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Rod Apresenta: Super-Heróis Brasileiros do Cinema e da Tv

Postado por Rod em 23/02/2006 01:47

BACALHAU da GUINÉ
Se no Japão temos Godzilla e Montra, nos Estados Unidos da América do Norte King-Kong e Tubarão, na Escócia o Monstro do Lago Ness, no Brasil também temos um monstro terrível que na década de 70 aterrorizou o litoral paulista!

De Adriano Stuart. filmado em São Paulo, 1976.
Com Maurício do Valle, Hélio Souto, Marlene França, Helena Ramos, Dionísio Azevedo e Matilde Mastrangi.

De todas as paródias brasileiras a grandes sucessos de bilheteria dos anos 70, a mais lendária é sem dúvida a nossa recriação de Tubarão, batizada sarcasticamente de Bacalhau ou Bac´s - só para tirar uma onda com o título original do filme do Spielberg (Jaw´s).

Um monstro marinho espalha o pânico entre os moradores de uma pacata cidade do litoral paulista. Depois que uma série de cadáveres (ou melhor, esqueletos) são encontrados na praia, o prefeito decide reunir esforços e caçar (quer dizer, pescar) o bicho. Um oceanógrafo português consegue descobrir que o monstro é na verdade o terrível Bacalhau da Guiné...

O ator Adriano Stuart é diretor e roteirista de Bacalhau (Bac´s) e de muitos outros clássicos do cinema brasileiro, entre eles Kung Fu contra as bonecas, Os Trapalhões na guerra dos planetas, As aventuras de Mário Fofoca e Fofão – A nave sem rumo. Fotografia de J. Marreco e música de Beto Strada. O oceanógrafo português, chamado para resolver o problema, usa pedaços de discos da Amália Rodrigues para atrair a criatura marinha.

“Em diversas cenas do filme, aparece escrito na cauda do animal um incisivo made in Ribeirão Preto, cidade onde se localiza a firma de material náutico responsável pela construção da engenhoca, toda de fibra de vidro. “Apenas a cauda foi feita de cortiça, para uma mobilidade maior”, explicou um técnico. Na concepção inicial, alias, o bacalhau deveria ser movimentado por figurante Escondido no interior. “Só que ninguém teve coragem de permanecer lá dentro, devido à falta de ar”, comenta Adriano Stuart. “Mas até em uma superprodução como Tubarão o mecanismo eletrônico andou falhando. Por isso não me incomodo em dizer que o nosso peixe movimenta-se com finíssimos cabos de aço e fios de náilon”. Problemas mais grave enfrentou Stuart durante as filmagens. Ele e o mecânico bacalhau jamais chegaram a um entendimento harmonioso. Numa das sequências, por exemplo, o peixe deveria passar perto do barco de seus perseguidores. “Mas ele teimava em não obedecer ao comando. A certa altura, desisti de esperar, alterei o script, nadei até onde estava o bicho e matei o bacalhau a murros mesmo”. (Veja, 26/05/1976)


“O hábito que têm as platéias brasileiras de consumir filmes americanos as condiciona a achar “ruins” os filmes brasileiros. Estabelece-se uma inferioridade essencial do filme brasileiro em relação ao ideal americano. Na paródia, esta inferioridade é assumida, ela passa a contar pontos positivos. Há aí uma aparente atitude de independência: sou independente do tubarão, já que o mostro caricato, grotesco, degradado; assumo uma atitude crítica e agressiva diante do tubarão. A paródia funciona aí como agressão ao modelo superior. Mas, contraditoriamente, nesta aparente atitude de independência, está contida uma real atitude de dependência: porque a paródia coloca o original como modelo; mesmo degradado e porque degradado pela paródia, Tubarão é confirmado na sua posição de modelo pelo bacalhau, já que o que se assume e se torna espetáculo é precisamente a impossibilidade de fazer o espetáculo modelar. E a atitude de dependência também porque é justamente isto que os tubarões querem que os bacalhaus sejam inferiores e degradados. Sob a capa de uma atitude irreverente, crítica e agressiva, confirma-se a opressão do opressor e a inferioridade do “inferior”.” Jean-Claude Bernadet (Movimento, 23/08/1976)

parcialmente retirado de http://malditosfilmesbrasileiros.blogspot.com/



Comentários (1):

Em 23/02/2006, às 09:32:56, apreciador de gostosas disse:
http://fotolog.terra.com.br/maasantiago:38
cês já viram como tá gostosa essa velta aqui, legal toda.
http://fotolog.terra.com.br/maasantiago:38
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