Postado por Roberto Matos em 26/05/2005 23:00
Cury pela poesia
Cheiro de mulher na tela eletrônica,
Nasal demais pra meu desalento.
Obstrução aguda, quase afônica,
Um pixel para cada pensamento.
Amar a arte da esfinge sem cura,
Teclando as bases do amor distante.
Na face fria da tela impura,
Viver o círculo que escapou a Dante.
Sou eu finalmente, a sua doença fatal,
Invadindo suas veias poéticas.
No abraço distante, carinho termal,
Na vacina lírica das palavras herméticas
Comentários (1):
Em 1/06/2005, às 03:28:52,
Paula
|
página pessoal
disse:
Deixo de lembrança a lágrima emocionada que você fez brotar.
Obrigada.
Beijo na alma.