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Rio Hoje

Categoria: Bairros e Cidades
Postado por Rafael Netto em 23/04/2006 20:54

Placas de esquina - Rio, São Paulo e Belo Horizonte
Rio - Copacabana, 21/08/2005
São Paulo - Pinheiros, 12/04/2006
Belo Horizonte - Grajaú, 20/03/2006

Ano passado este assunto foi tocado aqui no Fotolog:
http://fotolog.terra.com.br/rafael_netto:32

Como foi dito naquele post, as placas atuais com nomes de ruas, colocadas nas esquinas, foram adotadas no Rio no final dos anos 70. Antes delas, havia um outro modelo, da época do Estado da Guanabara, que já foi mostrado pelo Decourt:
http://www.fotolog.com/andredecourt/?pid=11919375

Na época, foi mencionado que as placas cariocas tinham o diferencial de serem iluminadas, ao contrário de outras como as de São Paulo e Belo Horizonte. Hoje apresentamos uma comparação entre as placas cariocas e as destas cidades.

O modelo paulistano tem mais ou menos a mesma idade do carioca. Hoje não tem iluminação, porém até meados dos anos 80, em alguns lugares da cidade, havia placas iluminadas com formato muito parecido com as da Guanabara, mas com a cor e a tipologia atual. As placas paulistanas não têm anúncios, por força de uma lei de poucos anos atrás. E nas grandes avenidas se adota um outro modelo, maior, com o nome das ruas em letras grandes. As placas de SP sempre tiveram o CEP, coisa que as cariocas só passaram a adotar recentemente.

Já o modelo de BH parece ser do final dos anos 80. Como no Rio, apresenta anúncios, mas em placas retangulares, ao contrário dos "pirulitos" cariocas. A placa que aparece na foto apresenta um detalhe bastante comum: está faltando a numeração das ruas, e aparece apenas o "a" no meio. O correto seria indicar assim: "350 a 400". Em Belo Horizonte, ao contrário das outras cidades, as placas que ficam presas nas paredes também apresentam em muitos locais a numeração da rua e pequenos anúncios.

Como são um veículo publicitário, as placas cariocas vêm sofrendo uma espécie de "mercantilismo" nos últimos tempos, sendo instaladas em muitos lugares sem nenhum motivo a não ser expor os anúncios. Este assunto será retomado em breve.



Comentários (10):

Em 23/04/2006, às 20:56:02, Rafael Netto | fotolog disse:
A propósito, a placa paulistana revela o lugar onde estou me escondendo na Grande Metrópole.
Em 23/04/2006, às 21:15:35, Celso Serqueira disse:

Ora,ora! Se este prédio aí atrás está na Faria Lima, provavelmente foi onde trabalhei, no último andar (um banco de investimentos). Banho de piscina na Hebraica, almoço no Iguatemi, que vidão, hein, Rafael? Desse jeito você não vai querer voltar para os braços da Rosinha nunca mais.

Genial a comparação das placas, merece mesmo um prosseguimento mais aprofundado. Abraço!
Em 23/04/2006, às 21:25:53, Luiz D' | página pessoal disse:
Embora o André ache que era uma "gaiatice" da turma da Miguel Lemos, acho que o poste indicativo das ruas em http://fotolog.terra.com.br/luizd:51 existiu de fato.
Em 23/04/2006, às 21:42:11, Rafael Netto | fotolog disse:
Só digo que as hipóteses do Celso estão entusiasmadas demais...

Meu trabalho é na Lapa, bem distante dali, com vista para o ferro-velho da RFFSA.
Em 23/04/2006, às 21:56:54, Milu | fotolog disse:
Em São Paulo vi umas placas grandes, no meio da rua, que indicam os cruzamentos.
Não está escrito Alameda Santos, só Santos, Paulista...
Já fui a SP duas vezes este ano.
Em 23/04/2006, às 22:51:39, Rafael Netto | fotolog disse:
Ah é, toda rua que tem algum movimento tem um poste em cada esquina indicando a rua que está cruzando. Isso evita o motorista ter que ficar procurando o nome na placa.

Aqui no Rio tentaram fazer algo parecido, começando pelo Leme, mas não foi além de uma única placa na Princesa Isabel indicando a "V.Castro". Tem o Rio Cidade no Leblon, que é a melhor solução, combina essas plaquinhas iluminadas de esquina com a indicação dos cruzamentos de SP.
Em 24/04/2006, às 00:35:37, FlavioM | página pessoal disse:
Boa lembrança, Rafael.

Postei mais um exemplar da placa do Estado da Guanabara, para matar as saudades.
Em 24/04/2006, às 11:39:56, Roberto Tumminelli | página pessoal disse:

A mais pratica é a do Rio sem duvidas, mais visivel, se tiver com a luz fria funcionando, claro.

Ontem estive na Tijuca (!!!), tem umas placas dessas iguiais a de SP e de BH, quando tem, diga-se de passagem, e não da pra ver absolutamente nada, e eram 16hs.

:-))
Em 25/04/2006, às 00:03:36, FlavioM | página pessoal disse:
Só agora vi o link para aquela placa da Miguel Lemos. Pode ser que ali tenha alguma "gaiatice", pela distância do poste em relação ao meio-fio. Mas que aquele padrão de poste-e-placa existia, disso eu me lembro bem. Aquela pequena plaquinha oval no ângulo entre as placas tinha a logomarca PDF, da Pref. do DF. Talvez tenha sido substituída pela logomarca do Est. da Guanabara. Não tenho certeza.

E os ESPELHOS do início dos 70? Alguém tem fotos?
Em 25/04/2006, às 03:16:02, FlavioM | página pessoal disse:
Rafael

Repito aqui o comentário que postei no "Saudades do Rio":

O Rafael Netto, em seu comentário, mencionou "aquela curva medonha em frente à Oswaldo Cruz". O traçado é, provavelmente, quase o mesmo que o da Parkway. Alguma mudança foi feita, porque, hoje são 4 faixas nas 2 pistas.

Mas o mais interessante é a seguinte pequena estória: na época do aterro (este último, início dos 60), os engenheiros tinham calculado e previsto a supereleveção (elevação do lado externo da pista em relação ao lado interno), dentro da conceituação técnica para um tráfego a 80 km/h. Mas a chefe das obras (era uma mulher, sim - não vai aqui nenhum preconceito) não aceitou, alegando que a superelevação induziria a um aumento da velocidade. E valeu a palavra da chefe! (e assim ficou até hoje...)
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