Terra Terra Fotolog
Sanuk Viajante

Postado por Manu Mey em 16/08/2007 11:51

Homenagem a Belzonte
“Esse aí é bonzinho. Fala polido, camisa passadinha, mineirinho que talvez ‘come quieto’. Ou não...”. Isso foi na mesa de um barzinho (onde cerveja e água com gás disputam espaço) de Belzonte.
Histórias de brasileiros nos states não faltaram. Estávamos rememorando feitos grandiosos em que bater papo com a moça vietnamita de guichê de cinema de Los Angeles era comparado à suspeita de que os motels americanos realmente expõem flamingos cor-de-rosa em seus jardins.
Fatos pitorescos eram contados aos berros. Ir à América não era só o dinheiro fácil... era viver a realidade dos seriados, a vida dos enlatados, das casas sem muro e dos pimps em cada esquina. E ele foi falando de mansinho, entre as exclamações vigorosas das chicas críticas e (talvez) vacinadas contra o american way of life. Conseguiu, finalmente, a devida atenção.
Estava sem grana na carteira. E precisava pagar uma tal taxa pra embarcar no próximo avião.
- Que cartões vocês aceitam?
- None.
- Não é possível... esse é o país do crédito!
- E das notas, senhor.... só cash.
- Tem caixa eletrônico aqui no saguão?
- Só outside da sala de espera.
Foi andando, complacente, com suas duas malas gigantescas. Sem rodinhas. A única coisa que o separava do ATM era um vidro. E um guarda. Já não é preciso explicar que quinze minutos após grande insistência, lá vinha o mineirinho voltando, pra tentar pagar a tal taxa com cartão de crédito:
- Sem gozação. Meu avião vai sair, tenho cinco cartões de crédito ocupando o espaço destinado às notas de dólar. O que faço?
- Just cash...
Cinco minutos foram suficientes. “Criatividade não falta no brasileiro”. “Brasileiro não desiste nunca”. “Jeitinho Brasileiro”... Já tava com uma das malas escancarada, com a bola no pé, fazendo embaixadinhas. O novo tênis Puma servia para que os passantes depositassem o tal cash. Um último senhor, japonês, ameaçou com um dólar. Mineirinho contou e rapidamente exclamou: “Three, please!”.
Foi com bola na mão, pegar o avião. E ai se reclamassem.


Êêê trem bão! Só os belzontinos sabem o quanto gostei dessa minha estadia rápida. Meninos, brigada por tudo!
Crônica de minha autoria. Os fatos são reais, se não tivessem sido adaptados!



Comentários (4):

Em 16/08/2007, às 12:05:42, Andreza Conde | fotolog disse:
Depois de uma briga, marido e mulher estão sem se falar. Comunicam-se, no entanto, através de bilhetinhos escritos à mão. Ele passa um bilhete a ela:

"Acorde-me às sete horas da manhã".

No dia seguinte, quando ele acorda, já são onze horas. E a seu lado está o seguinte bilhete:

"São sete horas, levanta, vagabundo!"


Bom Dia!
Bjus
Em 16/08/2007, às 18:10:36, Robério Carneiro | fotolog disse:
HEHEHEHEHE
Éééé, aqui im Belzonte nóis faiz assim messs, num diz não pra nóis não sinão nóis vende inté sopa di preda.
Bjus querida e muita luz sempre, esteja onde estiver!
Em 17/08/2007, às 09:48:34, AK | fotolog disse:
liebe manu!!

MUITO BOM foto e texto!
muito bom fazer parte do brasil! :)

bjs, tia aky ( não é um "i" - só tem som de "i". provém do sobrenome legal + sobrenome artístico :) e também agora "aqui" (espaço = tempo)

Em 20/08/2007, às 15:07:20, Robério Carneiro | fotolog disse:
Manu querida
Como não tenho seu email ou orkut!?..
Se vc tiver um tempo da uma olhada em uns videos meus que coloquei no youtube: http://www.youtube.com/results?search_query=rob%C3%A9rio+Carneiro
Ficaria super honrado!
Bjus e muita luz
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