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Categoria: Adulto
Postado por Derani em 05/08/2008 11:04

Rio - Bonde - Década de 50
.-.-.

Para matar as saudades desse fabuloso meio de transporte que perdemos e deixou um buraco em nossos corações.

Fonte de inspiração para vários compositores, palco de carnaval, criador de expressões ("-ih... o cara pegou o bonde andando"!) e protagonista de vários acontecimentos na cidade.

Ainda me lembro de ouvir criança, meu tio conversando com meu pai:

- "Mas será o Benedito? Querem me explorar, que eu trabalhe que nem uma mula igual ao fulano, coitado... um dia enlouqueceu e saiu correndo gritando no meio dos bondes"...

Imagem extraída de documentário da Escola Americana.


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Leia também "O Pharol":

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Comentários (9):

Em 5/08/2008, às 12:30:32, Helio Ribeiro | página pessoal disse:
Eram outros tempos. Andar de bonde já constituía um passeio em si. Várias vezes minha família (morávamos na Tijuca) tinha como programa pegar o 66 - Tijuca até a rua da Carioca, andar a pé até o Tabuleiro da Baiana e pegar, por exemplo, o 11 - Jardim Leblon. Só pelo passeio em si, que durava horas indo e vindo. Ou então pegar o 67 - Alto da Boa Vista.
O ritmo da vida era outro. Hoje é só correria, stress e medo.
Em 5/08/2008, às 13:46:43, Luiz D´ | página pessoal disse:

Nunca passou pela cabeça de meus pais me proibir de andar de bonde.

Ia e voltava do colégio sozinho, com relógio e mala, e nunca aconteceu nenhum assalto.

Eram, mesmo, outros tempos.
Em 5/08/2008, às 13:59:28, Derani | fotolog disse:

Ao contrário dos lotações, os motorneiros (motoristas) dos bondes eram em geral extremamente cuidadosos, inclusive com os passageiros.
Àqueles que andavam no estribo ele dirigia o famoso grito "olha á direita" (ou à esquerda) para alertar que ia passar rente a alguma coisa.

Só bem tarde da noite, com as ruas vazias, eles andavam em velocidade, à 9 pontos !!


Em 5/08/2008, às 18:07:22, Helio Ribeiro disse:
Eu comecei a andar de bonde sozinho quando entrei para o Colégio Pedro II, seção Maracanã, aos 12 anos de idade (em 1959). Pegava o 60 - Muda x Marquês de Abrantes. Eu era baixinho (ainda sou) e meu sonho era andar no estribo. Um dia tomei coragem e fiz isso. Senti-me o máximo! Depois ensaiei saltar do bonde andando, inclusive de costas, mas sempre a baixíssima velocidade. Tenho pavor de me machucar.
Uma vez saltei de costas perto do entroncamento da av. Presidente Vargas com a av. Passos. Corria o ano de 1964 e o bonde era o 68 - Uruguai x Engenho Novo. Eu estudava no Pedro II da Marechal Floriano. Ouvi um "ohhh!" dos passageiros quando saltei. Logo a seguir, uma freada. Um Aero-Willys que estava mudando de faixa quase me atropelou.
Minha mãe nunca soube dessas proezas.
Em 5/08/2008, às 19:57:21, Jaime Moraes disse:
Nada mais carioca do que o bonde !!!
Em 5/08/2008, às 21:48:24, Tumminelli | fotolog disse:

Minha mãe fala dos bondes constantemente.

Era usuária das linhas 12 e 13.

:-)
Em 5/08/2008, às 23:28:52, Beatrice Portinari disse:

Poucas vezes passeei de bonde (para mim era um passeio) e tenho na memória o que pegava com minha mãe na Rua São Clemente em direção ao Jardim Botânico. Tenho também na memória, o acordar com seu barulho típico. Era a manhã se anunciando e hora de acordar para ir para o colégio. Como eu ainda não sabia ler as horas o bonde era o meu relógio.
Em 5/08/2008, às 23:49:13, JBAN disse:

Ai que vontade de andar de bonde.


Em 6/08/2008, às 17:01:03, Roberto Fróes | e-mail disse:
Eu morava em Copacabana, na rua Xavier da Silveira, e estudava no Colégio Pedro II do Largo dos Leões. Ia para as aulas de lotação, pois estava sempre atrasado, e voltava de bonde, pois era muito mais barato! (grátis, pois eu NUNCA pagava o bonde...). Quando o cobrador ia chegando, eu e minha turma saltavamos mesmo com ele andando. Quando saía, subiamos de novo. Até que não desse mais. Aí era só esperar o próximo e repetir a dose. A maioria dos cobradores não nos incomodava mais, pois já nos conhecia, e sabia que não iria conseguir cobrar mesmo... mas nós não incomodavamos ninguém...
Antes disso, no tempo do jardim de infância (hoje escola municipal Cicero Pena) na Av. Atlantica, esquina de Rua Republica do Peru, ia para lá de bonde. Na volta, minha avó mandava escolher: Voltar de bonde (pela contra-mão da Av. Copacabana), comprar pirulito ou comprar gibi de figurinhas. Era tudo o mesmo preço, 1 Cruzeiro.
Recentemente fui a Santa Teresa especialmente para andar de bonde (bem menores que os outros). Fui assaltado. Tempos bicudos...
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