegante e com uma cara de sei-tudo na TV fazendo previsões de pitonisas que nunca acontecem..
2- Você está bem contente trabalhando numa empresa que dá bom lucro, bem-estar aos funcionários, está todo mundo contente, em suma : um sucesso.
De repente contratam um economista que entra já querendo que a empresa tenha ainda mais lucro, porém não vendendo mais e sim cortando custos (cortar custos é sempre demitir e cortar benefícios)
3- Que, quando falam, repetem tudo que outros economistas dizem e o que leem nas revistas estrangeiras (principalmente de grandes corporações americanas). Ou seja, não tem idéias próprias.
(continua)
Em 26/01/2007, às 15:46:59,
derani
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fotolog
disse:
Na Universidade que estudei, há uns 30 e tantos anos atrás, tive oportunidade de estudar umas duas cadeiras de Economia.
Pelo que me lembro existem duas "Escolas", duas teorias principais de estudo, acho que Taylor e não-sei-o-que (fazem muitos anos, não me recordo dos nomes).
Então vou chamar de teoria "A" e "B".
A diferença entre as duas, a que ficou bem marcada na minha mente é a seguinte:
Quando um empregado está trabalhando mal a teoria "A" manda despedi-lo.
A teoria "B" diz que a culpa é da empresa que colocou-o no lugar errado e é obrigada a muda-lo de função até que se adapte.
Sou contra os economistas da teoria A.
Só isso.
Em 26/01/2007, às 17:11:44,
Andre Decourt
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página pessoal
disse:
AG tocou num ponto interessante da história, até a segunda guerra mundial os alemães eram os melhores em qualquer coisa que envolvesse fotografia, películas e etc... Basta ver a qualidade de conservação, e contraste e nitidez dos filmes alemães durante o nazismo, mesmo as filmes de testes de armamentos e documentários feitos no front são muito melhores que os filmes feitos pelos americanos e pelos japoneses, sem falar que eles mesmo com a destruição da alemanha durante a guerra o estado de conservação é muito melhor. O que indica um produto de melhor qualidade.
Em 26/01/2007, às 19:08:24,
JBAN
disse:
AG = Aktien Geselschaft ou S.A. em Alemão.
Não é a toa que o cara elogia os tedescos... Aliás ele e seu cupincha copacabanense um tal de Tumminelli...
Sério.
Os alemães eram e são muito bons em engenharia, metalurgia, química, etc, etc....
Em 26/01/2007, às 19:39:45,
AG
disse:
Uma coisa que deixava muita gente zangadíssma com os alemães nos anos 30 aqui no Brasil, eram os bancos alemães. Os juros de um banco alemão (havia inclusive o próprio banco Alemão em pessoa) eram incrivelmente baixos e a burocracia mais ágil. Eles gostavam de atuar nas áreas rurais financiando de sementes à maquinária.
Os tedescos não eram moles não. Naquele mundo pós "crash" de 29, os caras mandavam muito bem.
Você acertou, Joãozinho e o pé de feijãozinho.
Eu gosto muito do povo alemão; suas músicas, sua cerveja, seus doces, seus frios, seu humor inocente, quase infantil.
Detesto os nazista, os facistas e toda corja ditatorial.
Em 26/01/2007, às 20:14:48,
AG
disse:
Derani, concordo com você.
Mas não culpo unica e exclusivamente os economistas.
Culpo acima de tudo uma mentalidade sórdida nascida da cultura de um país que nunca conheceu outros dirigentes que não fossem os apologistas do lucro rápido e fácil.
Veja como as coisas são.
Raramente você vê ser levada em conta, para a composição dos ativos de uma empresa, a felicidade do seu pessoal. A não ser para essas empresas "bossa nova" tipo Pixar, Microsoft, Apple, Google etc, os "diretores financeiros" defecam um montão para o bem estar do time da casa. Fenomeno, é verdade, muito ajudado pela ruma de desempregados que se estende diariamente no mercado.
Mas é essa idéia do "negocinho" do lucro imediato que faz a alegria dos seguidores dos Alexandre Accyoly & Cia.
Não culpo o Alexandre, que é até um cara simpático, mas culpo quem faz do negócio um joguete pessoal. Deu certo, ótimo, tou rico.
Não seu certo, dane-se; despede o pessoal.
Em 26/01/2007, às 21:01:44,
Luiz D'
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página pessoal
disse:
Acho que já contei aqui a história de um empresário da construção civil que, todo prosa, me contou que a maior parte dos seus funcionários só trabalha 3 meses.
Após este prazo, despede-os (ainda no período de experiência, não tendo que pagar FGTS ou indenizações), contratando outros.
Questionei-o sobre como isto era ruim para os funcionários e respondeu-me: tenho que ter custos reduzidos para poder comprar meu champagne".
Levantei-me e fui embora.
A alternativa era dar um murro no sujeito!
Em 26/01/2007, às 22:00:57,
Vic
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fotolog
disse:
Boa noite, Luiz.Tenha um excelente final de semana!!
Em 26/01/2007, às 23:40:48,
AG
disse:
Luizíssimo,
conversa ao cair da noite, pois "parece que esse bar já vai fechar".
Há muito pouco espírito empresarial neste país; o que existe é esperteza e mandrakaria.
Uma vez disse ao presidente do Ethos o Ricardo Young (não se é irmão da outra) que essa histórioa das empresas anunciarem publicitariamente as sua "responsabilidade social" era pura cascata de "marquetingue". O cara ficou puto mas não disse nada; pediu apenas que eu explicasse. E aí, eu citei duas ou três empresas (grandes, visíveis, piramidais) que alardeiam ajuda aqui e acolá mas, internamente, despedem a pobre da secretária gostosa porque não quis dar pro chefe. E o costumeiro corte nas ligações para celular, no chocolate da máquina, no transporte coletivo dos empregados, enfim...
Aí, não se sabe de onde, apareceu um moço vestido de Armani e, investiudo no cargo de "aspone" (benção, Roniquito) passou a fazer uma peroração idiota, cheia de pose e sobrancelhas.
Pedi licença e fui tratar da minha vida.
Em 8/02/2008, às 13:57:48,
Flaviano
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e-mail
disse:
olá, comovão? Estou fazendo uma pesquisa para mestrado de películas alemães da década de 20, 30 e 40, alemães, vocês podem me ajudar, ande consigo esse material no Rio, para pesquisa? é muito importante!Grato, Flaviano