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Saudades do Rio - O Clone

Categoria: Bairros e Cidades
Postado por Saudades do Rio - AD em 06/11/2009 08:40

Camelôs no Distrito Federal - Rio 1957
.

Foto 2/2

Mais dois flagrantes de ambulantes e camelôs em atividade no Rio de Janeiro em 1957.

Na foto 1/2, bolsas e fruteiras de plástico são vendidas no meio da rua.

Na foto 2/2, tirada em uma rua do Meier, um prosaico ateliê de costura para pequenos consertos se estabeleceu em frente a uma loja fechada. Os negócios parecem prosperar. Notar que a porta da loja não tem qualquer pichação.

O cidadão de costas em primeiro plano está muito distinto de chapéu e guarda-chuva, apesar da camisa furada. à direita um típico "reco" provavelmente de licença por conta do pé machucado e enfaixado. Acidente durante um treinamento ou cortou o pé com caco de vidro ?

A.D.



Comentários (19):

Em 6/11/2009, às 08:50:41, Lavra disse:
O reco, devia estar feliz por conta do pé machucado, o que deu a ele tempo para passear na rua sem obrigação de pintar meio fio, varrer, capinar, carregar coisas pesadas, correr, marchar, polir metais etc.

Em 6/11/2009, às 08:56:41, Lavra disse:
O reco está planejando em seguida, andar um pouco mais longe, na mesma rua e comer um um bolinho de estudante.
Está pensando: que beleza ter machucado o pé!
Em 6/11/2009, às 09:21:12, Pgomes disse:

Tinha feito o comentário na foto Máquina de costura movida à pedaladas, anterior, que é igual:
Máquina de costura movida à pedaladas, lembro que minha avó tinha uma dessas, aliás as duas avós. Máquinas de costura pareciam ser um item tão comum nas casas das pessoas,costurar em casa era muito comum.
Em 6/11/2009, às 09:27:13, Alcyone disse:
Lavra, como estás malvado hoje! O pobre do rapaz, machucado e você tecendo todos estes comentários que desabonam o menino!
Esta foto está ótima. O cara dando pinta de Lord, com a camisa furada, está demais. O nosso costureiro, como faria para levar a máquina de costura que nem portátil era? Será que ela ficava durante a noite guardada em alguma loja ou ele transportava o "mastodonte" para casa, ao final do extenuante dia de trabalho?
A moça está em dúvida se deve comprar ou não o que ele está vendendo.Possivelmente aqueles "pezinhos" que bordam, fazendo concorrencia à Singer.


Em 6/11/2009, às 09:30:33, Pgomes disse:

Máquina de costura movida à pedaladas, lembro que minha avó tinha uma dessas, aliás as duas avós. Máquinas de costura pareciam ser um item tão comum nas casas das pessoas,costurar em casa era muito comum.
Em 6/11/2009, às 09:35:06, Andre Decourt | página pessoal disse:
57/58 foram o auge da camelotagem no Rio de outrora. Após 60 ela começou a ser sufucada, praticamente se extinguindo, só voltando com força total após 1983
Em 6/11/2009, às 10:20:52, Candeias disse:
O reco poderia ser um aluno do Colégio Militar. O Lavra não deve ter boas lembranças de seu tempo de reco.
Até os informais da época eram mais elegantes no vestir...
Minha mãe tinha uma Pfaff movida a pedaladas. Depois comprou um motorzinho. Máquinas de costura e pianos eram peças obrigatórias nas casas de antigamente. O camarada de camisa furada com pinta de Lord lembra o personagem do Jorge Loredo: "Como vai o meu nobre colega"?

Em 6/11/2009, às 10:28:46, Alcyone disse:
Perfeito, Candeias. É o próprio!
Em 6/11/2009, às 10:44:48, Laerte disse:
Acredito que a máquina de costura fosse item obrigatório na formação do enxoval das noivas até fins dos anos 70. Minha mãe, minhas tias e todas as mães de meus amigos na infância possuiam suas máquinas. Vez ou outra, nas brincadeiras de criança em que as mães estavam distraídas ou voltadas para outros afazeres, prensava-se um pé no pedal. Lembro que a da minha mãe era uma Elgin.
Em 6/11/2009, às 11:15:33, Pfaff disse:
Para
Fazer
A
Família
Feliz
Em 6/11/2009, às 11:21:09, Derani disse:

Aquelas sacolas da foto 1/2 vi muito lá em casa quando era pequeno...

O "lord" aí é a prova de que para ser elegante não precisa ter dinheiro.


Em 6/11/2009, às 11:28:00, costureira de horas vagas disse:
taí uma coisa que pouco mudou, apesar da tecnologia... esse carinha aí conseguiria costurar exatamente da mesma maneira na minha máquina, e olha que é moderníssima. O pedal é elétrico, mas ainda é um pedal... tem luz de led, display lcd e o escambau mas continua igualzinha.
Pelo menos não dá pra prender o pé no pedal, lembro que a máquina da minha avó fazia isso, sim.
Em 6/11/2009, às 13:33:03, Alcyone disse:
Quase nada mudou nas máquinas de costura. Aliás, as antigas, eram muito melhores do que as de hoje. Só uma mudança, eu acho que foi para melhor; o peso delas. Tenho uma portátil, que transporto facilmente, por ser muito leve.
As de antigamente, precisava fazer halterofilismo para carregar.
Confissão do dia. Nada me tira o bom humor, a não ser uma máquina de costura. Eu as odeio com todas as forças do meu coração.
Em 6/11/2009, às 14:24:31, Luiz D´ | página pessoal disse:

E o "costureiro" estava até de gravata.

Em 6/11/2009, às 15:52:58, NALU disse:
Quando eu fiz 15 anos, minha avó achou por bem me dar uma máquina de costura. Sem comentários. Troquei por uma raquete de tênis importada.
Em 6/11/2009, às 16:15:48, valeria | fotolog disse:
Pois eu também ganhei uma aos 15 anos, portátil, mas pesada que só ela. Usei muito, adorava costurar. Ganhei outra de herança e comprei uma overlock. Dei todas para uma costureira amiga da minha mãe com um certo pesar, mas que para ela seria de melhor utilidade já que eu tinha parado de costurar e meu apartamento não comportava mais tantas coisas
Em 6/11/2009, às 17:17:04, JBAN disse:

FORA DO FOCO !

http://www.ina.fr/economie-et-societe/vie-economique/video/CPF0400719
5/lignes-d-amazonie.fr.html

Um sensacional filme sobre a Panair do Brasil.

juntem os dois pedaços para ter o link comleto.
Em 6/11/2009, às 18:12:37, Alex disse:
Até os camelôs antigos eram melhores, as mercadorias eram fabricadas no Brasil, vendidas sem pagar impôstos.Em qualidade superava as tranqueiras 'chinarongas'. Quando aparecia importada era dos EUA e do JAPÃO, também com qualidade. Depois da globalização lascou tudo.
Em 6/11/2009, às 21:41:07, Jaime Moraes disse:
Muito provavelmente o camelô estava demonstrando uma adaptação muito engenhosa, feita com arame de aço dobrado, com o qual se permitia a qualquer máquina de costura fazer bordados.
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