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Tupynanquim Editora

A TUPYNANQUIM EDITORA é uma casa editorial genuinamente popular. Criada em 1995, inicialmente, publicou livros, revistas e jornais variados e a partir de 1999 passou a dedicar-se exclusivamente a Literatura de Cordel e as Histórias em Quadrinhos. Há uma década trabalhando com a lira popular já publicou quase 600 folhetos e romances de mais de uma centena de poetas, muitos deles iniciantes mas com grande potencial. Hoje a TUPYNANQUIM é referência de literatura popular no mundo inteiro.

Categoria: Artes
Postado por Klévisson Viana em 30/06/2009 13:16

Lançamento!!! ***** A Chegada de Michael Jackson
***

Poeta tem sinal verde
Pra voar com liberdade
Andar no tempo, sonhar,
Falar da realidade,
Fazer o leitor sorrir,
Contar ‘causo’, divertir
Chorar ou sentir saudade.

De sábado para domingo,
Eu fui dormir sossegado:
Sonhei que estava voando
Em um maquinismo alado,
Tudo que vi registrei
E ao despertar encontrei
Pena e papel do meu lado.

Eu sonhei que o rei do pop,
Logo após bater as botas,
Foi direto para o céu,
Fazendo muitas marmotas,
Cantando muito agitado
Feliz, tinha se livrado
De dívida, banco e agiotas.

Acordei bastante eufórico,
Sentei na rede e então
Pensei em Deus, respirei,
Fiz uma meditação:
Limpei a mente confusa
Foi quando eu vi minha musa
Me trazendo a inspiração.

Um pássaro veio cantando,
Logo ao surgir da aurora,
Cada detalhe do sonho
Eu recordei sem demora,
E como bom menestrel
Peguei a pena e o papel
E escrevi na mesma hora:

Michael Jackson lá no céu
Chegou bastante apressado,
Dizendo para São Pedro:
- Estou demais atrasado
Eu quero até me esconder
Porque não pude fazer
O que tinha programado!

Tinha uma agenda de shows
Com lotação esgotada,
Para pagar uma dívida
Há muito tempo atrasada,
Mas eu confesso, não sei,
Porque logo me livrei
Daquela vida agitada!

Eu queria dançar mais
Sabe o senhor, não empaco,
Gostava de requebrar,
Pois eu sou bom nesse taco
Dançando eu faço munganga,
Às vezes visto uma tanga
Para prender o meu saco!

...



Comentários (13):

Em 13/12/1973, às 10:41:57, João Gomes de Sá disse:
Meu caro amigo poeta Klévisson!

Você, meu caro, é "mais ligeiro que coice de preá". Estava eu atenciosamente lendo o texto(cordel) que você me enviou para a minha modesta avaliação e apreciação, e já pensando na possibilidade de publicação e como seria a capa e principamente quando seria o lançamento e "de repente, não mais que de repente", você me presenteia o danado já "nos trinques". Olhe, meu caro poeta Klévisson, sinto-me gratificado.
Parabéns, o cordel está muito bem feito, sucinto, preciso, atual, atuante,comovente e gracioso.
Rapaz, mande logo o meu exemplar e tantos outros para eu negociar,divulgar,promover,entreter os leitores, sorrir, sonhar e "viajar".
Por isso que o mote cada vez mais vai conquistando espaço, atravessando fronteiras: É UM MUNDO DE CORDEL PARA TODO MUNDO!
Estou aqui: jgsacordel@ig.com.br


Em 13/12/1973, às 13:00:52, ACADEMICO REX disse:
Quando morreram LUIZ GONZAGA e NELSON GONÇALVES, dois dos maiores ícones da música brasileira, a imprensa brasileira limitou-se a pequenas matérias. Não foi nem dois minutos de JORNAL NACIONAL para cada um. Aliás, NELSON teve o azar de morrer na mesma semana que FRANK SINATRA, que ocupou a capa de TODAS as revistas brasileiras. Nelson saiu na página de "falecidos", em nota de rodapé. É a mídia a serviço da colonização e o povo embarcando na canoa...
Em 13/12/1973, às 13:01:02, Claudio Fernandes disse:
Admiro o talento dos dois poetas - JOÃO GOMES DE SÁ e KLEVISON VIANA. Entretanto, acredito que MICHAEL não foi para o portão celestial e sim para TERRA DO NUNCA... De onde nunca deveria ter saído.
Em 13/12/1973, às 13:01:10, ZÉ MANÉ disse:
Revendo aquela dança do Maiko Jeca é impossível não lembrar deste clássico de GONZAGÃO e JOÃO SILVA...

