
Postado por Lucas Ed. em 25/10/2008 11:42
"O c* do mundo, este nosso sítio"
Pra falar dos heróis que vestem a bandeira nacional, abro o post com esse verso (polêmico, de certo) do velho Caetano Veloso. A música é "C* do mundo", e faz parte do belo disco "Circuladô", de 1991. Depois fiquei pensando se o c* do mundo seria o nosso Brasil ou só a Bahia. Daí concluí que não faz diferença, uma vez que como diz Moraes Moreira, "Bahia é Brasil também".
Enfim, escolhi o trecho à revelia. Não acho que a gente viva no "c* do mundo", apesar de que o povo daqui muitas vezes se comportar como vocês sabem o quê.
Deixa pra lá.
Então, tá rolando, depois de um looongo e tenebroso inverno, uma semana do personagem! Tem gente que lembra, outros têm só uma vaga lembrança do que seja uma SdP. Enfim: é quando muita gente desenha um mesmo personagem e/ou tema. Nosso caso agora é o segundo, e o tema são heróis que vestem o pavilhão verde-louro do nosso país. Como eu tenho um também, achei interessante participar, até como pretexto para comentar meia dúzia de coisas.
O herói acima é o Zumbi. Zumbi é um professor de biologia que, quando na faculdade ainda, se perdeu fazendo uma pesquisa no Pantanal e, tendo encontrado um grupo estranho de criaturas, tornou-se o quinto a envergar a função de protetor e símbolo do país. Imediatamente antes dele tivemos Maria Quitéria (a única mulher a ocupar o cargo, morta em combate), e Alferes, ainda vivo mas desaparecido. Das estranhas criaturas, Ricardo (o Zumbi, pombas) recebeu o poder da super-força o que, aliada à seu domínio da capoeira, fazem dele um sujeito difícil de derrubar! Provavelmente ele possui ainda outros poderes que desconhece, mas só o tempo dirá.
Mas o que eu queria comentar é de outra ordem, por isso a postagem. Hão de perceber minha ausência dessas paragens: tenho visto os flogs dos artistas que cujo trabalho me provoca, ainda que sem comentar ou postar aqui. Isso se dá por dois motivos: 1) uma questão "ideológica" e 2) eu anda muito ocupado, faculdade, estágios, trabalho... E estou estudando mais o desenho. Estudando mesmo.
Da questão ideológica é bom falar neste momento. Me afastei (e pretendo continuar) por conta de um espírito de caça às bruxas que por vezes pinta, de não se poder gostar de nada que é de fora, de que o nosso é sempre melhor (mesmo o lixo!) só porque é nosso. Não concordo e morro sem concordar. O que é bom não tem carimbo de embaixada. Simples assim.
Outro ponto é um afã de se criar ídolos, de endeusar alguém e não admitir o pensamento diverso. Isso é absurdo, tanto mais absurdo quando falamos de arte. Mas é claro, eu não entro na Universal do Reino de Deus para exaltar o Candomblé (ainda que o inverso não seja muito verdade). Daí que eu prefiro sair e me manter do lado de fora, onde eu posso exaltar o Babalaorixá que quiser e, na mesma medida, exaltar também o Pastor que achar que mereça. Assim, faço a louvação apenas do que deve ser louvado, como diz a canção do Gilberto Gil com o Torquato Neto.
É isso.
Como diz um amigo meu, "até o fim dos tempos"!
Comentários (1):
Em 19/11/1973, às 12:40:40,
paulo peroba
disse:
Todos tem o direito de opinar, é isso aí irmão. Valeu pela força e tamos aí pro que der e vier. "Até o fim dos tempos".