Terra Terra Fotolog
Saudades do Rio - O Clone

Categoria: Bairros e Cidades
Postado por Saudades do Rio - AD em 04/11/2009 08:15

Camelôs no Centro da Cidade - Rio 1964
.

Foto 2/2

Hoje temos dois flagrantes de camelôs em ação no Centro da Cidade em 1964.

Na foto 1/2, o rapaz vende uns carrinhos feitos de arame. Parece ser um boneco em cima de um velocípede, com uma varinha para empurrar. Isso na certa atraia as crianças que acompanhavam os pais nas compras ou em algum compromisso médico.

A foto 2/2 foi tirada na esquina de Ouvidor com Uruguaiana, como vemos na plava à direita. Outra indicação do local é a Loja Sloper, que ficava no térreo do edifício Sloper. Na calçada oposta ficava a Loja Nelson, também tradicional no comércio de roupas masculinas. Hoje só sobrevive a sua filial em Copacabana.

A dupla está prestes a engabelar a probra senhora, vendedo-lhe alguma mercadoria de qualidade e utilidade duvidosa.

A.D.



Comentários (56):

Em 4/11/2009, às 08:31:43, Andre Decourt | página pessoal disse:
Essa camelotagem, foi simplesmente rapada pelo governo Lacerda, nessa época o combate já era tão ferrenho que não haviam mais banquinhas e barracas, vendia-se de pé, com poucas mercadorias e pronto para uma carreira. Ela só resurgiu, no Gov. Brizola.

Muitos à época foram legalizados, principalmente defcientes físicos, idosos e artesãos. O resto foi procurar trabalho. Aliás a desculpa que camelô é um problema social é uma verdade, pois eles provocam decadência urbana, comercial e desemprego, devendo ser combatidos. Prá variar vemos o típico consumidor dos camelôes, sem ser os informáticos, a mulher da terceira idade. Que logo depois será derrubada e assaltada em algum corredor formado por dezenas de barracas.

Como era chique ainda o Centro nos anos 60, os anos 80 realmente foram destruidores, uma verdadeira bomba nuclear em toda a cidade.
Em 4/11/2009, às 08:39:25, Lavra disse:
Realmente, com essa conversa de problema social ou que estão apenas trabalhando etc. A cidade vai se degradando aceleradamente.
Em 4/11/2009, às 08:50:29, JBAN disse:

O que antes era até folclórico, hoje é um problema sério da cidade. Os camelôs estão hoje na ponta da distribuição de material roubado, contrabandeado ou desviado para ser vendido sem nota e pagamento de impostos. Prejudica o comércio legalizado e esculhamba com a cidade. Como alguém pode hoje em defender ou comprar em camelôs ?


Erroneamente chamam o camelô de ambulante. Antes de mais nada o ambulante "ambula" (ver dicionário), ou seja, ele não fica parado em algum ponto fixo. Ambulantes que vendem vassouras, comidas típicas, redes ou oferecem serviços (amolador, funileiro, etc) é uma coisa totalmente diferente das redes de distribuição montadas para escoar mercadorias, como vemos pelas ruas e naquele local horroroso, falsamente chamado de Centro de Comércio Popular (vulgo Camelódromo). A maioria daquelas pessoas que ali trabalha é empregada de empresários da camelotagem e do contrabando. Por trás do camelô temos que enxergar os fiscais e funcionários corruptos, ladrões de cargas, assassinos de caminhoneiros, sonegadores de impostos, receptadores e policiais mancomunados com o esquema.

Só quem quer ser cego não vê.
Em 4/11/2009, às 09:02:19, Candeias disse:
Não compro nada em camelôs e acho o fim da picada ter que andar me desviando pelas calçadas. Eles são, realmente, uma grande praga e trazem prejuízos de toda a espécie, conforme os comentários de todos acima. Mas é inegável que o problema social existe. Quem não gostaria de ter um emprego fixo em vez de estar preocupado em correr de alguns policiais e dar dinheiro para outros?
Em 4/11/2009, às 09:48:55, Pgomes | página pessoal disse:
E é difícil identificar o que o sujeito vendeu para a senhora naquele saquinho.

Mais difícil ainda é acabar ou limitar aos casos excepcionais, os camelôs de qualquer cidade.
Primeiro precisaria acabar com os fornecedores deste camelôs e antes disso acabar com a rede de corrupção, como mencionou o JBAN, que protege todo o esquema.
Em 4/11/2009, às 09:55:00, JBAN disse:

Pedro,

Se ninguém parasse para comprar, o problema dos camelôs terminaria. As pessoas simplesmente não conseguem enxergar mais do que um palmo adiante do seu próprio nariz. Ainda tem gente que defendeos camelôs. Vira e mexe escuto esse tipo de comentário. Ninguém quer assumir que a solução dos problemas da cidade também passa por nossas atitudes cotidianas.

