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REAL PERIFERIA

Postado por Priscila Chaves em 07/02/2008 09:10

HIP HOP
Música rap do Brasil
Nos últimos 10 anos a música rap nacional amadureceu saindo do batidão clássico e enveredando-se nos caminhos do samba, funk, soul, jazz, rock.
Alguns DJs destacaram-se pela qualidade do instrumental produzido, surgiram bandas de rap com instrumental feito ao vivo. MC’s destacaram-se pelo jeito diferente de rimar, fugindo do lugar-comum que são os relatos da convivência com a criminalidade (não que isso seja ruim ou tenha desaparecido, muito pelo contrário).
Você ainda acha que rap é música de bandido? Então leia e aprenda um pouco mais sobre o movimento hip-hop.
Os quatro elementos
Pra começar, esqueça essa divisão criada pelos playboys que "hip-hop" é rap norte-americano e "rap" é rap brasileiro. Tudo errado, a divisão não é essa.
O movimento, ou cultura, hip-hop divide-se em quatro elementos:
Grafiteiro
Domina os sprays, canetões, rolinhos e outros métodos de pintura pra fazer sua arte, o grafite (graffiti).
MC
Domina as rimas feitas antes ou na hora do show, este último conhecido como freestyle ou improvisação.
B-Boy
Domina a dança, foot works, movimentos de chão, acrobacias, poping and locking, e tudo mais pra se expressar com o break.
DJ
Domina os toca-discos, pra ser respeitado na banca tem que tocar com vinil até aceita-se o uso parafernálias modernas como laptops e MD’s, mas têm que ser aliados dos vinis. Como diz o De Leve: ir pra boite ouvir DJ de CD que toca Ja Rule me enoja.
Pronto, a divisão clássica é essa, mas se você quiser, podemos definir uma festa hip-hop como:
O DJ toca um som bem loco, o MC rima sobre a base (tendo letra pronta ou não), com isso temos a música rap. O B-Boy dança na roda de break no meio da galera e o grafiteiro faz sua arte nos muros, nas paredes do local da festa ou em cima do palco mesmo, em painéis colocados especialmente



Comentários (5):

Em 7/02/2008, às 10:43:43, Afro-Break | página pessoal | e-mail disse:
Hoje o RAP no Brasil vem se modificando, pessoas passaram a estudar, e fazer rimas com instrumentos ao vivo muito mais original, usando nossas raízes Brasileiras, alguns tem visão pequena e acha que o Brasil é o USA.
O HIP-HOP evolui como a dança e o grafite e tudo que se manifesta na cultura urbana.....
Em 7/02/2008, às 12:19:49, Márcio | fotolog disse:
Obrigado pelo convite, gostei muito da idéia do teu flog. Idéias coerentes e um texto bem escrito com algo a dizer. Já virou favorito.
Em 7/02/2008, às 13:24:00, Projeto Vídeo Vinil disse:
Parabéns pela iniciativa, desejamos muita sorte nesta empreitada, e que os objetivos, sejam alcançados.
DVD / CD do Projeto já tá nas ruas.
Projeto Vídeo Vinil,
Luiz Lobato
Em 7/02/2008, às 17:54:42, projeto arte para cidadania | página pessoal | e-mail disse:


Real Periferia!!!!

isso mesmo,união e consciência...

http://www.arteparacidadania.blogspot.com/
Em 20/02/2008, às 11:48:33, Refletindo um pouco disse:
Nesses anos o movimento cresceu, se expandiu. O que antes era considerado "coisa de bandido" - por que pra elite na periferia só tem bandido, passou a penetrar em outras classes sociais, mesmo que as vezes só por modinha. "Seu filho quer ser preto... ah que ironia". E o que aconteceu? Um monte de balada hip hop na Vila Madalena, Vila Olímpia, Itaim. Vc chegava lá e só tinha branco. Aliás, vc só podia entrar lá porque alguém conseguiu te botar pra dentro (sem sacanagem, hahaha).
Não podemos deixar que aconteça com o hip hop o que aconteceu com as escolas de samba, com os blocos afro, enfim com tudo que é do povo - negro principalmente. Temos que resistir!!! O Rap hoje expandiu as temáticas de suas rimas, porém não pode deixar de falar de si, do povo oprimido da periferia, não só de suas dores, mas seus amores, suas ambições, seus sonhos, suas alegrias, sua poesia... Estudar não é ler dicionário! Atenção! Tem gente por aí banalizando o que é nosso!
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