Postado por Rafael D'Oxossi em 20/05/2006 18:20
festa de preto velho
Negro rei
O negro foi rei, foi soberano,
Feroz caçador, grande guerreiro,
Na terra natal, solo africano,
Exímio artesão e feiticeiro,
Até que com bota a meio-cano,
Chegou o invasor aventureiro,
Navio negreiro no oceano,
O negro se foi pro cativeiro.
Foi preso na argola da senzala
Com marca de dono a ferro quente,
Porém cada vez que o açoite estala
O negro só fica mais valente.
Encara punhal, chicote e bala,
Zumbi dos Palmares vai na frente,
E ao som do tambor que não se cala
A espada de Ogum quebra a corrente.
A lei da Princesa acaba a guerra,
Mas livre ele fica no abandono,
Primeiro trabalhador sem terrra
Já que toda a vida foi colono.
Mas, como em Palmares, lá na serra,
Não tem mais feitor, não tem mais dono,
E a história do negro não se encerra
Pois quem já foi rei não perde o trono
Comentários (1):
Em 20/05/2006, às 22:13:59,
ViKa
|
fotolog
disse:
.
Lindo esse poema
"... preso na argola da senzala
com marca de dono a ferro quente.. "
realidade cruel e triste :(
vou ver a proxima ;)
e não puxe a minha orelha por eu estar comentando em todas ;)