Em 4/11/2009, às 10:00:07, Candeias disse:
JBAN, quando Tim Lopes foi assassinado por traficantes vi, nas matérias sobre as passeatas de protesto, muitos conhecidos meus consumidores de drogas. Nem Buñuel conseguiria ser tão surrealista.
Em 4/11/2009, às 10:04:29, BELLETTI disse:
Camelô X Flanelinha duas instituições difíceis de combater.Tal qual o traficante:enquanto alguém consumir/usar ele vai criando pernas.
Em tempo:apesar de, as fotos são muito boas.
Em 4/11/2009, às 10:30:40, JBAN disse:

Ataquem a corrupção policial (e guarda municipal) de varejo e verão que essas duas atividades vão sofrer um belo golpe.
Em 4/11/2009, às 10:49:23, Cariocadorio | página pessoal disse:
O problema social existe e precisa ser resolvido com boa administração, investimento e geração de emprego (não estou falando de cabides de emprego).
Não seresolve o problema do emprego com camelôs por tudo que já foi comentado.
Gostaria de comentar sobre as placas das ruas Uruguaiana e Ouvidor que aparecem na foto. Letras grandes e claras. Não gostei quando substituiram pelas azuis, maiores mas com letra pequena. O prédio da Sloper no fundo é famoso. O link abaixo tem nformações,ainda que comerciais,tem um pequeno histórico.
http://edificiosloper.com.br/

Em 4/11/2009, às 11:18:04, Derani | fotolog disse:

O camelô é mais uma ponta do crime organizado.
Assim como as vans, o "segurança" das nossas ruas (que pra mim nada mais é que milícia, na Zona Sul tem nome de "segurança"), os "Valet-Parkings", etc...

A propósito, o que o camelô está vendendo para a senhora é um esculâmbalo.
Artigo muito útil e que não é fácil de encontrar.
Em 4/11/2009, às 13:21:06, Menezes disse:

Tem camelô que é ambulante por comodidade e não por falta de opção.
É fácil chegar num lugar, vender, sujar e não pagar impostos. É mais cômodo.

Assim como nas drogas, se não houver consumidor não haverá traficante e se ninguém comprar mercadorias não haverá camelô.

Acho que quem paga esta conta são os comerciantes legalmente estabelecidos. Estes sim pagam o pato em tudo.

Em 4/11/2009, às 13:26:11, Pgomes | página pessoal disse:

Fiquei boiando na minha ignorância: o que vem a ser esculâmbalo ?

Infelizmente, sempre há demanda quando há oferta, principalmente quando os praços são baixos. Claro que as custas de qualidade, pirataria, sonegação etc.
Concordo que se não houver quem compre a coisa muda, mas vai convencer milhares de pessoas que estão pouco se lixando para o qua acontece ao seu redor.
Em 4/11/2009, às 13:32:28, Alcyone disse:
Como uma vez confessei que havia comprado umas bugigangas no camelô e quase fui esquartejada, hoje venho prometer que não comprarei mais. Vocês todos estão cobertos de razão.
Em 4/11/2009, às 13:46:12, Luiz D´ | página pessoal disse:

Como sempre, o problema é falta de civilidade.

Como as pessoas sempre acham que o problema está nos outros e não nelas, nada mudará.

Os "espertinhos", os adeptos do "jeitinho", do "levar vantagem", continuarão a comprar nos camelôs e encontrarão justificativas.


Em 4/11/2009, às 14:08:22, Fiscalização Permanente disse:

Dona Alcyone,

Estamos de olho !

Em 4/11/2009, às 14:27:44, Funério disse:
Tia Alcyone é adepta da camelotagem, parecia uma moça tão fina, quem diria...
Em 4/11/2009, às 14:32:11, Alcyone disse:
Já me penitenciei. Nada mais posso fazer. Não me arrependo, foram coisinhas bem bonitinhas, mas não farei mais.
Cada ataque de vocês é como se estivessem cravando uma faca no meu peito. Clemência, amigos
Em 4/11/2009, às 14:45:58, Funério disse:
Uma moça que, outrora, frequentou colunas sociais, esteve por anos encabeçando a listas da 10+ Eleita a "cocadinha" do momento pelo saudoso Ibraim Sued. Agora compra CD Pirata e pechincha sapato de coveiro no centro de comércio popular. O que é a decadência....

Mas como diria nosso Ibraim: "Os cachorros lavam e a caravana passa"
Em 4/11/2009, às 14:57:09, Cap. Nascimento disse:
TIA ALCYONE É QUE FINANCIA ESSA M*!!!!!

