Crueldade Animal - Até quando?

Postado por Martha Maganha em 21/11/2008 12:22
As Madames da Proteção Animal
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Sempre me recordo de uma matéria da Folha de São Paulo na qual o jornalista Gilberto Dimenstein comentava que as pessoas cruzavam com crianças pobres nos semáforos e não tinham nenhuma reação. São as mesmas madames, dizia ele, “que param o carro para socorrer um animal em perigo”.
Muitas pessoas também compartilham esta visão preconceituosa e simplista. Elas acham que se deve fazer o bem somente entre humanos e que outras formas de solidariedade relacionada a outras espécies não têm valor.
Já falei sobre isto outras vezes e continuo acreditando que as pessoas que se preocupam, as que fazem, são aquelas capazes de ajudar crianças, animais, velhos e qualquer ser necessitado.
A escolha de quem ajudar ocorre quando você se identifica com determinada causa.
Muitas defensoras da causa animal são chamadas pejorativamente de madames e com isto querem dizer que elas, cansadas de sua ociosidade, resolveram fazer algo: ajudar os animais. A imagem que nos chega destas mulheres é de pessoas de meia idade que resolvem ter um hobby ou então preencher sua vida vazia.
A realidade é bem diferente.
Conheço jovens casadas, que têm filhos pequenos e lotam sua casa com animais para doar e, com isto, dão um exemplo de amor e solidariedade às futuras gerações.
Conheço mulheres solteiras que trabalham o dia todo e ainda batalham pelos animais e se desdobram para cuidar e conseguir lares para muitos deles.
Conheço mães de família que conseguem cuidar dos seus, da casa, trabalhar fora e ainda socorrer animais abandonados.
Conheço pessoas que perderam quase todos ou todos seus bens de tanto ajudar animais que estão nas ruas passando necessidade.
Conheço mulheres ricas que ajudam financeiramente protetores de todo Brasil.
Conheço mulheres pobres que conseguem resgatar e depois pedir ajuda para pagar as despesas dos animais que estão sob sua responsabilidade.
Conheço uma jovem mãe que está grávida de uma menina com Síndrome de Down e que, ao invés de se lastimar e entrar em depressão, batalha diariamente pelos muitos animais que estão sob seus cuidados.
Conheço apresentadoras de programas de TV de grande audiência que dão a maior força para todas estas Madames.
Conheço mulheres que têm conhecimento de informática e que fazem Blogs e Sites para tentar encontrar lares para os desabrigados, além de conseguir auxílio para protetores em apuros.
Conheço mulheres que se dedicam a ensinar e fazem palestras sobre posse responsável e bem-estar dos animais em escolas, firmas, etc.
Conheço mulheres que se reúnem e dedicam seus fins de semana para promover Feiras de Doação de Animais em diversos pontos da cidade e do estado.
Enfim, conheço muitas mulheres que dedicam suas vidas a melhorar a situação destes seres tão sofridos, os animais.
A todas essas “Madames” corajosas e atuantes dedico meu Amor e meu Respeito.
Maria Augusta Toledo
Para conhecer nosso trabalho acesse:
http://anjosparaadocao.multiply.com/
Comentários (2):
Em 22/11/2008, às 02:05:17,
elenir
disse:
oi amiga que fofos esses animaiszinhos torço muito por eles que logo logo emcontrem um lar tudo de bom beijao*****************
Em 27/12/2008, às 09:07:20,
Lisiane Braga
disse:
Costumo dizer que os animais sentem a mesma dor que os humanos e que, devido a isto, devem ser cuidados tanto quanto um. Acho que questiono um pouco aquelas pessoas que gastam milhares de reais em uma compra no pet shop para dar coleira de diamante para os cachorros, mas enfim, cada um faz com o seu dinheiro o que acha mais conveniente.
Uma vez fui questionada porque um rapaz atropelou uma cadela na frente de onde eu trabalhava e, em vez de ajudar o homem - como fizeram mais de dez pessoas - fui tentar socorrer a cadela, que havia sido atingida no meio da coluna e estava sem movimento nas pernas de trás e gritando feito louca. O rapaz levantou e saiu pilotando. Ela provavelmente morreu. Mas, graças so veterinário que me ajudou (que tinha um consultório na sala de baixo e foi quem a tirou da rua nos braços), provavelmente sem dor, pois aplicou uma medicação para esta finalidade.
O pior foi ouvir do dono dela depois: "Ah, vou levar pra casa porque, se morrer, já enterro lá mesmo!"
Infelizmente, o "mundo de cão" de que muitos falam se traduz em "mundo dos homens sem sentimentos".
Mas ainda luto e sei que não estou nisto sozinha. Obrigada, Martha, e obrigada a todos aqueles que se dedicam à causa ambiental e animal neste mundo. Não estamos sós.