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Postado por antonio ozai em 14/01/2008 00:43
Goya: "O sono da razão produz monstros"
Interpretação de Sergio Paulo Rouanet:
“A coruja tirânica que quer impor sua vontade ao artista é a razão narcísica do hiper-racionalismo. Os morcegos são as larvas e os fantasmas do irracionalismo. Dois animais deficitários, truncados. O morcego tem uma audição aguda, mas é cego. A coruja enxerga de noite, mas não de dia. Falta um terceiro animal na zoologia de Goya, mais completo. Não, não falta. Ele está no canto direito, enorme, olhando fixamente o espectador. É um gato. O gato ouve tudo e tem uma visão diurna e noturna. Sabe dormir e sabe estar acordado. E sabe relacionar-se com o Outro, sem arrogância, ao contrário do seu primo selvagem, o tigre, e sem servilismo, ao contrário do seu inimigo domestico, o cão. É a perfeita alegoria da razão dialógica, da razão que despertou do seu sonho, é atenta a todos os sons e todas as imagens, tanto do mundo de vigília como do mundo onírico, e conversa democraticamente com todas as figuras do Outro, sem insolência e sem humildade” (ROUANET, Sergio Paulo. A Deusa Razão. In: NOVAES, Adauto (Org.) A Crise da Razão. São Paulo: Companhia das Letras; Brasília, DF: Ministério da Cultura; Rio de Janeiro: Fundação Nacional de Arte, 1996, pp. 298-299)
Comentários (3):
Em 15/01/2008, às 00:33:27,
Abel Sidney
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e-mail
disse:
O nosso inquieto e produtivo Ozaí sempre inventando modos velhos (fotolog já não é tão novidade assim!!) para dar tratamento novo a questões que vão permanecendo, inquietando e por vezes atormentando o homem...
Bacana a idéia de utilizar o fotolog (cujo uso é sobejamente depreciado) para se debater temas que exigem um pouco mais que a atenção descontraída e superficial de um passeio por entre hipertextos...
Quanto à ilustração e à interpretação competente do Rouanet, não cabe comentário! Degustar imagem e texto, neste contexto, é mais proveitoso.
Vadiagem melhor não há!
Em 15/01/2008, às 13:35:10,
Ângelo Cavalcante
disse:
Ozaí é um agitador na melhor acepção do termo.
Alinha-se às mais autênticas, originais e necessárias tradições da filosofia do conhecimento para racionalizar a razão, pensar o pensamento, fomentar inspirações e, quem sabe, contribuir com o surgimento de um homem novo.
Agora me digam... O que seria da academia sem os maravilhosos agitadores?
Vivas para os agitadores!!!
Em 22/05/2009, às 13:20:42,
Neide pessoa
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página pessoal
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disse:
Concordando com Ãngelo,
deixo expressa minha admiração pelo trabalho de esclarcer consciências
que pessoas como o Professor Ozaí
fazem.
A palavra cai na pedra ou em terra fértil.
Viva!