Segundo Fuster (2003), memória é uma função fundamentalmente associativa. O processo biofísico básico na raiz da formação de memórias é a modulação da transmissão de informações via sinapse (Hebb, 1949; Kandel, 1991), como resultado de associações temporais de inputs nas células (fenômeno chamado “convergência sincrônica” – Fuster, 2003, p. 113).
A formação destas redes de memória ocorre sob o controle funcional de estruturas límbicas (essencialmente o hipocampo). De acordo com esse autor, a amígdala, uma outra estrutura do sistema límbico, que é a “avaliadora” do valor afetivo e motivacional do estímulo, provavelmente também desempenha um papel na consolidação de memórias, embora o possível mecanismo subjacente a este papel ainda permaneça desconhecido.
Para saber mais, leia:
FUSTER JM, Cortex and mind – unifying cognition. New York: Oxford University Press, 2003.
Foto retirada de: http://www.neuroscience.cam.ac.uk; a imagem do cavalo-marinho é por vezes associada ao hipocampo, pela forma anatômica desta estrutura do SNC.