Comentários (6):
Em 23/09/2009, às 13:40:44,
Kampos
disse:
Olá olá!! Tudo bem? ;)....
Vim convidar vc a conhecer meu fotolog onde coloco minhas tiras em quadrinhos do VIDA DE LEITURISTA, e desenhos relacionados. Aguardo sua visita, e se gostar adicione na lista de favoritos, ok? Deixe comentários, tá!? ;)....
VALEU!!
www.fotolog.terra.com.br/vidadeleiturista
Em 23/09/2009, às 13:42:18,
ARIEVALDO VIANA
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página pessoal
disse:
Alberto Porfírio foi um mestre da chamada "POESIA MATUTA". Trabalhos como "No tempo da Lamparina" e "Eu gostei mais foi do cão" são simplesmente primorosos.
Leiam textos que enviei para o blog do poeta MARCO HAURELIO:
http://marcohaurelio.blogspot.com/
Em 23/09/2009, às 14:47:02,
ARIEVALDO VIANA
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página pessoal
disse:
IDÉIAS DE CABÔCLO
Estraído do Livro:
"POETAS PUPULARES E CANTADORES DO CEARÁ,
de Alberto Porfírio
O professô dos menino
Fala, fala chega estronda!
Querendo qui eu acredite
Qui a terra seja redonda.
Não, senhor, num acredito
Nunca pude acreditá
Qui viva assim todo mundo
Andando em cima duma bola
Sem nunca iscorregá!
Vós mincê preste atenção,
Um monstro cuma é o trem!...
Se a terra fosse redonda,
Iscorrega tombém.
Ele só diz qui a terra
Veve solta no espaço
Rodando num canto só
Sem tê nada de embaraço.
Muvimenta... muvimenta
E nunca descansa um pedaço,
E qui é as volta qui ela dá
Qui serve pra controlá
A frieza e o mormaço.
Num acredito!... não! não!
Qué sabê cuma é a terra
Na minha maginação?
É um prato feito de barro
Mal feito mais bem grandão!
Emborcado em riba d’água
N’uma firme pusição,
Cum a gente morando in riba
Cum toda satisfação.
Vou prová cuma é mermo
Vou dá toda a insplicação:
Quando Deus fez este mundo
Mandou a terra secá,
Mandou se juntá as água
E foi assim qui fez os má.
E se a terra fosse doida
Rodando pra se acabá,
Tinha derramado as água
E era até pirigoso
O próprio Deus se afogá.
Tá certo ou num tá?!
Os home religioso
Gostun de dizê a gente
Qui tem um tal de inferno
De fogo qui é munto quente
Qui vai pra dentro desse fogo
As alma dessas pessoa
Qui num vão munto decente
Desses home priguiçoso
Qui num quere trabaiá;
Dessas muié vaidosa
Qui usun as roupa curta
Qui é do juêio pra lá;
Qui usun outras safadage
Fazendo a gente pecá
Dispois tudo morre
Vai morá nesse lugá
Debaixo desse arguidá.
Agora eu aviso os home
Qui pras muié são ingrato
Tombém aviso as muié
Qui andun de ponta-de-pé
Mode os sarto do sapato;
Dão zunhada e esconde as unha
Fazendo a moda de gato
Se morrê nesses pecado
Vão pra debaixo do prato...
Em 23/09/2009, às 15:30:31,
Marco Haurélio
disse:
Ser esquecido inda em vida
É do artista o martírio.
Pesquisadores incautos
Chamam girassol de lírio,
Omitem a poesia viva
Do mestre Alberto Porfírio.
Que a morte não cale nunca
Seus poemas emotivos.
Disse Cecília Meireles,
"Vossos mortos são mais vivos
E contra vós de longe abrem
Grandes olhos pensativos".
Em 24/09/2009, às 00:53:55,
ARIEVALDO VIANA
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página pessoal
disse:
"Deus pôs o homem na Terra exclusivamente para estudar, trabalhar e produzir para ajudar na construção do mundo."
Uma frase como esta, só poderia partir de um coração puro. Portanto, tudo que foi dito aqui, é pouco diante da grandeza da pessoa aqui homenageada.
Em 24/09/2009, às 12:01:16,
KLÉVISSON VIANA
disse:
*****
AO MESTRE ALBERTO PORFÍRIO
Autor: Klévisson Viana
Artista como Porfírio
Não nascerá mais nenhum
Com seu talento incomum
Tinha a pureza do lírio
Sofreu amor e martírio
Como todo menestrel
Mas sendo à arte fiel
Tinha talento de sobra
Morre o homem, fica a obra
Gravada em pedra e papel.
Lapidou versos na rocha
Fez esculturas nos versos
Rompeu vários universos
Empunhando a sua tocha
Como a flor que desabrocha
Seu estro de menestrel
Tinha a doçura do mel
Um gigante da palavra
Morre o homem fica a lavra
Gravada em pedra e papel.
Foi repentista inspirado
No verso foi professor
Seguiu sempre com amor
Tendo a viola de lado
Cantou bem, foi respeitado
Foi gigante do cordel
Ganhou palmas e laurel
No Nordeste em toda parte
Morre o homem fica a arte
Gravada em pedra e papel.
Vá em paz, meu bom poeta
Nessa nova caminhada
E lá na mansão sagrada
Onde a alma se completa
Jesus, o maior profeta
Lhe abrace com São Miguel...
E que o trono de Emanuel
Lhe dê amável acolhida
Morre o homem fica a vida
Gravada em pedra e papel.
Seja mais um passarinho
No pomar do Criador
Castro Alves, o Condor
Seguiu no mesmo caminho
Aderaldo, Canhotinho...
E todo bom menestrel
Que contemplando o vergel
Escreve para os ateus
Que o poeta é a voz de Deus
Gravada em pedra e papel.