Sempre calha de me perguntarem o que escrevo. Eu fico meio sem resposta. "Hã..." Ok, isto é ficar totalmente sem resposta. Outro dia pensei numa: "Tudo, menos piada". Sou sarcástica quando sobe o sangue e irônica quando quero, no entanto não sou boa com piadas. Admiro os que são. Não tenho nem sequer memória para elas, mas às vezes me divirto e rio de qualquer uma. Não gosto de deixar a pessoa sem graça. Eu mesma já fiquei assustadoramente sem graça muitas vezes, por n motivos. Não custa nada rir de piadas infelizes. Como geralmente a pessoa sabe que está sendo infeliz, a gente pode rir como cúmplice da bobeira sem necessariamente ir pro inferno por causa disso.
Mas tudo depende da situação e dos envolvidos. Estou ainda aprendendo a deixar de ser insuportavelmente boazinha e, por tabela, "a famosa trouxa". Já fui, já limpei bunda de muito cagão e não sei a quem prejudiquei mais, se a mim ou a eles. De tão boazinha acabei submissa às pessoas que eu devia agradar. O problema é que eu sujava a mão e era tão empenhada em limpar bunda alheia que, caso me pedissem, em vez de papel higiênico eu usava a própria língua. Pra salvar o cu do outro, eu oferecia o meu. Fui santa ou puta? Na verdade fui as duas. Prestes a ser canonizada, confessei. Eu, devota em sacrifício, fui então excomungada. A tempo... graças a deus!