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Categoria: Adulto
Postado por Derani em 09/05/2006 10:26

Rio - Cotidiano 1954
Uma moça compra bilhete de loteria na Av. Rio Branco.
Até o início da década de 70 não havia quase vendedores ambulantes no centro da cidade, à exceção dos vendedores de loterias (geralmente idosos e cegos), sorveteiros, baianas e alguns vendedores de sucos de laranja com sua carrocinha característica, com uma laranja transpassada pela bica de onde se extraía o suco já pronto.



Comentários (10):

Em 9/05/2006, às 10:35:55, JBAN | página pessoal disse:
Essa é a famosa Empena, a ceguinha que vende bilhetes de loteria na cidade e paixão não correspondida do Rafael Netto....


Em 9/05/2006, às 10:37:25, Ana Lucia | página pessoal disse:
Essa foto mostra bem a elegância com que nossas mães se vestiam para ir ao Centro da Cidade (até para ir à esquina de casa, minha mãe botava os brincos e passava baton)!

Bons tempos! Havia mais consideração com o olhar dos outros. Se mostrar mal-arrumado e mal-enjambrado, causando poluição visual, jamais!
Noblesse Oblige!

Hoje é uma pobreza visual, uma monotonia de trajes, no Centro ou nos bairros. Se vai à rua como se está em casa. Qualquer dia veremos cidadãos de pijama...

A senhora, vendedora de bilhetes, deve ser a Empena Cega do Rafael! rs

Essa laranja com um bico para tirar sumo, acho que não conheci, ou não me lembro.Interessante!

beijos
Em 9/05/2006, às 10:40:30, Luiz D' | página pessoal disse:
Bela foto.
Já tínhamos conseguido identificar esta moça.
Trata-se de Carminha, normalista formada no Instituto de Educação, na Mariz e Barros, que tinha ido na Av. Rio Branco fazer compras, após ter dado aula em Realengo, na parte da manhã.
Carminha, na época, era noiva (vejam só a aliança), de um Capitão do Exército, que conheceu no trem das 6h30min, que levava todas as normalistas (a maioria moradora da Tijuca e adjacências) e os militares, para seus locais de trabalho no subúrbio.
Após o casamento Carminha foi morar em Copacabana, onde criou seus três filhos.
Hoje, com muitos netos e viúva, faz hidroginástica no Clube Radar, na Rua Mascarenhas de Morais e joga biriba no Clube Olímpico, na Pompeu Loureiro, todas as tardes de terça e quinta-feira.
Carminha fica orgulhosíssima quando aparece na Internet.
Em 9/05/2006, às 10:42:28, Rafael Netto | fotolog disse:
Ainda existe uma descendente desta vendedora que fica na entrada da CEF no Largo da Carioca. Já tentei fotografá-la...

Essa foto já foi publicada pelo Decourt com alguns detalhes sobre os edifícios, o lugar é a esquina da Rio Branco com Sete de Setembro, em frente ao Ed. Guinle (onde está a DiSantinni).
Em 9/05/2006, às 12:04:02, JBAN disse:
Rafael,

Deixa a pobre senhora em paz....

Em 9/05/2006, às 12:40:50, Roberto Tumminelli | página pessoal disse:

essa coroa vendedora tem uma cara de 171. Vendia bilhete já vencido. Conheço a peça.

:-))))))))))))
Em 9/05/2006, às 14:41:43, AG disse:

O Luiz, com sua memória xerográfica, descreveu Carminha exatamente como ela foi e agora é; sua vida, seu marido, seus filhos, seus netos.
E sua atual "convivência" da terceira idade no Olympico, sua novela das 8, seu amor ao Serginho Cabral, seu ódio ao Zé Dirceu.
Ela sempre culpou seu falecido marido de não ter dado um pau firme naqueles agitadores.
E detalhe: Carminha é a melhor jogadora de dominó do "toldo" do Posto 6.

Sabe por que o Luiz sabe tanto detalhes da personagem ? Num furo de reportagem esclareço: o Luiz está escrevendo um romance sobre ela. O título provisório é: Martinha e Empena, a cega.
Em 9/05/2006, às 15:17:12, AG disse:

Pelo "correio expresso" recebo a seguinte mensagem: o título povisório do livro citado acima não é esse manjado e sem criatividade que foi dito.
O título provável serpa: Os Bilhetes de Carminha.

Até porque, diz um PS do "correio expresso", o nome da mulher é Carminha, sua besta; e não Martinha.
Em 9/05/2006, às 15:38:34, Luiz D´ | fotolog disse:
Este AG é um pândego!
Em 9/05/2006, às 17:01:03, derani | fotolog disse:
Deveras Luiz, deveras!
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