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Rede Ceará

Postado por Rede Ceará em 11/01/2007 09:57

CEARÁ: MERCADO PROMISSOR PARA O MEL
Produtores de mel, em Limoeiro do Norte, estão otimistas com a possibilidade de ampliação do mercado

Limoeiro do Norte. O Ceará é o 2º maior exportador de mel do País e a perspectiva para 2007 é de incremento na produção. Pequenos e grandes produtores aguardam otimistas as vendas para o mercado internacional. A esperança se deu após reunião de apicultores de diversos municípios com o empresário alemão Gerrit Lang, o maior comprador europeu do mel cearense. Ele esteve na última terça-feira em Limoeiro do Norte, onde proferiu palestra, mostrando aos produtores locais as técnicas utilizadas pelo padrão de qualidade dos países europeus.

Mas o principal objetivo da visita de Gerrit era mesmo conhecer de perto o manejo da criação de abelhas. Esteve reunido com produtores de 16 municípios do Ceará e Rio Grande do Norte. Disse ter ficado impressionado com a tecnologia utilizada no trabalho – os produtores são apoiados e capacitados pela Faculdade Centro de Ensino Tecnológico (Centec). O mel nordestino é considerado da melhor qualidade no mercado internacional. A produção em caatinga é ausente de resíduos tóxicos e antibióticos.

Para o professor Afonso Odério, diretor do Centec e um dos principais apicultores do Vale do Jaguaribe, “a visita de Gerrit Lang trouxe aos produtores uma visão muito precisa das exigências de qualidade do mercado europeu. Não é o sabor, o grande diferencial do nosso mel é ser orgânico, livre de resíduos tóxicos, saudável”.

Somente o Baixo e Médio Jaguaribe têm cerca de 600 produtores, a maioria de pequenos apicultores. No Apiário Altamira, de sua propriedade, em Limoeiro do Norte, Afonso Odério trabalha com outros 90 pequenos produtores.

A empresa Walter Lang, que leva o nome do pai de Gerrit, é responsável por 20% do mel no mercado europeu. Ele queria ver como os cearenses estão criando as abelhas e extraindo o mel. Ao contrário do Brasil, a Alemanha e demais países europeus utilizam, com mais freqüência, o mel no cardápio cotidiano – cerca de 1,5kg por pessoa/ano, contra a média de 60 gramas de consumo do brasileiro por ano. “Um dos problemas é que, aqui, o mel acaba sendo mais consumido somente como adjacente medicinal”, explica o produtor paranaense Wigbert Weber, o primeiro exportador de mel brasileiro para a Europa.

Africanizadas

Nos últimos meses, o principal destino do mel cearense tem sido Estados Unidos, seguido de Canadá e Japão. A perspectiva é de que entre abril e maio deste ano uma comitiva de empresários europeus retorne ao Brasil para decidir sobre uma possível retomada da compra do mel nacional.

As abelhas chegaram ao Brasil em 1956. As chamadas “africanizadas” representam, aproximadamente, 90% das abelhas existentes no País. Atualmente, o Brasil ocupa a 5ª posição no ranking mundial de exportação de mel e é o 11º maior produtor mundial.

Em diversos municípios do interior cearense, a criação de abelha vem sendo assumida como uma nova oportunidade de emprego e renda para os pequenos agricultores, interessados em ampliar o rendimento familiar.

Muitos deles estão se organizando por meio de cooperativas e associações, o que viabiliza a promoção de eventos de capacitação e maiores oportunidades de mercado.

O Sebrae, por meio do Projeto Apis, é um dos grandes incentivadores do setor.

MELQUIADES JÚNIOR
Colaborador

ENTREVISTA - GERRIT LANG*
´O cuidado dos brasileiros na produção do mel conta muito no exterior´

O que mais atrai no mel cearense para o mercado europeu?
O mel brasileiro é o único no mundo que não tem resíduos tóxicos nem antibióticos. Tem a “abelha africanizada”, que é mais resistente.

E o clima tem grande influência na criação de abelha e produção de seus derivados?
O Brasil tem o melhor clima para a criação de abelhas. E isto já conta muito.

*Empresário alemão

"Diário do Nordeste", 11/1/2007:

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=396576



Comentários (5):

Em 11/01/2007, às 11:58:18, Letícia disse:
Olá amigos!.
Estou em casa de novo! aproveitando o momento pra visitar alguns amigos especiais como você.
A UECE onde eu estudo e deveria ter me formado no final deste ano que passou, vive uma privatização camuflada.
Depois de 5 meses de greve [fora outras] sendo a universidade que paga o pior salário do país, após várias tentativas e uma negociação sofrida, o governo do estado não cumpre o prometido.
O governo pagou todas as outras categorias mas, os profissionais da área da saúde e da educação não receberam até hoje o seu salário.
Foi apenas um mero discurso...
Vivemos uma nova paralização pelo descumprimento do acordo.
Fico triste quando vejo estes profissionais adentrarem ao campus cabisbaixos pensando certamene como farão com tantos compromissos atrazados e sem perspectivas.
E o que fazer?
Beijos queridos e um bom dia.
Desculpem o meu desabafo.
Letícia Matos.
Em 5/03/2008, às 09:04:31, Moab Ribeiro | e-mail disse:
Sou tecnico do Instituto Sesemar, atuamos no território de Itapipoca regiao norte do estado, temos mel, como faço pra vender
Em 5/07/2008, às 04:18:52, F.Iraides A.dos Santos | página pessoal | e-mail disse:
Oi Leticia que bom ha muito penso tem colmeia aprender como se organisa.sou a favor do mel como alimento e medicamento.lute brigue estes governantes so fazem bla bla discurso na verdadedeixa a desejar.professores e projetos importantes ficam aquem...por exemplo girrasol por e pouco introduzido na alimentacao do pobre????????????as sementes de jerimun(abobora)e alimentoe absurdoooooo.um grande abraco Iraides
Em 9/09/2008, às 12:11:11, jorge freitas | e-mail disse:
olá, sou Portugues e estava interessado na importação do vosso mel, gostaria de saber preços para 24 toneladas de mel a granel, colocados em Portugal.
Em 11/11/2008, às 10:31:24, Joseph Augusto | e-mail disse:
Sou apicultou gostaria de trabalhar com quadros de plastico,onde posso encontra?
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