PEDE PRA SAIR!!!!
Em 4/11/2009, às 15:17:22, Alcyone disse:
Daqui para frente vou passar a ser mentirosa. Fui sincera e não tiveram compaixão. Sinto-me como se estivesse indo para "el paredón". Sejam honestos, nunca compraram nem uma pilhinha, uma caneta, um aparelhinho de barba, nada, nadinha? E eu, só eu estou errada. Santinhos.
Em 4/11/2009, às 15:32:14, Intrigado disse:
Dentro desta mixordia que se refere a camelôs/ ambulantes, como nossos comentaristas enquadram,por exemplo, a feira de Ipanema.
Em 4/11/2009, às 15:34:36, Sind dos "Ambulas" e similares disse:
E da série "Acredite se Quiser":
Se vocês querem encontrar o Windows 7, e com direito a atualizações, lá no camelodromo, apareça pois é bem provável que o encontre.

Isso é incrível. Não tem nenhuma empresa de software que aguente. Só mesmo no Brasil.

Obs: Se ninguém comentar amanhã nos fotologs, já sei onde estarão...


Em 4/11/2009, às 15:36:15, Zé Carioca disse:
Alcyone(Marron) se achar que deve comprar compre sim.
Fazer o que?
Agora pergunta se ninguém aí nunca se aproveitou de umas mamatas ou pistolões ou nunca foi indicado por um gandola?
Em 4/11/2009, às 15:51:53, Urubulino disse:
Zé Carioca,

Os comentaristas desse fotolog são de alto nível.

Com certeza mamata de alto nível também.

Só compram DVD´s originais, claro. Coisa pouca é para pobre.
Em 4/11/2009, às 15:53:05, Menezes disse:

Deixa eu acrescentar: Lá no Ceará camelô chama-se de "Marreteiro"

Fotolog é cultura.....
Em 4/11/2009, às 15:54:04, Urubulino disse:
E a tia Alcyone só usa software original em sua máquina, tenho certeza.
Em 4/11/2009, às 15:57:36, Zé Carioca disse:
Maquina Singer?
Em 4/11/2009, às 15:57:44, Zé Carioca disse:
Maquina Singer?
Em 4/11/2009, às 15:58:41, Alcyone disse:
Estou arrasada, aniquilada, me sentindo a última das mohicanas, sem amigos, com o coração dilacerado, cambaleante, mas que as coisas eram bonitinhas e bem baratinhas, ah, lá isso eram. Não foram muitas as vêzes que apelei para esse tipo de comércio mas até me lembro o que comprei. Brinco, dois relógios e umas pulseirinhas. Meu pecado não é tão grande assim.
Obrigada, Zé Carioca. Você foi o único misericordioso para comigo.
Deus vai te ajudar e encontrarás muita coisinha barata para comprar. Mas por favor, não neles.

Em 4/11/2009, às 16:05:09, Zé Carioca disse:
Ola Tia?Alcyone

Lá em casa em cima da penteadeira da Rosinha está cheio de perfumes e bibelos que ela comprou no Campo de Santana um luxo.

Em 4/11/2009, às 16:10:18, Urubulino disse:
O primeiro a postar, o advogado André Decourt, só pode ser também um exemplo de lisura assim como a instituição que ele representa, a OAB. Se estamos como estamos a culpa só pode ser da camelotagem e da rede grobo.
Em 4/11/2009, às 16:12:23, Urubulino disse:
"Marreteiro" ??????

Mas Ceará possível?
Em 4/11/2009, às 16:12:47, Alcyone disse:
Tem pingüim? Se não, não vale.
Em 4/11/2009, às 16:20:54, Urubulino disse:
Que alívio.. A tia Alcyone usa Linux.
Em 4/11/2009, às 16:23:34, Andre Decourt | página pessoal disse:
Urubulino, não me meta no meio da OAB, não a represento, só sou assaltado por ela, anualmente !
Em 4/11/2009, às 16:25:33, Urubulino disse:
Entendo. A OAB é que... Deixa prá lá...
Em 4/11/2009, às 16:28:24, Andre Decourt disse:
Aliás Urubulino, já que vc tocou no tema DVD´s originais, estou com 2, um de show e outr de filme, que pelo sistema anti-fraude-cópia, que aliás é derrubado por uma criança, travam em qualquer aparelho de DVD.

O pior a gravadora, Universal, te dá uma relação minguada e de mal gosto para troca-los, avisando que iguais ao que vc tem, todos estão apresentando essa pequena anomalia.

Curiosamento os DVD´s importados não dão esses piripaques, muito menos os Dvix, que são ruins de imagem e som, mas não travam.....

Consumidor aqui sempre é tratado como débil mental pelas gravadoras aqui no Brasil, começando pelo pífio catálogo disponível e depois pela qualidade das mídias e encartes, e isso vem desde os tempos do vinil.....
Em 4/11/2009, às 16:38:21, NALU disse:
A quantidade de mão-de-obra desqualificada é enorme. Esse é outro dado importante para acrescentar ao que já foi denunciado acima.
André, desisti de ser assaltada anualmente pela OAB e "pedi prá sair"!
Em 4/11/2009, às 16:38:35, Urubulino disse:
Nunca compro em camelô meus programas de computador e DVD´s não alimento essa indústria do mal.

