CEARÁ: ARTESANATO NA MODA Peças artesanais feitas no tear foram incorporados às roupas da coleção do estilista Mark Greiner apresentadas no Dragão Fashion (Foto: Gustavo Pellizzon)
Fortaleza. A incorporação do artesanato à moda é algo que precede à civilização de fato. Desde o uso do couro na vestimenta do homem pré-histórico às sultuosas vestes sobrepostas de bordados do Renascimento, o artesanato está presente.
A arte que foi relegada a segundo plano com a industrialização, volta com força total na pós-modernidade. Uma espécie de revival do artesanato na moda. Para a estilista e professora do curso de Estilismo e Moda da UFC, Iara Braga, o artesanato é um valor agregado às roupas. “Isso muito bom”.
O risco, agora, é com a imposição de designs ao produto artesanal, colocando-o à mercê da indústria de produção em série. Iara acredita que o movimento da relação entre artesanato e moda deve seguir na direção inversa da que muitas empresas vêm adotando.
Há algum tempo, algumas empresas optam por buscar direto na fonte o detalhe artesanal que procuram. “O lado ruim dessa relação é quando o designer impõe uma peça piloto que passa a ser confeccionada em série pelos artesãos”, diz a estilista. Isso acaba distorcendo o princípio essencial do artesanato, o diferencial das peças únicas. Para Iara, o interessante era que acontecesse o inverso, os designers projetassem suas coleções baseados no que os artesãos têm e podem lhe oferecer.
A estilista e professora de História da Moda da Faculdade Católica do Ceará, Maria de Jesus Medeiros, acredita que a valorização e essência exclusiva das peças artesanais ainda é possível, apesar da produção em série. Segundo ela, “a moda se tornou elemento da relação entre artesanato e industrialização”. Couro, miçangas, bordados e rendas são algumas das peças na confecção.
Segundo Maria, a cada estação esse uso é reinventado. Ela conta que essa relação moda e o artesanato foi resgatada na década de 1960, com os hippies, e não saiu de voga desde então.
Apesar do crescimento na produção de peças que incorporam o artesanato na indústria, garante que não se pode considerar ainda uma produção em série dos artesãos. Segundo ela, hoje, a mesmice da industrialização saturou. Ainda assim, para ela, o intercâmbio de experiências entre artesão e designer não deixa de ser necessário. (C.V.)
Em 7/01/2007, às 13:39:56,
angelica
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disse:
Parabens rede Ceara
espero a vista suas pra ver meu foclore
hoje
Beijos da Angelica
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