Dança COSSACO
COSSACO dança agora
Na dança do COSSACO
Não fica COSSACO fora... hei!
Em 13/12/1973, às 13:02:23, MOCOTÓ DO REPENTE disse:
Reconheço que a mídia
Vive de alarde e barulho
O Michael Jackson morreu
E a mídia foi no embrulho
Todo instante só se fala
Na morte desse “bagulho”.

A Globo botou até
Um repórter de plantão
Dia e noite, noite e dia
Lá na porta da mansão
Da família do finado
Só pastorando o caixão.

E o astro que parecia
Uma múmia com fastio
Agora está parecendo
Uma libélula com frio
Podem até rir, se quiserem
Mas eu, garanto, não rio.




Em 13/12/1973, às 13:08:29, KLÉVISSON VIANA disse:
ALIÁS, FOI A LITERATURA DE CORDEL QUE MAIS ÊNFASE DEU A VIDA E A OBRA DO REI DO BAIÃO... E MESMO DEPOIS DE SUA MORTE NÃO PÁRA DE HOMENAGEÁ-LO.

PARA O CORDEL NÃO EXISTEM CERCAS, BARREIRAS, NEM CANCELAS! ELE VEM CONQUISTANDO LEITORES NO MUNDO INTEIRO E SEMPRE TEVE A LIBERDADE DE ABORDAR QUALQUER ASSUNTO DE QUALQUER PARTE DO MUNDO.

SINATRA, NELSON GONÇALVES, LUIZ GONZAGA, MICHAEL JACKSON... FORAM, TODOS ELES, GRANDES ARTISTAS E NÃO SÃO CULPADOS PELA MEDIOCRIDADE DO MUNDO.

O QUE REVOLTA É O COLONIALISMO DA IMPRENSA BRASILEIRA QUE SÓ VALORIZA OS ARTISTAS DE FORA.

Em 13/12/1973, às 15:03:27, Paulo Oliveira disse:
A literatura de cordel, como disse o grande poeta Klévisson não pode se reservar ao direito de ficar confinada a esse ou aquele assunto só porque a mídia não dá valor a quem de fato o merece. Parabéns aos cidadãos do mundo Klévisson e João Gomes pelo bom gosto da abordagem e espero ansioso pela saida do cordel...
Em 13/12/1973, às 15:26:42, Renato Alcantara disse:
Já comprei este cordel na praça do ferreira é muito engraçado. parabens poetas.
Em 13/12/1973, às 15:27:14, Gabriela Santos disse:
Como diz o Jeovane Brotas vocês são felomenal.Consegui comprar na Livro Tecnico do Dragão do mar é maravilhoso, perfeito. Dei de presente pro meu marido e ele adorou.
Em 13/12/1973, às 15:30:55, Valdecy Gomes | e-mail disse:
A literatura de Cordel não discrimina cultura de ninguém. Não dá para ficar falando em purismo, pois a própria cultura brasileira é uma amalgama de muitas outras. Ainda bem!
Lembro que um dos folhetos mais engraçados já escritos é a Carta de Satanás a Roberto carlos, é lindo! E o que é o Roberto Carlos, senão um produto da mídia?
A própria morte do Elvis Presley foi narrada em um folheto do poeta-reporter José Soares.
Em 13/12/1973, às 15:49:10, Varneci Nascimento disse:
Ao João Gomes e Klévisson,
Quero parabenizar
Porque não perderam
Trataram de trabalhar,
E produziram um cordel
Que tá espetacular.

Em 13/12/1973, às 17:55:40, Raimundo Alves Barreto disse:
Sensacional! Vocês poetas são demais. Parabéns e não ligue pra as críticas. Elas só vam quando trabalhamos. No mais, tiro o meu chapéu e espero que essa preciosidade chegue logo a Aracaju.
Em 13/12/1973, às 18:05:57, Joâo Siqueira Queiroz disse:
Quem publica esta página tem total liberdade de editar todos os comentários postados neste blog. Porém, por tratar-se de um espaço democrático deve-se acatar, também, as críticas, sejam elas construtivas ou não. Os comentários maldosos postados pelos colegas Claudio Fernandes, Zé Mané e Acadêmico Rex (Que sabemos, são todos o mesmo vivente) não merecem respostas, pois são de uma infantilidade tremenda!
Deixa estar.
É como diz o velho deitado... "É pra frente que as malas batem!"
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