
Postado por Tuck em 29/12/2006 01:26
[atrás do arranha-céu tem o céu, tem o céu]
Hoje eu acordei e descobri que eu consigo acordar e me ter ao lado. Grande superação dos conflitos de gênio entre eu e meus eus líricos.
Por esse motivo, e não qualquer outro que caiu em meus braços, volto aqui.
Volto, faço revival, vendo mais discos e de lambuja ainda faço um especial de fim de ano que logo sairá em DVD.
Vamos tirar Jesus da cruz?
Aprendi que:
a) não é impossível entrar numa faculdade e que não é tão difícil entender o verdadeiro sentido de uma "elite anestesiada";
b) "casa" nem sempre é o que a gente achou que era (foi aí que nos enganaram desde o início). E "lar" pode ser muito bem um "antro profano de perdições";
c) dá pra chorar sem parecer careta;
d) há vida depois da primeira Conti;
e) não existe pecado ao Sul do Equador;
f) concepções de posse neoburguesas são ridiculamente prejudiciais quando se tenta entender e colocar em práticas (as)sentimentalidades possíveis e cabíveis sem acabar na valeta. E não me venha falar de amor;
g) tem pessoas que nunca mudam. E que não merecem mais de um tópico;
h) se não se consegue domar o próprio (mal) gênio e (falso) ego, junte-se a ele;
i) por mais que se tenha traumas e problemas de tantas espécies, psicanálise não ajuda. Maria Bethânia sim;
j) Receber e escrever cartas é, além de muito batuta, extremamente prejudicial às pobres árvores. Que elas me desculpem, mas faz parte do bem-estar espiritual;
k) não dá pra pôr um paralelepípedo no nariz sem haver represálias (sejam familiares, orgânicas e de consciência);
l) o problema é o papelzinho;
m) ninguém conhece Assis. Mas lá é legal. Juro!
Coisas que a gente aprende vivendo em república:
a) nunca ronque muito alto se não quer ser zoada;
b) às vezes é necessário dormir com balde do lado da cama;
c) nunca deixe comida estragada na geladeira. A Efigenia pode comê-la;
d) rir, ouvir música e ter uma banda de róque é essencial;
Tô com muita paciência hoje (então aguentem). Vou agradecer meticulosamente (talvez nem tanto, mas um pouco só).
(não em ordem alguma. E não tente se achar. Quem acha, "vive se perdendo")
Obrigada,
Mami, por ser irreparável com duas doses de amor e sono e por me chamar de anão (dos 7) "Zangado" e "Bethão". Calu, por me chamar de ogro; Turi por me chamar de perebinha e Piti por me chamar de Capitão Caveeeerna ("e Caverninha").
Rodrigo, por ser meu complemento de vida, meu profano do coração (tão grande que nem sei como seria tudo se você não fosse o "maridão"), por não ligar que eu não uso pijama pra dormir, por todos os entorpecentes doados à geladeira, pelo Fá à também minha vida, pela O.S.G.D. (incluo aqui o Fê gatão e o Raulzito-ito, tão longes...tão perto...e a Nairita a quem queria dizer tanta coisa e tantos pensamentos me perdem antes disso).
à tu (encantadamente), por não me socar quando insisto na idiotice minha de todo dia;
à você, pela marginalização contínua do bloco ainda na rua, profano (incluo todos que se encaixam de alguma forma, por todo entretenimento), adiante, seguindo em frente;
à nós, pela vivência assisence, onde qualquer lugar seria bom se fosse assim, com love´s (de Bartlove, la vodca), pinóquios, seres viventes, brothers e etecéteras.
à vós, todo nosso reino;
à elas e eles: anos são temporalidades bestiais. Vide.
às coisas esparsas, às resenhas, às mentes trôpegas, ao Sancho por trazer mais duas, à quem consegue se incluir em palavras, ao lugar do caralho, à minha vó que não me chama de nada, mas que também tem que estar aqui
inclusa, às palavras que me faltam a toda hora, ao tremor da mão, ao temor do coração, à Taty e à Jack (e Fabiano, sim, por favor!) pela minha satisfação em plena era onde Bordel tem vez, voz, fala, audição e o todo incompleto ao caos, ao outro parágrafo.
(continua no comentário)
Comentários (10):
Em 29/12/2006, às 01:27:03,
continuação. finalização.
disse:
ao Ramalhão por ter fundado Santo andré, encima de seu cavalo de bronze, trazendo embaixo do braço o disco da Casa das Máquinas, ao meu medo do escuro, à coleção de livros vermelhos, à Célia, ao Wilton e à antropologia, às poéticas e literárias antimodernas, ao que não me consta, à Recife por me esperar, à Ilha Solteira por ficar mais um pouquinho, à "tralálá", à minha sempre presente insônia, ao que não acaba aqui, à puta que pariu.
à quem nunca entendeu e nunca vai entender.
Em 29/12/2006, às 01:32:38,
assinatura:
disse:
Kátia Caliendo.
(kátchia, para os íntimos)
Em 29/12/2006, às 01:48:46,
atômico-biônico
disse:
aprisione teus próprios punhos.
Quem sabe não haverá um clarão.
Quem sabe teus pais não saem de férias.
Quem sabe, quem sabe...
Em 29/12/2006, às 01:50:39,
idem
disse:
“A vida é uma perpétua distração que nem sequer nos deixa tomar consciência daquilo que nos distrai”
Franz Kafka
Em 29/12/2006, às 01:51:56,
idem
disse:
lição de esculacho
Em 29/12/2006, às 01:53:06,
idem
disse:
Katarina, qual era a tal frase sobre mulambos?
Já não me lembro.
Sinto.
Sinto tanto pelo desperdício.
Saia correndo, ok?
Tá.
Em 29/12/2006, às 01:53:31,
iiiiid-em
disse:
ao comentário nunca próprio ao vivido, aos sentidos, sem sentido algum.
Em 29/12/2006, às 01:54:15,
idem
disse:
falta-se a fala do impronunciável.
Em 29/12/2006, às 01:55:01,
idiem
disse:
2-4-6-7-8-9-1
Em 29/12/2006, às 01:56:27,
última
disse:
.......
pontos a ponto de explosão.