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Saint Seiya - Bonecos, FanFics, FanArts, do mangá de 86 até o Next dimension

Postado por Diego Maryo em 03/08/2006 12:32

Renascer Dourado - Fran Briggs
RENASCER DOURADO


CAPÍTULO I


“Garotos Normais”


O barco rangia de forma anormal e ela não sabia se o som incomodava tanto ou se os quatro passageiros da embarcação rústica sentiam o ruído de uma maneira diferente graças ao desconforto que a viagem lhes causava. A única certeza que tinha era a de que o lugar parecia exatamente com tudo que ouvira falar a seu respeito, ao mesmo tempo em que se diferenciava de qualquer coisa que imaginara a respeito de tal domínio.

Levantou com delicadeza a comprida manga de sua vestimenta longa feita de um tecido tão leve, porém tão resistente que nunca poderia ter sido confeccionado por quaisquer mãos humanas... Sentiu um frio seco subir pelo seu braço nu e sem se deixar intimidar pela sensação sinistra, levou a mão até a superfície da água escura, pequeninas ondas em forma de anéis se formaram na ponta de seus dedos em contato com o líquido e se abriam em volta de sua mão, indo sumir a distância deixando o rio calmo novamente, como se nada pudesse quebrar sua tranqüilidade mórbida.

Ao longe, na outra margem, podia-se ouvir os gemidos e lamentações dos que nunca poderiam embarcar junto com Caronte para a margem oposta do rio, nem tampouco alcançar o imenso portão de acesso definitivo ao submundo.

O barqueiro esquelético e de olhos fundos, lançava olhares furtivos para os quatro que

carregava em seu pequeno barco. Seres incríveis aqueles, de aparência delicada e ao mesmo tempo tão poderosa, de expressões tão serenas, mas dotados de uma ira capaz de destruir mil vezes o universo caso contrariados.

Caronte encarou a garota com ar de repreensão, já havia se acostumado com esse tipo de visita, afinal o Senhor dono desse domínio fazia parte da família:

-- Não devia tocar nessas águas impuras! Vai sujar suas mãozinhas delicadas antes mesmo de se apresentar ao meu Senhor...

Um dos irmãos que não parecia inclinado a qualquer tipo de conversa, em pé ao lado do barqueiro respondeu sério, enquanto mais uma vez o frio seco do lugar arrepiava levemente os louros fios de seu cabelo:

-- Continue olhando para frente, criatura vulgar. Seus conselhos não nos interessa, assim como a visão desse seu rosto asqueroso.

Caronte continuou remando, agora olhando para frente, mas sem deixar de resmungar em alto e bom som:

-- Uns intrometidos, isso é que são! Nunca vi um lugar para mortos ser tão freqüentado por vivos. Esse aí... – E apontou para o segundo irmão, um rapaz de cabelos ruivos e olhar felino que lhe sorriu maroto -- ... já tem livre acesso por essas bandas desde que esse mundo é mundo. Agora resolveu descer com mais três a tira-colo... meu Senhor deveria é fechar de vez os portões do Submundo, isso sim...

O rapaz ruivo soltou uma gargalhada gostosa, o irmão louro apenas aspirou o ar carregado, dilatando levemente as narinas perfeitas e delicadas com ar de náusea, a garota continuava molhando as mãos com um olhar desconfiado e fixo no remador. Já o quarto e ultimo rapaz da embarcação, de belos e longos cabelos azuis franziu o cenho, mas preferiu continuar com seu silêncio tenso.

-- Que isso meu velho Caronte... se meu tio cometesse esse disparate que disse aí, você ficaria desempregado... – Respondeu o ruivo dando um tapinha amigável nas costas do velho e rabugento barqueiro.

O quarto rapaz até então calado resolveu esboçar uma opinião:

-- De qualquer forma, acredito que meu irmão não vai abrir mão tão facilmente daquela aquisição.

A garota encarou com olhar ardente o rapaz e tirou a mão da água com violência:

-- Tenho certeza que ele não fará objeção alguma, já que eu lhe dei tal aquisição.

-- Com certeza não o conhece tão bem quanto eu, minha sobrinha. Meu irmão tem o péssimo hábito de se afeiçoar a cada amaldiçoado que pisa aqui em seus domínios...

Para saber o resto : http://www.fanfiction.net/s/2126731/1/



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