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Psicobiologia do medo e da ansiedade

Postado por Vitor de Castro em 18/01/2007 12:09

As máquinas de Ensinar de Skinner e os Computadores
Skinner também se debruçou nos problemas do sistema educacional americano. Na década de 50 havia uma grande pressão pública pela melhoria da qualidade do ensino, devido à guerra fria e a competição com os russos pela exploração do espaço. Além disso, havia também um número muito grande de alunos e poucos professores disponíveis.

Imagine um professor de matemática “A”. Ele explica sua matéria para uma turma de alunos. Alguns têm maior facilidade de entenderem os conceitos, enquanto outros ficarão frustrados por não terem tal facilidade. Na hora da prova a situação se repete. Os alunos com maior facilidade passam sem problema, enquanto os outros se frustrarão novamente, com a reprovação. O ideal seria um professor “B”. Ele daria a matéria de acordo com o ritmo de cada aluno, fornecendo um feedback imediato (de reforço positivo) para cada aluno.

As máquinas de ensinar de Skinner funcionavam como o professor “B”. Eram artefatos automáticos que davam a matéria de acordo com o ritmo do aluno, interrogando-o para encontrar falhas na compreensão e fornecendo feedback imediato. Segundo Skinner “a boa instrução exige duas coisas: os alunos devem ser informados no mesmo instante se é certo ou errado o que fazem e, quando certos, devem ser orientados para o passo seguinte”. (Schultz & Schultz, 1992)

As máquinas de Ensinar de Skinner foram precursoras dos modernos computadores e o sistema on-line de ensino. Com os modernos pacotes de softwares estamos muito próximos de alcançar o ideal proposto por Skinner. Na figura de hoje podemos observar uma aluna utilizando a máquina de Ensinar.


Referência:

Schultz D.P., Schultz S.E., História da Psicologia Moderna. Cultrix, São Paulo, 1992.

Myers, David. Introdução à Psicologia Geral. Rio de Janeiro, 1999. LTC



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