Prefiro baixar via torrent ou até mesmo e-mule. Já estou com o SEVEN há tempos e tinindo, o SO é até mais rápido que o XP.
Em 4/11/2009, às 16:47:00, Urubulino disse:
Também pedi para sair. A OAB cobra anuidade muito cara do nosso exército de advogados e não oferece nada em troca, mas reconheço que sempre absolve os advogados que mantem a anuidade em dia.

Por falar em "exército de advogados" outro dia abri a geladeira e saiu um advogado de dentro, e caso mais estranho ainda e sem explicação, abri o guarda-roupa e tinha um advogado dentro.
Em 4/11/2009, às 16:58:27, JBAN disse:

Acho que a Dona Urubulina gosta de advogados.
Em 4/11/2009, às 17:08:00, Urubulino disse:
Mas não é?

JBAN,

Vou ser obrigado a chamar o Sobral Pinto (amigo da família, sempre está lá em casa dando assistência) para dar uma dura nesses destruidores de lar (tinha mais de um e não foi a primeira vez). Vão deixar de dar em cima de mulher honesta.
Em 4/11/2009, às 17:24:53, Evelyn disse:

Alcyonne,

Não fique triste, Tiradentes também foi esquartejado e é muito famoso!))

O ÚNICO produto que compro em camelô, por todas razões já farta e corretamente citadas são capas para controles remotos, pela simples razão de não encontrá-las em lojas, alguém saberia dizer se é possível encontrá-las SEM SER em camelô?

Pilhas....nem pensar, expostas a altas temperaturas por horas a fio!

Relógios? ...nem pensar, será que são produto de roubo? E a garantia? Não há!E Nota fiscal? Tampouco!

Concordo plenamente que é uma inversão de valores EU ter que ir para a rua para os camelôs ficarem confortvelmente nas calçadas, que tal inverter isso?

Acho que deveríamos organizar uma grande "espanata", uma passeata de transeuntes portando espanadores e ir
passando de um em um, ao som da grande Chiquinha Gonzaga: "Ô abre-alas, que eu quero passar..."


Acrescentando que onde funcionou a Casa Nelson, funcionou a Casa(s?) Corrente, um armarinho, algum dos veteranos daqui chegou a conhecer?
Reparem quando passarem no local que na fachada ainda há correntes, fazendo alusão ao antigo comércio

Parece que Nanato está tranquilito hoje, será seu solstício de aniversário?
Em 4/11/2009, às 17:27:16, Evelyn disse:
...AlcyoNe...
Em 4/11/2009, às 17:45:19, Evelino disse:

Estava sentindo o cheiro de enxofre.

Em 4/11/2009, às 18:08:14, Insistente disse:
E a feira de Ipanema,ninguém vai comentar?È camelÔ /ou ambulante?
Em 4/11/2009, às 18:23:49, Urubulino disse:
A feira de Ipanema é uma mistura de camelô com ambulante.

Quem se preocupa em comprar capa para controle-remoto deve ser conduzida ao pelotão de fuzilamento mais próximo.

Nanato não faz aniversário, faz 50.
Em 4/11/2009, às 18:27:28, Urubulino disse:
Não fique triste, Tiradentes também foi esquartejado e é muito famoso!

Anotei. Grande frase, alegra qualquer um.
Em 4/11/2009, às 19:41:01, Evelyn disse:
Para assistir ao seu, grande sábio Urubulino?


Em 4/11/2009, às 19:44:15, Bregoncio disse:
Onde será que D. Evelin compra a capa de crochê para o garrafão de água ?
Em 4/11/2009, às 19:57:50, Evelino disse:

No mesmo lugar que compra a capa para o liquidificador.
Em 4/11/2009, às 21:37:32, Febrôncio disse:
Dona Evryn põe capa até na enceradeira e no bujão de gás.
Em 4/11/2009, às 22:50:44, EvelYn disse:

Bregoncio,

Brega é não assumir quem é,

É se esconder em nicks camaleônicos e se achar muito esperto.


Em 5/11/2009, às 02:36:18, De Passagem disse:

O Urubulino não vai dar uma prensa primeiro antes de pensar em convocar o Sobral Pinto que nunca foi amigo da família?
Em 16/11/2009, às 13:06:08, Luciano Araújo. disse:
Rua Uruguaiana, com Rua do Ouvidor. Seguindo em frente ainda continua confeitaria Manon.
Nome:
Mensagem:
caracteres disponíveis
E-mail (opcional):
URL (opcional):