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Postado por Arteiro2 em 08/03/2006 14:49

Eu escrevi num momento filosófico... Deem a opinião de vocês!
O Soneto do Pássaro

Bela Rosa nasce em meu jardim
Chama o pássaro que nela pousou
Pássaro negro que plantou em mim
Semente, sonho que realizou

Negro pássaro vem me visitar
Traz-me um pouquinho do seu sabor
E quando vier, ouvirei cantar
A música doce do nosso amor

Poema cantado em versos mil
Q´o meu homem vil se pôs a compor!
“Deixa-me ser o teu homem viril”

Pássaro! Em homem se transformou
Quando vi q´a boca pra mim sorriu
Mexeu os lábios suaves, beijou!


A História do Pássaro:

O soneto conta a história de dois homens que se apaixonam: o “eu-lírico” e o “homem que passa” metaforizado da figura do pássaro.

O eu-lírico do poema possui uma roseira em seu jardim e, certo dia, vê que as rosas atraem a atenção de um homem que passa. Uma rosa bela que nasce no jardim prende a atenção do homem por um tempo e ele fica observando-a longamente. O eu-lírico compara a figura do homem como um pássaro negro: alguém livre no vento, apaixonado por flores e, ao mesmo tempo, misterioso. O eu-lírico apaixona-se pelo homem e essa idéia está implícita na idéia de que o pássaro – responsável natural por espalhar o pólem das flores – planta no eu-lírico uma semente de sonho que realizou (semente de um amor que mais tarde se realizará).

Regularmente, o homem visita o jardim do eu-lírico para admirar as rosas de seu jardim e, a cada visita, o eu-lírico se sente mais atraido pelo homem uma vez que a beleza dele é tanta, que o eu-lírico pode sentir o seu “sabor” (A idéia de sabor personifica o “desejo de sentir o gosto”). Nos próximos dois versos, o eu-lírico fala de uma canção. Quando visita as “flores do jardim”, o homem sempre canta uma bela música que o eu-lírico diz ser a música do amor deles.

O poema cantado pelo homem, é escrito em mil versos e o primeiro deles é “deixa-me ser o seu homem viril!”, que o próprio eu-lírico transcreve no fim da terceira estrofe. Na verdade, esse verso tem duplo sentido: pode ser um verso da música que o homem canta ou um apelo feito pelo eu-lírico ao seu homem. Mas então vem a surpresa final: o eu-lírico descobre que o homem sabia de sua existência e que também o ama! Para ele, essa descoberta é, metaforicamente, a transformação do pássaro (homem livre, misterioso, idealizado) em homem. E depois o eu-lírico conta como foi a descoberta: o homem sorri para ele e o beija!



Comentários (5):

Em 8/03/2006, às 14:53:30, Camila disse:
Eu ameeeeeeeei esse soneto!!
É daquele tipo de soneto que você lê, e no final seu coração voa, sabe? Finais felizes sempre me deixam assim ^^
Lindo, lindo!! =D

Beijão! =***
Em 8/03/2006, às 19:33:30, Alessandra | e-mail disse:
Com certeza, ele traduz toda a sensibilidade do autor! Espero que escreva sempre mais, tão bons como esse! Um beijo!!
Em 10/03/2006, às 01:16:57, Mah disse:
fiko mto legal!!
mas fala serio..tem ki gosta mto de escreve pa fikando viajando desse jeito..xD..eu naum tenho tanta imaginação..o.o'..xD
bjus
Em 13/03/2006, às 13:19:16, Mah disse:
Gente..tá todo mundo tão sumido!!
Vamo combina de sai de novo!
Só ki dessa vez com TODO mundo!!!
vamo combina certo?o.o
bjuss
Em 17/03/2006, às 12:15:27, Pozinha | página pessoal disse:
vc morreu?
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