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Categoria: Adulto
Postado por Derani em 04/08/2008 11:00

Rio - O "Chorinho" - 1895
.-.-.

Nesta emblemática foto dos finais do século XIX, músicos posam com seus instrumentos, certamente antes ou após alguma apresentação.

O "Chorinho", gênero musical de extrema complexidade em sua execução, teve seu berço no Rio de Janeiro e é um dos poucos genuínamente brasileiro.

Há que ser um exímio instrumentista para executar suas melodias que em cada trecho cabe uma grande quantidade de notas musicais, tal qual a música barroca, permitindo porém improvisos o que o torna empolgante e extremamente agradável ao músico tocá-lo.

Por essa característica é também conhecido como "o jazz brasileiro".

No centro da foto, o lendário "Sinhô".

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Leia também "O Pharol":

http://fotolog.terra.com.br/nder2:34



Comentários (11):

Em 4/08/2008, às 12:17:35, Rouen | fotolog disse:
É assim que a banda toca ?
Em 4/08/2008, às 12:50:02, Tumminelli | fotolog disse:

90% deles de chapéu!

Lembrei-me do grupo de chorinho das Laranjeiras, na Rua Gal. Glicério. Fui lá uma vez, e confesso que a contra gosto. Mas gostei. Música gostosa, clima bem gostoso, tudo tranquilissimo. Nem parece Rio.

:-)
Em 4/08/2008, às 13:52:04, Luiz D´ | página pessoal disse:

Desnecessário dizer que o Derani é um destacado tocador de chorinhos.
Em 4/08/2008, às 14:18:23, Derani | fotolog disse:

"Fui" Dr D´, fui...

Lamento ter que dizer esse verbo no passado... uma das poucas coisas que me arrependo muitíssimo de não ter dado prosseguimento.

Em 4/08/2008, às 16:04:51, Pixinguinha disse:
Onde foi tirada esta foto?
Em 4/08/2008, às 16:57:24, Millu | página pessoal disse:

E o som devia ser da melhor qualidade.
Em 4/08/2008, às 17:49:48, JBAN disse:

Quase todos de chapéu de palhinha...

Em 4/08/2008, às 20:06:58, Mauro_AZ disse:
Essa foto e' absolutamente emocionante.
Em 4/08/2008, às 21:07:21, Fábio André disse:
O cara de branco na extrema esquerda...Será que deixou descendentes?
Em 4/08/2008, às 23:49:26, Beatrice Portinari disse:

Sinhô,

Ah, Sinhô! Que bom encontrá-lo por aqui, pranteio apenas o tocador de chorinho, Derani do Bandolim, não ter dedicado essa postagem em homenagem a mim. É Sinhô, por aqui as coisas pouco mudaram. Gosto que me enrosco de ouvir dizer...

Pixinguinha,

Meu amor, tem dó. Ciúmes de Sinhô? Nada disso. Você já foi homenageado nesse espaço e eu também já lhe reverenciei. Hoje é dia do "alto, feio, magro e desdentado". Lamento!


Em 5/08/2008, às 00:06:07, Manuel Bandeira disse:

(...) "A capelinha branca era muito exígua para conter todos quantos queriam bem ao Sinhô, tudo gente simples, malandros, soldados, marinheiros, donas de rendez-vous baratos, meretrizes, chauffeurs, macumbeiros (lá estava o velho Oxunã da Praça Onze, um preto de dois metros de altura com uma belida num olho), todos os sambistas de fama, os pretinhos dos choros dos botequins das ruas Júlio do Carmo e Benedito Hipólito, mulheres dos morros, baianas de tabuleiro, vendedores de modinhas... Essa gente não se veste toda de preto. O gosto pela cor persiste deliciosamente mesmo na hora do enterro. Há prostitutazinhas em tecido opala vermelho. Aquele preto, famanaz do pinho, traja uma fatiota clara absolutamente incrível. As flores estão num botequim em frente, prolongamento da câmara-ardente. Bebe-se desbragadamente. Um vaivém incessante da capela para o botequim. Os amigos repetem piadas do morto, assobiam ou cantarolam os sambas (Tu te lembra daquele choro?)." (...)
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