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ONG ANIDA_Pelos Direitos dos Animais

Postado por Andréa Lambert em 30/12/2005 22:02

Maus tratos em circos com animais - Crime Ambiental
Foto: elefantes acorrentados no Circo Garcia

Triste espetáculo
http://www.jcnet.com.br/busca/busca_detalhe2004.php?codigoB131

A lei bauruense número 4.836/02, que vedava a concessão de
alvará municipal a companhias circenses que utilizam animais em seus
espetáculos, foi recentemente mutilada com o inusitado advento da lei
número 5.117/04, cuja redação prejudicou a essência do texto
legislativo anterior. Isso merece uma cuidadosa reflexão, porque em
nosso País muita gente ainda acredita que a exibição de animais em
circos constitui legítima manifestação cultural. Vale lembrar, porém,
que a Constituição Federal de 1988 vedou a submissão de animais a
atos de crueldade (artigo 225 parágrafo 1.º, inciso VII), mandamento
este adotado pelo legislador ambiental ao considerar crime ambiental
a prática de abuso e maus-tratos para com animais (artigo 32 da Lei
9.605/98).

Afora as restrições de ordem jurídica, outras de natureza moral
precisam ser mencionadas. Afinal, o que representa um circo com
animais senão o palco em que se proclama o domínio humano sobre as
demais espécies? É preciso que a sociedade saiba que um picadeiro com
bichos escravizados não é cenário de alegria ou de pureza infantil,
mas de violência.

Há séculos que os animais vêm servindo aos mais diversificados
interesses humanos, sobretudo naquelas atividades tidas como lúdicas
ou culturais. Tal fato é uma das conseqüências psicológicas
reafirmadoras da lei do mais forte. Após as guerras de conquista, em
tempos idos, soldados vitoriosos costumavam exibir não apenas seus
escravos aprisionados durante os combates, mas também os bichos
exóticos capturados em terras distantes. As iniciais demonstrações de
habilidade humana nos jogos olímpicos gregos e nos anfiteatros do
Império Romano foram desvirtuadas com as provas de força e
subjugação, que traziam em si um novo componente: o sadismo. É o que
se deu no famoso Coliseu de Roma, no início da era cristã, com a
promoção de combates entre feras e gladiadores. Durante o governo do
imperador Nero, entre 54 a 68 d.C., esses espetáculos tornaram-se
ainda mais sangrentos, com a matança cruel de milhares de homens e de
animais.

O costume de aprisionar e de exibir animais selvagens e
exóticos, à guisa de troféus, também é conseqüência da política
imperialista de expansão dos territórios, desencadeada no século 16.
Muitos bichos cativos, quando não negociados com colecionadores
particulares, eram exibidos publicamente por grupos mambembes ou,
então, submetidos a terríveis processos de adestramento
(espancamentos, sangrias, choques, pauladas e torturas psicológicas).
Os circos que utilizam animais em seus espetáculos representam, ainda
hoje, uma das vertentes desse cenário de opressão.

No mundo do circo, porém, os animais têm a natureza
vilipendiada. Transformados em mercadoria de troca ou propriedade
particular, tornam-se eles fantoches de uma triste comédia. O
aprendizado de seu número é induzido pela ameaça de punições e por
castigos físicos. Isso faz com que eles obedeçam ao comando do
domador, que se anuncia pelo estalo da chibata. Assim, tigres saltam
em meio a argolas de fogo, ursos pedalam bicicletas, chimpanzés
dançam com roupas femininas, elefantes sentam em banquetas, leões se
curvam resignados. Tamanho abuso não se limita aos picadeiros ou aos
treinos, mas envolve as contínuas viagens das companhias itinerantes,
sob chuva e sol, calor e frio, atravessando estradas adversas e
desconhecidas. O aplauso do público, ao fim de cada apresentação
deles, representa, na realidade, um inconsciente estímulo à
insensibilidade humana.



Comentários (2):

Em 30/12/2005, às 22:03:56, Andréa Lambert | fotolog disse:
continuação:

A proposta de um circo sem animais, que encontra boa aceitação
entre as crianças, vem ganhando adeptos no mundo inteiro. Afinal, os
espetáculos circenses podem ser muito bonitos, desde que se atenham
às demonstrações de destreza dos malabaristas e acrobatas, à graça
dos palhaços e das dançarinas, à criatividade de seus músicos e
artistas, isso tudo sem a necessidade de utilizar animais. Triste
saber, todavia, que a lei n.º 4.836/02 sucumbiu pouco antes da vinda,
a Bauru, de um circo repleto de animais silvestres, exóticos e
domésticos, fazendo-se perder o que referido diploma legal tinha de
mais avançado. que isso possa ensejar reflexão nas pessoas, às
vésperas do Dia Internacional dos Animais.

O autor, Laerte Fernando Levai, é promotor de Justiça em São
José dos Campos/SP


Em 30/12/2005, às 22:08:28, ZHEEL | fotolog disse:
OI GALERA BACANA.....

Faço cover do Chiclete com Banana, porque sou fã desta banda desde antes de assumir esta posição. O Chiclete, fez e faz por onde merecer o respeito e o carinho de todos, pois tem um compromisso muito grande com a paz e com a alegria, e conduz seu trabalho com uma responsabilidade que serve de exemplo não só para mim “Zheel cover do chiclete”, como também para outros seguimentos artísticos que almejam sucesso.

Levo o som do chiclete com muito amor e carinho, e agradeço a Deus por me dá a possibilidade e oportunidade para isso. Agradeço também ao grupo Chiclete com Banana (Bell Marques, Wadinho, Valtinho, Denis e Wilson Marques) por nunca ter contrariado esse trabalho, e agradeço também ao público que comparece aos nossos Shows somando e compartilhando da nossa alegria.

QUERIA LHES CONVIDAR P/ CONHECER UM POUCO NOSSO TRABALHO E FOTOS DE SHOWS EN:
www.fotolog.terra.com.br/coverdochiclete
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desejo muita paz a todos; independente do stilo músical q curte.

Muito obrigado... Muito obrigado... Muito obrigado...
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estou no orkut assim "zheel barbosa

FELIZ ANO NOVO!!!
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